Homenagem para meu Irmao de Sangue
A Liturgia dos Milênios do Coração Gelado
Vou contar-te o segredo que a madrugada me sussurrou:
Em meio ao gelo do meu peito imóvel, minha alma verteu novecentas e noventa e nove lágrimas de sangue, chorando a tua ausência.
Lembrei-me da fome dos novecentos e noventa e nove beijos que guardei e não te dei,
Condenado a vagar por novecentos e noventa e nove momentos sombrios, longe do teu domínio.
Escrevi teu nome com tinta de cinzas em novecentas e noventa e nove páginas sagradas,
Enquanto novecentos e noventa e nove sorrisos pálidos desabavam de minha face nas madrugadas sem fim.
Vivi novecentas e noventa e nove horas de eclipse em que o tempo se recusou a passar,
E por novecentas e noventa e nove vezes jurei meu amor, num pacto que nem a sepultura pode quebrar.
Novecentas e noventa e nove noites passei aprisionado em sonhos contigo,
Onde meu coração, há muito adormecido, vibrou novecentas e noventa e nove vezes ao sentir o teu calor.
Foram novecentos e noventa e nove versos de adoração dedicados ao teu culto,
Enquanto cruzei novecentas e noventa e nove ruas de asfalto e névoa, farejando o teu rastro nesta vida mortal.
Lembra-te das novecentas e noventa e nove vezes em que teu olhar bebeu a minha alma e me deu o paraíso...
Pois agora, enquanto a luz das néons cede ao sol que ameaça nascer,
Restam-nos apenas as novecentas e noventa e nove eternidades que governaremos juntos,
Quando a noite nos acolher para sempre além do túmulo.
John Rabello de Carvalho
As Lentes de Silício do Vampiro
As lentes de silício tentam, em vão, cartografar o infinito,
Mas sou o ponto cego sob este céu de 2026 e seu satélite maldito.
Guardo no peito a chaga da Suméria, a dor ancestral que o tempo não consome;
O algoritmo calcula o peso dos mundos, mas não decifra o meu nome.
A humanidade tateia a matéria, escrava deste presente gélido e vazio,
Enquanto a ópera da minha alma ruge, rasgando o abismo do teu frio.
Tu olhas para a tela reluzente, mas sentes minha sombra a te enlaçar --
Uma fenda sutil no tempo e no espaço que circuito algum pode explicar.
És meu papiro esquecido em Alexandria, forjado em couro, cinza e dor,
Sob o néon escarlate que alimenta tua melancolia e o teu temor.
A tecnologia se curva, cega e mansa, quando a noite enfim nos alcança…
Pois o ano é o efêmero agora, mas o nosso beijo é uma eterna e antiga vingança.
John Rabello de Carvalho
Na lida do homem nesse mundo, nada é mais importante do que seu estado espiritual. Nenhum bem material, nenhuma posse, é mais significativa do que seu estado de espírito; é que dele decorrem todas suas conquistas e realizações. A conclusão correlata desse necessário estado de espírito equilibrado, tem a ver como ele define aquilo que é bom, com aquilo que a própria natureza o inspira. O homem não é fruto do meio ambiente porque possui arbítrio; não se há de confundir, portanto, tendência e influência com escolha; entrementes às circunstâncias de paixões e devaneios.
Desde que nascemos intuímos um certo sentido que nos diz: "sede bom". É algo imanente desse próprio "espirito" do qual necessitamos o equilíbrio.
Mas afinal o que é ser bom? Seria apenas cumprir a lei dos homens ou concomitantemente a divina, procurando dentro de nós as respostas para aquele "sede bom"?...
Bem, na exata medida em que interagimos nesse mundo dos sentidos, no compasso da grande maioria, o alvitre decide; e no permeio de nossas querelas e queixumes, estabelecemos o quantitativo que conseguimos obter daquele necessário equilíbrio espiritual.
Assim sendo, ser bom, em princípio, não é contrariar nosso íntimo; nem ser subserviente às manipulações do bioma no qual se vive; seria em tese o convívio dos modos e costumes civilizatórios. Todavia, ser bom é, contrario senso, ouvirmos aquilo que pulsa dentro de nós, e que já veio pré-estabelecido, pois nasceu conosco.
Certamente que seguir as leis dos homens e as de Deus, por conveniência ou subserviência não é ser bom. Ser bom é experienciar a essência fundamental do que nos dignifica e intimamente nos rege; é estar em paz cada manhã, sabendo que nos limites do que nos for apresentado pela vida, sempre estaremos prontos para enfrentar e trazer soluções.
