Homenagem para meu Irmao de Sangue
Joguei meu canhisinho na água pra punha peixe acara quem não saber joga verso não ser ponham cabeça.
Se eu não fizer o que o meu coração necessita para ser fiel companheiro de meu ser, é melhor nem ter casamento.
Consigo ver o rosto de cada um deles vivos em meu coração. A mão dói e mesmo assim insisto para que as palavras caiam assim como as lágrimas que seguro em mim. Não sei descrevê-las - São como chuva no sertão. Esperadas.
...Lança teu grito no meu silêncio
descobre-me
dá-me um nome.
Quero olhar-te com
a última-face-oculta
emergida de mim.
Crava tua verdade em minha verdade.
Revela-me
ou destrói-me..."
Poema em Solidão nº3
Ninguém pronuncia meu nome
e em tristeza, minhas horas teço.
A solidão nasce, em mim,
como uma grande e branca flor.
- Meus olhos são dois poentes,
- minhas mãos gestos de adeus.
A memória se insurge: houve uma aurora.
Meus olhos se tingem do apelo do azul.
Dúbia me instalo:
Palavra e eco divi-dida
face no espelho (re)produzida.
A rosa dos ventos permanece
como estrela única,
mas eu sempre restarei.
Em silêncio devoro minha dor..."
Aqui - meu território
limitado ao norte e oeste
pelos ombros brancos do muro
e ao leste por um flamboyant que vomita vermelho
do alto de uma cratera acesa no meio
de um jardim verdeagrestino
incendiado de lavas.
Este território
onde finquei minhas raízes
onde me (mulher) plantaram
E me regaram com a água da vida
por isso que floresci
e hoje sou como uma ilha
cercada (de filhos) por todos os lados."
Sabe qual é o meu maior erro? saber que nunca vou poder ter em meus braços e mesmo assim nunca canso de esperar...
Suas palavras são
balas tiradas da garganta de
um menino.
Seus sabores são cortados
pelo meu canino.
Paixão pelo meu trabalho em ver sorrisos e lágrimas pairando em um universo tão complexo que é a sala de aula e me ver alimentando a alma de uma pessoa.
Nos esforçamos para esquecê-lo, mas não há como o finalizar, assim é o nosso passado, e o meu amanhã de ontem se tornou ontem sem satisfação!
O orvalho e eu
A tarde cai lents sobre os meus caminhos
e o meu crepúsculo denuncia.
Os pássaros se recolhem aos ninhos
com medo da noite que se anuncia.
As petálas das rosas
preparam-se para a festa do sereno
a espera do orvalho em gotas preciosas!
E eu, em mim, recolho esse fugás momento
E desfruto desse doce encantamento.
E o orvalho ao cair, de leve sobre as flores
entre os canteiros do meu jardim assisto
o brilho inconfundível de um amor antigo
a pairar,timidamente,sobre as minhas dores!
Meu problema é importar-me de mais, dar atenção de mais, valorizar de mais, quem não tem o mínimo de importância, a quem não merece um terço da minha atenção, uma pessoa sem escrúpulos, sem valor...
Último dia
Você fez parte do meu último suspiro
te admiro muito além desse prazer
se esconder entre as presas do vampiro
eu me retiro muito antes de morrer.
Vítima
Fui vítima do meu próprio abandono
neguei o sono pelo claro da incerteza
tanta beleza desaguando em outro dono
e o outono disfarçou toda tristeza.
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