Ignorância
Envelope lacrado - o poema
O sarampo a vacina a ignorância a cloroquina o panelaço...
Tudo de acordo com a troca de delegados que facilitassem a pistolagem.
Mortandades sem amparos. Mortes sem velórios. Abin de Dentro, Abin de Fora...
Temas contraditórios secretamente orçamentados e perpetuamente envelopados.
Tudo muito bem lacrado, sem contraordem ou palavrório.
Santo Nordeste, o Senhor livrou-me de um estado teocrático, afegão.
Que Deus vos guarde no coração.
Naquela noite, a carreata, a multidão na praça. Recuperei a cabeça.
Vendi o caixão. O mundo se renovou dentro de mim.
Na aldeia de labirintos, passou uma fanfarra.
A polícia derreteu os metais da orquestra.
Tímpanos pífios, orquestrações de fugas, helicópteros raptados aos céus de Sevilha:
muambas viajando em drogas de aviões blindados. Os mais espertos correram a Miami. Os mais otários invadiram palácios.
Perdeste, mocinha! Deu ruim para sua festa!
Que onda é essa de bíblia do mal?
Bíblias com bombas, all inclusive?
Popcorns, Escaravelhos Scor&piões... Nem o capeta entendeu.
Ações criminosas se resolvem na Papuda.
Comprei um trevo para imaginar-me pessoa de sorte. Antes que me esqueça.
Amnesty é o Caravaggio!
“A ignorância é o mal do ímpio, não se pode ponderar sobre o que não se conhece”
Ney P. Batista
Jul/19/2021
O tolo não valoriza o discernimento, tolo anuncia sua própria ignorância, ele fala sem pensar, sem levar em conta as consequências, e repete os mesmos erros.
O ignorante, o sábio e o sensato não são três homens diferentes. São três momentos de um mesmo homem em sua jornada pelo conhecimento.
Pessoas ignorantes existem como aquelas que emburram nas contradições, põem a boca no trombone, não aceitam correções, quebram ordens e respeito; mas, no final, são exclusas da sociedade ou vivem rejeitadas por falta de decoro, educação e domínio próprio.
Bancar o espertinho diante da ignorância do povo é o mesmo que cruzar o próprio caminho com mal-intencionados, armados e com muitos espinhos.
Por falta de boas leituras e de bons conselhos, muitos se perdem na ignorância e nas trivialidades da vida, jogando fora o tempo de suas realizações acadêmicas, profissionais e familiares, seguindo rumos e horizontes perdidos.
Nenhum ignorante, profano ou líder de pouca sabedoria deve ameaçar
um cristão fiel, justo e temente a Deus, porque o Senhor é fogo vingador e frustra as suas más intenções.
Ensine com sabedoria, porque no mundo muitos ignorantes ensinam ilusões travestidas de verdade e esboçam lições da falsidade.
A ignorânca, ao meu ver, passou de dezenas de gerações até aos nossos dias e continua fazendo progresso en cima daqueles que nunca valorizaram a fé, a luz, a força e a sabedoria.
Tão certo como os conhecimentos conduzem ao sucesso, assim o que anda em ignorância experimenta fracassos.
Ignorância
O seu pensamento se perde no imenso vazio da sua mente,
Você esquece do lógico tão logicamente,
Faz uma conquista tão deprimente.
Na calada da noite, cala meu povo,
Na hora do dia, nega um alívio de novo,
Faz um discurso de poder, e nega poder se importar com o outro.
Tem ouro, tem riqueza,
Mas se afunda na sua pobreza;
No seu escasso pensamento eles cofiam um alívio para o sofrimento.
Você fala sem pensar, acerta em errar,
Ignora o meu plural e tenta nos domar,
Ignora o saber e ainda veste um formal,
Faz um discurso arrogante me acusando de imoral.
Quem ousa a escutar? Quem ousa em você votar?
Queimando os pneus, um fogo difícil de apagar,
Essa gente desesperada e você sem se importar.
Vê a mata, edifica teu ego,
Vê uma morte e se finge de cego,
Manipula uma massa enquanto não a pegam.
Como pode menosprezar a educação?
Para falar de poder de onde tirou tanta convicção?
Da onde tirou conhecimento para falar da constituição?
Como pode confundir liberdade com opressão?
Como pode endemoniar as súplicas vindas do coração?
Pega, pega, pega, pega ladrão!
Julga-o conforme as leis,
Mas ei,
Será que terá espaço para branco na prisão?
Ignorância, tradução,
Conhecimento disponível; atenção, não.
Não peço que pense e concorde comigo, só quero que pense!
Conhece a história, conhece as verdades,
Se faz de cego ou se faz de covarde?
Do meu povo a Militância, do seu a arrogância.
Nessa casa, nesse senado,
Dentre esses terá um bom deputado?
Dessas vozes que discutem,
Quem escutem minha gente?
Posso ter pouca relevância,
Porém não alimento vossa ignorância.
Esse barulho me atordoa,
E você não se importa!
Uma hora quem sabe doa,
Quando a morte bater a porta.
E ela não liga pra sua influência, bem menos a perdoa.
E os limites da minha ignorância se perdem na minha imaginação e me aprisionam em meu caminho árduo com obstáculos e a minha sabedoria se esconde entre as dificuldades e os obstáculos.
Não conheço meus próprios limites e são inevitáveis os moldes do amor e da loucura se fazendo certo com a perplexidade.
Propaga-se infinitamente com sabedoria em superar os sentimentos de ignorância que tentam confinar o coração.
