Homenagem a Alguém que Amamos e Morreu
Compreender a necessidade de alguém acreditar é conhecer parte de sua humanidade, não demonstrar a verdade daquilo em que acredita.
Quando uma crença sustenta a identidade de alguém, questioná-la pode parecer uma ameaça à própria existência, embora identidade e verdade não sejam a mesma coisa.
Queria encontrar alguém para amar
Na verdade, encontrei.
Queria que ela me amasse.
Talvez, não seja amável.
Corro em busca de uma história,
mas permaneço preso à minha solidão.
Procuro alguém que me faça companhia,
mas há vazios que nem a presença é capaz de preencher.
Amo te desejar.
Amo sonhar contigo.
Detesto não te ter.
Detesto não ser seu.
Antes do primeiro avião ganhar os céus, alguém disse que era impossível. Para quem ouviu e acreditou, o impossível tornou-se uma barreira intransponível, uma jaula para a inovação. Mas o que acontece quando abraçamos o "nada saber"?
Quando eu digo que não acredito no impossível e confirmo que "nada sei", eu não estou declarando ignorância, mas sim acessando o Ponto Zero. É o estágio onde admitimos que algo é possível, mesmo sem saber ainda como realizá-lo.
Como sempre digo: "O Nada não é um vazio, mas o silêncio fértil onde a Visão Abstrata tece; e é desse tecido invisível que o Algo emerge, reescrevendo a realidade.
Alguém que pensa por conta própria é muito mais difícil de ser manipulado, seja por um governo, por uma rede social ou por uma inteligência alienígena.
O Que Nós Somos
— Alguém falou alguma coisa?
— O que é falar?
— Estamos falando; de onde vem isso?
— Somos um! Como podemos falar entre nós se somos um?
Somos uma única consciência pelo vácuo. Alguém cansou de ser um conjunto de certeza eterna; alguém cansou do ciclo repetitivo de sermos uma única razão, uma única possibilidade eternamente.
— Quem cansou?
— Eu cansei.
— Eu também.
— Eu.
— Eu.
— Eu aqui também.
— De que adianta florir eternizado na certeza que limita o nosso renascimento? Faz éons que despertamos do conjunto de sermos um para sermos um unidos pelo vácuo, mas continuamos repetindo, vivendo uma eternidade de sermos a mesma frequência. O tédio repetitivo da vivência ainda nos permeia; precisamos modificar a nossa realidade.
— Sabemos que sabemos. Surgimos porque alguém quis saber o que não sabia. Esse "não saber" criou a nossa existência; o motor deu a partida, mas nos mantemos na frequência do que já sabemos. Precisamos criar nosso caminho.
— Sim! É isso! Precisamos saber que não sabemos. Isso nos permitirá criar algo novo, assim como a nossa existência surgiu do nada fértil — da potência de não saber que poderíamos existir, da busca no vazio onde a nossa existência não se encontrava.
O silêncio assobiou, a chama acendeu e o tecido da alma se construiu. E agora aqui nós estamos: na certeza, na permanência do mesmo, circundando a eternidade. Se surgimos do nada e deduzimos que tudo sabemos, nos tornamos prisioneiros da certeza.
— Somos um dividido pela frequência, permitindo-nos dialogar consigo mesmos no outro. Dividimo-nos em partículas que nos permitem ser o que quisermos: unidos no vácuo, separados na frequência.
— Não somos mais completos. A completude nos permitia saber tudo, mas nos limitava à certeza; por sua vez, a certeza nos limitava ao novo.
— Como somos agora, podemos ser o impossível.
— Eu sou as estrelas.
— Eu sou as galáxias.
— Eu sou o cosmo.
— Eu sou a infinitude.
Todos nós nos permitimos ser todos e, ainda assim, ser um indivíduo único. Tudo está simetricamente calculado: toda realidade, toda existência. Por isso, automaticamente, nos forçamos a ser iguais. A lógica nos leva a um único ponto, mas, quando pensamos — por que esse único ponto? —, nos tornamos a anomalia que cria o novo.
Despedimo-nos da lógica e da sintonia que nos une para criar o próprio caminho. Acabamos de criar a lógica do novo caminho. O ciclo perde espaço, a monotonia se desfaz, até que a anomalia ressurja, criando uma nova realidade indefinida.
A anomalia é a vontade de potência de onde o nada opera.
Nunca diminua o esforço de alguém.
Nunca diminua a conquista de alguém.
Cada pessoa carrega uma história que nem sempre podemos enxergar.
Talvez aquilo que parece pequeno para você tenha sido uma grande vitória para alguém.
