Horizonte

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O sol despertou do horizonte
e amarelou o céu com seus raios escaldantes
o sonhador em braçadas lentas
nadou até o horizonte
à procura do sol
pois tinha fome
em ter a cor de arrebol

de ser sol e horizonte.

O sol se inclina no horizonte,
e a Base de Santa Cruz silencia por um instante...
Não é o som das armas que domina o ar,
mas o pulsar de dois corações que escolheram caminhar juntos.


Hoje, diante dos irmãos e irmãs de farda,
somos testemunhas de algo que nenhuma patente explica:
o amor força que nenhuma guerra vence, e nenhum comando apaga.




Loba Hanson e Ravenna Leatrice...
duas almas forjadas na disciplina,
lapidadas na dor,
e elevadas pela coragem.


Hoje não há hierarquia entre vocês.
Não há posto, nem comando
apenas o sagrado laço de duas vidas que se reconhecem.


O amor é o mais nobre dos pactos,
e esta cerimônia não marca o início de uma caminhada,
mas o reencontro de duas almas que sempre pertenceram uma à outra.






Loba — que carrega em si a bravura e o instinto de proteção.
Ravenna — que traz na alma a sabedoria e a chama serena.


Juntas, formam o equilíbrio perfeito entre força e ternura,
razão e sentimento,
guerra e paz.


Que este laço seja luz nos dias escuros,
escudo nas horas de batalha,
e abrigo quando o mundo lá fora se tornar frio demais.




Bênção poética


Então que o vento leve o nome de vocês
para além dos muros da Base,
e que os céus de Santa Cruz testemunhem esta união.


Que as estrelas desta noite guardem suas promessas,
e que, onde houver escuridão,
seja o amor de vocês a primeira luz que se acende.


Pelo poder que me é confiado,
sob o olhar do Alto Comando e sob a benção do próprio destino,
declaro:
Loba Hanson e Ravenna Leatrice unidas pelo amor, seladas pela coragem, e eternas sob o símbolo de Santa Cruz.


🕊️✨
Que viva o amor, e que jamais falte honra ao coração que escolhe amar.


Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.

Saber é luz, sabedoria é horizonte.

SEXTOU

O sol se despede, dourando o horizonte,
A semana se curva, cansada, ao crepúsculo.
Nas ruas, murmúrios de liberdade,
A cidade respira um alívio coletivo.
SEXTOU, o grito ecoa nas almas,
Como um pássaro que se liberta da gaiola.
Os relógios se tornam cúmplices,
Marcando o início de um sonho compartilhado.
A noite veste seu manto estrelado,
Promessas de risos e encontros ao luar.
Os corações dançam ao ritmo da esperança,
Embalados por melodias de alegria.
SEXTOU, o tempo se dilata,
Os minutos se tornam eternos instantes.
A rotina se dissolve em brumas,
Dando lugar ao improviso e à magia.
Os bares são templos de celebração,
Onde brindes selam pactos de felicidade.
A vida se revela em cores vibrantes,
Num quadro pintado com tintas de eternidade.
SEXTOU, a alma se renova,
Como a lua que se refaz a cada ciclo.
O fim de semana é um oásis,
Onde descansamos e nos reencontramos.
Então, celebremos a sexta,
Com a leveza de quem sabe viver.
SEXTOU, é o mantra que nos guia,
Para um amanhã repleto de possibilidades.

Roberval Pedro Culpi

MANHÃ DE INVERNO

Amanhece o dia de inverno, Nasce o sol dourado no horizonte, Antevendo um dia frio e iluminado, Onde o brilho aquece o coração errante.
Os raios tímidos tocam a terra, Despertando a natureza adormecida, Em cada folha, um reflexo de esperança, No ar gelado, a promessa de um novo dia.
O céu se pinta de cores suaves, Um espetáculo de luz e serenidade, E mesmo no frio, há calor na alma, Pois o sol, com seu ouro, traz felicidade.

Roberval Pedro Culpi

"Nossa vida é como uma roda-gigante: entre altos e baixos, cada volta traz um novo horizonte."

Acreditei no meu sonho.




Sonhei além do que cabia em mim, como quem beija o horizonte com os olhos fechados, sem temer o abismo, sem medir os passos.

Acreditei que o amor curaria o cansaço,

e que os corações partidos ainda sabiam amar.

Colecionei mágoas como flores secas em um livro antigo, cada dor marcada com cuidado, como se até o sofrimento merecesse ser lembrado.

Houve dias em que abracei silêncios,

outros em que chorei em abraços que não eram meus.

Convivi com os que se arrastavam sem esperança, e com os que fingiam verdades com olhos vazios.

Mesmo assim, me mantive em pé não por força, mas por fé.

Não por ausência de dor, mas porque o amor-próprio me amparou no fim das noites.

Aprendi, entre lágrimas e esperanças maltratadas, que jamais se deve entregar o próprio coração inteiro às mãos de quem não sabe ser abrigo.

Porque há quem toque sua alma como se fosse pedra, e há quem cuide de você como quem rega um jardim.

E hoje, eu escolho flores.

Hoje, eu escolho paz.

Hoje, eu escolho a mim.




Gill

Aprendi cedo demais que algumas respostas
Se perdem no horizonte antes de serem dados,
E que um coração devorado pela indecisão
Só encontra alívio no silêncio do abandono.

