Homenagem para meu Irmao de Sangue

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⁠Como a água que gotejando faz um furo na pedra, devemos ser persistentes.

​O conhecimento não deve ser o destino, mas o caminho. O caminho para o desenvolvimento sustentável e para a superação da fome, da pobreza e da desigualdade.

Há uma satisfação profundamente saudável em saborear um fruto que nós mesmos plantamos, cultivamos e colhemos.

​Sombra que abriga, fruto que alimenta, fotossíntese que nos faz respirar. A natureza é fantástica!

​"A resiliência não é a ausência de falhas, mas a coragem de continuar apesar delas. Não desanime; seu esforço está construindo sua vitória."

Felicidade é o encontro sublime entre a vida e a nossa vocação mais singular.

O ruído consome a alma; é no silêncio que a paz floresce.

A paz nunca habitará o barulho. Ela escolhe o silêncio para morar.

Não se garimpa a paz no caos do ruído; ela é um tesouro que só se revela no silêncio.

O ruído distrai, o silêncio pacifica.

Casinha Branca de janelas azuis

José Nilton de Faria

​Era uma casinha branca de janelas azuis e um alpendre em vermelhão...
E eu com os pés no chão,
Era feliz e não sabia.
O inverno em Brejaúba era rigoroso,
Com a temperatura mais baixa do Estado,
E o frio e a brisa encontravam o aconchego da névoa que cobria todo o largo da igreja
Que beleza.........

​Do alto da torre da igreja,
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito...
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus! Que beleza...

​De manhã era hora de buscar o gado
Do Joãozinho do Aldo, e ganhar um pão sovado.
À tarde era hora da escola,
E logo após, a cachoeira e a bola.
À noite era hora de lavar o rosto e os pés,
Ouvir a conversa dos meus pais com os amigos,
Tomar o café com leite adoçado com açúcar e dormir feliz.

​No sábado de manhã, era a hora de caminhar
Com a moçada e a meninada até a região da posse.
À tarde era hora de tomar o banho... E que banho!
E aos domingos de manhã, abrir a igreja, ou seja, tocar o sino pra anunciar a conferência de São Vicente de Paulo.

​Quando no final havia leilões, e
Do alto da torre da igreja...
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito,
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus!

O ato de criar exige a alma de um poeta.

Todo ato de criação carrega a alma de um poeta, aquele que lapida o cotidiano e o transforma em verso, o comum em arte. Criar nada mais é do que poetizar o mundo.

Falar de Minas Gerais sem mencionar o pão de queijo é deixar de contar metade da história.

Somos sobreviventes.
Caminhamos sobre os escombros de um tempo que se esqueceu.
Ao nosso redor, o silêncio do mundo é o eco do que tudo consumiu;
mas aqui, onde nossos passos se encontram,
o frio não nos alcança.
Somos o refúgio um do outro,
a prova viva de que a brutalidade não conseguiu apagar todas as luzes.
Temos autonomia e sabemos,
coisa que a maioria apenas ensaia.
Não conte a ninguém nosso segredo,
nem mesmo a quem parecer poder ajudar;
a inveja tem olhos mordazes,
sempre esperando o pior acontecer.
E nós, nós sabemos ser e tecer
plenamente...

Porque alguns amores não começam quando duas pessoas se encontram, mas quando duas almas finalmente reconhecem aquilo que nunca deixaram de ser uma para a outra.

⁠Como cada pessoa traz consigo sua bagagem intelectual, moral e espiritual, nossa empatia, embora necessária, por mais que nos esforcemos, ainda assim, será sempre relativa.

Liberdade como máscara: o psicopata social.


A liberdade que muitos celebram às vezes é só um disfarce. Há quem use autonomia como licença para moldar-se ao gosto alheio, manipulando sorrisos e histórias para escapar de responsabilidades. Esse é o “psicopata social”: não o monstro das manchetes, mas a pessoa que vê relações como tabuleiro, onde empatia é peça descartável. Sua liberdade parece arrojada — viver sem amarras, seguir só o próprio desejo — mas é uma liberdade vazia, construída sobre a negação do outro.
Ao transformar escolhas em espetáculo, confunde-se autonomia com impunidade. Quem observa sente o perigo: a confiança se rompe, e a comunidade perde terreno. A verdadeira liberdade não é ato solitário; é contrato silencioso de cuidado. Reivindicar espaço não autoriza ferir; ser livre implica reconhecer que minha liberdade encontra limite no corpo e na alma do outro. Só assim a autonomia deixa de ser máscara e vira compromisso: viver plenamente sem destruir, criar sem manipular, respeitar sem desculpas.

O homem que esconde a própria loucura é melhor que o que esconde a própria sabedoria.

Erasmo de Roterdã
Elogio da loucura (1511).

O amor é uma carta, mais ou menos longa, escrita em papel velino, corte-dourado, muito cheiroso e catita; carta de parabéns quando se lê, carta de pêsames quando se acabou de ler.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).