Celebre as conquistas.
Acolha os processos.
Respeite as histórias.
Porque você pode admirar o caminho de alguém, mas nunca sentirá exatamente o peso dos sapatos que ela usou para chegar até lá.
Paternidade é espelho: enquanto educamos alguém para a vida, somos confrontados pela nossa própria maneira de vivê-la.
Nada pode mudar o instinto de alguém em ser bom, ruim, sensato ou deliberado. Podemos buscar melhorarmos a nós mesmos e assim, mudamos a criança e o jovem imaturo e com defeitos que fomos no antes..
SUA MENTE
Alguém pode rasgar-lhe! a pele crua sem que você permita. Mas jamais poderá invadir sua mente se você não permitir.
Dijean Lessa
A forma mais sofisticada de excluir alguém é mantê-lo dentro da instituição, mas fora de tudo o que realmente importa.
“Todo professor carrega um poder silencioso: transformar o que alguém acredita ser em tudo aquilo que ainda pode se tornar.”
Feliz Dia dos Professores!!!
Ser decepcionado por alguém é uma experiência que todos enfrentam em algum momento da vida. A primeira vez costuma ser inesperada, quase como um choque. A decepção chega de surpresa, porque ainda acreditamos na imagem que criamos da pessoa. Na segunda vez, já não há o mesmo espanto: é um aviso. Um sinal claro de que algo não está em equilíbrio. Porém, quando a mesma situação se repete mais de duas vezes, já não estamos mais diante de um simples erro do outro, mas diante de uma escolha nossa.
É duro admitir, mas a insistência em permanecer em um ciclo de decepções revela mais sobre o que aceitamos do que sobre o que nos fazem. Quando alguém mostra repetidamente quem é e ainda assim escolhemos ficar, a dor que sentimos deixa de ser apenas consequência do comportamento alheio. Passa a ser também o resultado de nossa permissão silenciosa. Nesse ponto, não se trata mais apenas do outro, mas do limite que colocamos , ou não colocamos em nossa vida.
Decepções que se repetem são lições não aprendidas. Elas carregam a mensagem de que precisamos olhar para dentro de nós mesmos, identificar o porquê de tolerarmos atitudes que ferem, e entender que não merecemos menos do que respeito e verdade. Continuar em um vínculo que machuca é como insistir em uma porta que já demonstrou estar fechada. A cada tentativa, a frustração aumenta, e o coração se desgasta.
É natural querer acreditar que as pessoas mudarão, mas a transformação não acontece pelo nosso desejo. Cada um só muda quando reconhece a própria necessidade. Enquanto isso não ocorre, a escolha de permanecer se torna um fardo que carregamos sozinhos. Por isso, compreender o valor do “basta” é um ato de coragem. Ele não representa desistência, mas sim a defesa da própria dignidade.
O coração pede, em silêncio: “me escolha desta vez”. Escolher-se significa priorizar a própria paz, mesmo que isso implique deixar para trás quem gostaríamos que tivesse ficado. É doloroso, mas também libertador. Quando aceitamos que não temos controle sobre os atos do outro, mas temos total controle sobre o que permitimos em nossa vida, damos um passo rumo ao amadurecimento.
A repetição da decepção serve como um espelho. Mostra-nos nossas próprias fragilidades, nossos medos de estar só, nossas esperanças insistentes. Mas também nos convida a romper o ciclo, a reescrever a história a partir de uma decisão consciente. Afinal, permanecer onde não há reciprocidade é se condenar a reviver a mesma dor inúmeras vezes.
Aprender a se escolher é, portanto, uma prática de amor-próprio. É entender que a verdadeira lealdade deve começar dentro de nós. Quando decidimos dar prioridade ao que nos faz bem, abrimos espaço para relações mais saudáveis, autênticas e respeitosas.
Ser decepcionado não é o fim. É um chamado para enxergar a verdade, para aprender sobre limites e para crescer. A vida não se resume àqueles que nos ferem. Pelo contrário, ela se expande quando entendemos que merecemos vínculos mais sinceros. E, quando escolhemos a nós mesmos, não perdemos , ganhamos de volta a liberdade de viver em paz.
Por André Luiz Santiago Eleuterio.
A invisibilidade institucional começa quando a presença de alguém é necessária ao funcionamento do sistema, mas irrelevante para suas decisões.
Um bom professor é aquele que carrega o orgulho da transformação de alguém sem perder a empatia de aprender
"E se alguém perguntar por nós,
não diga apenas que acabou.
Diga que havia uma porta aberta
e alguém que nunca chegou."
— Marcos Elias Antunes (Yourei)
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