Fiz promessas a mim mesmo que nunca cumpri,
Palavras penduradas no ar como roupas molhadas,
Ecoando como feridas não cicatrizadas,
E os ecos do passado aprisionam minha vida.

Carrego a noite inteira no peito,
Um mar de incertezas onde afundo sem saber nadar,
E o medo se torna âncora a me puxar para o fundo,
Enquanto a esperança se desfaz em mudo pesar.

Talvez o sol tenha passado por aqui,
Mas não deixou rastro de calor nem cor,
E eu sigo vivendo de penumbra constante,
Até cansar de esperar por luz e perder o sabor.

Meu amor por você é tão forte quanto o horizonte de eventos... inevitável, eterno e sem volta.

Quanto mais nos dedicamos ao passado,
mais o futuro se perde no horizonte.


Quanto mais nos dedicamos ao futuro,
mais o passado nos aquece por dentro.


É um abraço entre eras:


o ontem que ensina,
o amanhã que convida.
No meio, bate um coração que sabe voar.

Escalei as montanhas do coração,para ver no horizonte, o sol da felicidade brilhando!⁠

Deixarei que minhas lágrimas lavem meus olhos, que sabe assim, vejo o horizonte de outra forma.


21/10/2017
S. Salla

Eu gosto de assistir o pôr-do-sol, pois o sol cobrindo o horizonte em um poente infinito, estimula nossas mentes, nosso corpo e contempla-nos com a mais doce calmaria.

Bilhetes


Beleza da intensidade
Levo cada palavra
Horizonte fascinante
Envolvido das tendências
Da entrega singular
Nos bilhetes escritos.

"Quando o caminho é estreito, conte a história que abre um novo horizonte. A sua vida é a sua obra."

⁠O horizonte não é longe está onde deve está, a distância não assombra o viajante nem o cansaço abala a vontade de chegar.

O dia se vai, mas a vida prossegue.
O sol se despede no horizonte, tingindo o céu de cores que anunciam o fim de mais uma jornada.
Tudo é passageiro… as dores, as alegrias, os encontros e despedidas.
E, ainda assim, a vida teima em seguir adiante, como um rio que nunca cessa seu curso.


Cada instante carrega em si a promessa de renovação.
O que hoje parece eterno, amanhã se dissolve na memória, dando espaço ao novo que chega.
A vida é feita de ciclos: de partidas e chegadas, de silêncios e de vozes, de quedas e recomeços.
E é justamente nessa impermanência que reside sua beleza.


Porque, mesmo quando tudo parece se perder, a vida insiste em florescer.
Ela nos lembra que cada fim é também um começo,
e que, no ritmo constante do tempo, sempre haverá espaço para esperança, para sonhos, para renascer...

'MISTURA INVULGAR...'

Não traço acepções olhando para o horizonte,o infinito apaga o sentido, e não se edifico.Delineei quimeras com estrelas e luas pálidas,eis o que me resta: um vulto, uma silhueta oblíqua.Contorço-me em viagens por veredas nunca feitos,rumo ao desconhecido, desfazendo em meu peito sinônimos, anônimo, sem nome, mas, minha trilha prossegue...

A pele é feita de sombras de espectadores,minha voz, o sussurro de antigos labores.Ninguém vê a fractura, o paradoxo visceral, opalco é minha cela, a plateia meu juiz,sou a cortina de amalgama, o gesto teatral.Invulgar como um cometa que caiu e não se extinguiu. Na terra fria e negra, um novo sol fabriquei.Sou mistura de abismo e de voo rasante...

O palco é minha cela, a plateia meu juiz,apresento o sorriso que nunca foi feliz.Cada ato é um naufrágio coreografado com arte,cada aplauso, um epitáfio que me rasga em parte.Sou o contorcionista da própria alma esfacelada,a procura de um centro na rotação desvairada.O desconhecido é meu único lar conhecido...

Anônimo na multitude, um rosto sem moldura,carrego o peso leve de uma existência à toa.Por trás da maquiagem, há um menino assustado,por trás do espetáculo, um silêncio sagrado.E o show precisa seguir, é imperativo e urgente,ainda que o actor principal esteja ausente.
Sempre em cartaz, a peça que não tem roteiro...

Nome raro, flor de estufa, rara írisnavegando em alto mar.Desenhei aspirações com fios de alquitarras,
e delas fiz névoa, labirinto, obelisco.Não sou o que percebem, sou o que não dizem,o vazio que habita no coração da risada. Aprópria procura que se nega na busca...

E assim se desdobra minha existência, entrelaçada,uma moeda de duas faces sempre jogada ao mar.O anônimo esplêndido, a mistura invulgar,a dança solitária que ninguém pode parar.O espetáculo que está sempre, sempre em cartaz,mesmo quando o teatro arde em chamas de paz.E no silêncio final, ecoa o verso: 'mistura invulgar'...

--- Risomar Sírley da Silva ---

"Cumpriu-se a metamorfose, esgotou-se os desejos, a jornada está completa.O horizonte que busquei, hoje mora em mim, verdade concreta."

Aluna:


Por que escolhemos a psicologia como horizonte profissional?


Eu:


Somos psicólogos clínicos não apenas pela oportunidade de compartilhar histórias alheias, também por isso, mas porque gostaríamos que alguém nos ouvisse com o mesmo empenho que dedicamos aos nossos pacientes. Somos mendigos disfarçados, pedintes com ares de nobreza.