O equilibrio espiritual, portanto, não advém de coisas materiais, mas da compreensão de que precisamos superar tudo que nos testa a cada dia. E buscar o equilibrio em contrição, numa oração sincera, é encontrar a mensagem que nos fundou no princípio, bem no fundo da consciência viva que nos define como seres sencientes. Encontrar a fonte do sentimento "sede bom" é a saga de todas as almas. Viver o "sede bom" é pautar nosso comportamento. Conhecendo de verdade essa fonte, e dela provando, seremos tudo aquilo que a mensagem nos forjou; estaremos no exercicio regular da conjugação dos "4" verbos; o mais perfeito estado de equilibrio espiritual. A mensagem existe, pois nasce com cada ente humano; e a fonte também; portanto, busque, viva e prospere; salve-se. "Sede bom".
(Victor Antunes)
Acordo cedo, pronto pra trabalhar.
Pego ônibus lotado, e mesmo assim chego atrasado!
Não tenho sossego, um tempo pra relaxar.
Um dia eu meto o pé em tudo, e meu patrão pra aquele lugar!
(letra - musica)
Enquanto todas as palavras são insuficientes para descrever um momento, uma simples imagem, é capaz de traduzir todo um sentimento.
Obrigado Senhor por ter me dado o dom de escrever para este momento, esta mensagem.
Foi em canções feitas com amor, que pensamentos poéticos conseguiram mostrar, no luto da vida de cegos, o que jamais seus olhos conseguiram ver.
Recado de Deus ao homem
Tão fácil, gostar da vida sem destruição, tudo que fiz foi à bem de todos. Confiei a cada um sua missão e o que deixei foi para todo ser vivo na face da terra. Através das nuvens, o transporte da água que caem em forma de chuva, a bem de toda vegetação.
O vento a soprar a face do globo. A luz do sol com seu calor para fortalecer na terra a planta, que com tanto orgulho alimenta suas vidas. Nas salinas deixei o sal, para que desse melhor sabor ao seu alimento. Na doçura da cana, o açúcar. Nos rios peixes menos perigosos que nos mares. Dei tudo para que conservassem.
Dei ao meu filho, minha filha, sua irmã como esposa. Ao filho do meu filho, como Mãe, a minha filha. Se todos são meus filhos, irmãos do mesmo Pai, porque não se amaram?
Criei tudo com tanto amor. Dei aos olhos a visão. Coloquei no cérebro a inteligência, para que olhando, sentissem nas maravilhas da natureza o que dei de melhor. Com a sinfonia dos pássaros ao cantarem no romper da Aurora, abri caminho para a música, que está com você á cada momento. Presenteei a natureza com rosas, cujos perfumes foi presente de Maria. Ela é a Mãe de todas as Mães dos nossos filhos.
Deixei a noite para descanso de todos. Fiz cair sereno, transformei em orvalho ao nascer do sol, em beneficio das flores. A mesmo limpa suas pétalas dando colorido aos campos, assim Maria fica feliz. Para sobrevivência dos animais dei a razão em matar, semente ao fruto para continuar. Com justiça, a vida e a morte para todos iguais. Dei na confiança de todos meu verdadeiro e único filho, para que ensinasse uns aos outros o meu regime: O Amor.
Ele foi crucificado, pregado na cruz por seus irmãos e antes da morte do seu corpo me fez um pedido:
Perdoai Pai, eles não sabem o que fazem. E eu cumpri. Há dois mil e tantos anos subiu ao céu e ao meu lado direito diz:
Pai, fiz tudo por amor. Se para cada um de nós deu uma cruz e todos seu dia marcado, voltarei a terra antes do fim de tudo.
E por amor ao homem levarei o seu recado.
Francisco Moreira de Freitas – François.
Lula; não se esqueça dos seus fieis companheiros, metalúrgico da tão conhecida marca, ferro em brasa. Valentes que participaram com vivas e vaias, da maior greve do século vinte, a de mil novecentos e oitenta. Quando sua pessoa foi para os que lhes confiaram como, o mais feroz vaqueiro daquele rebanho éramos tal qual uma boiada humana, onde nós tangedores ou melhor porque não dizer até dominadores de certos novilhos metidos a furões. Novilhos que preparamos para participação da grande festa de oito anos. Lá na Republica Federativa desse nosso querido. Brasil.
Francisco Moreira de Freitas – François.
“… eu aprendi que você tem que conquistar a pessoa todos os dias. Não adianta conquistar só uma vez, e acreditar quando ela disser que vai te amar para sempre. Eu aprendi também que não há nada de errado em um dos dois gostar mais, o problema é quando um dos dois não gosta. Na verdade, é ótimo quando um dos dois gosta mais, melhor ainda se for o homem, eu acho. Sei lá, é o equilíbrio natural das coisas, o conquistador e o conquistado.”
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