Homenagem a Alguém que Amamos e Morreu
Existe uma diferença notável entre ser alguém muito querido ou ser apenas tolerado, querer tê-lo é por perto representa algo recíproco, a sua presença é valorizada, não é vista como um fardo, as desavenças no convívio ocorrem, óbvio, mas não são frequentes, a afinidade permanece forte, as conversas fluem naturalmente
É bastante evidente que a consideração quando é de verdade faz com que a atenção seja prestada com vontade e não somente por educação, de forma apressada ou para suprir alguma necessidade, aliviar a consciência pesada, tirar vantagem sem pensar duas vezes, demonstrando uma clara falsidade
Os laços são construídos com naturalidade, levam um tempo e não carecem de exigências, não é algo forçado, caso contrário, nem valeriam a pena, portanto, seja alguém mais seletivo, claro que todos erram, todavia, não aceite a fragilidade do que é falso ou um contato danoso somente para ter uma companhia.
"Homem e mulher são como flores, muito fácil de cuidar, mas quando alguém deixa de regar, o relacionamento morre."
"Por que a vida deveria dar uma oportunidade a alguém que é capaz de perder as chaves da própria casa várias vezes?"
"Dói ver alguém sendo humilhado, mas é ainda mais humilhante ser incapaz de libertá-lo(a) dessa humilhação."
Nunca permita que a insegurança de alguém se torne o limite do seu crescimento. Você não precisa diminuir sua luz para que outras pessoas se sintam confortáveis. Continue trabalhando, conquistando corações e mostrando seu valor. Quem tem propósito não precisa disputar espaço: conquista seu lugar através do que faz. E o que Deus colocou no seu caminho, ninguém precisa autorizar que floresça.
Alguém já te julgou por enxergar em você a resolução de um problema do outro que, muitas vezes, nem é tão coitadinho assim. Embora se faça.
O facto de alguém o considerar seu inimigo não implica que essa pessoa seja, de facto, sua inimiga, tal como o facto de o considerar seu inimigo não significa que sejam, de facto, inimigos.
Amor não é evento, é hábito. Não espere o Dia dos Namorados para fazer alguém se sentir único. Quem ama, cultiva o sentimento todos os dias.
“O Cristo Interior não é alguém que precisamos encontrar.
É aquilo que deixamos de perceber quando nos afastamos de nós mesmos.”
A humanidade descobriu como se conectar com todos, mas desaprendeu como se relacionar com alguém. A liquidez das relações humanas está liquidando o próprio significado de ser humano.
COMO ENSINAR ALGUÉM A PENSAR SEM ENSINAR O QUE ELA DEVE PENSAR?
Existe uma contradição silenciosa em parte da educação.
Dizemos que queremos formar pessoas autônomas. Depois avaliamos autonomia pela capacidade de repetir corretamente aquilo que ensinamos.
Ensinar conteúdos é indispensável. Não existe pensamento complexo sem repertório.
Mas existe uma diferença entre oferecer instrumentos para pensar e entregar conclusões que não podem ser examinadas.
Uma educação voltada à autonomia precisa suportar uma possibilidade desconfortável: o aluno pode aprender a pensar e chegar a uma conclusão diferente da nossa.
Isso não significa que toda conclusão tenha a mesma qualidade. Autonomia não elimina critérios. Ao contrário.
Exige aprender a justificar, comparar evidências, reconhecer limites, revisar interpretações e atribuir pesos diferentes às fontes disponíveis.
É nesse sentido que tenho trabalhado uma Pedagogia do Discernimento.
Não como educação para ensinar pessoas a concordarem com determinadas respostas, mas como investigação sobre condições educacionais capazes de melhorar a maneira pela qual avaliamos aquilo que participa de nossas decisões.
O professor não desaparece. Sua autoridade muda de função.
Em vez de ser apenas fornecedor de respostas, torna-se também alguém capaz de ensinar o estudante a perguntar por que determinada resposta merece confiança.
Existe uma diferença profunda entre formar seguidores de ideias e formar autores de julgamento.
Educar alguém para pensar não é ensinar em que acreditar. É ajudá-lo a compreender por que acredita, quanto deveria acreditar e o que poderia fazê-lo revisar aquilo em que acredita.
Talvez a educação não tenha segredo.
Talvez o segredo continue estando na educação.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
POR QUE ESTAR CERTO PELOS MOTIVOS ERRADOS CONTINUA SENDO UM PROBLEMA?
Imagine alguém que faz uma previsão sem qualquer fundamento e acerta.
O resultado correto transforma o raciocínio em bom raciocínio?
Não necessariamente.
Podemos chegar à resposta certa por um caminho ruim.
Assim como podemos tomar uma decisão racionalmente defensável e, por acaso, obter um resultado ruim.
Essa distinção é importante porque costumamos avaliar decisões olhando para trás.
Se funcionou, acreditamos que decidimos bem. Se deu errado, concluímos que decidimos mal.
Mas resultado e qualidade do processo não são a mesma coisa.
Uma decisão precisa ser examinada considerando as informações disponíveis no momento em que foi tomada.
Caso contrário, transformamos acaso em competência e incerteza em culpa.
Discernimento também exige separar processo de resultado.
Perguntar: “Com aquilo que eu poderia saber naquele momento, quais informações deveriam ter recebido maior peso?”
Essa pergunta é muito mais exigente do que simplesmente perguntar se acertamos.
Porque alguém pode vencer apostando mal.
E perder decidindo bem.
Acertar não prova que pensamos corretamente. Errar não prova, sozinho, que pensamos mal.
O resultado encerra o acontecimento.
O discernimento investiga o processo.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
- Relacionados
- Mensagens de aniversário: reflexões e homenagens para alguém especial
- Uma mensagem para alguém especial
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Mensagem para Amigo que Morreu
- Frases de paquera para encantar alguém
- Gostar de alguém
- Textos em homenagem às mães para expressar carinho, amor e gratidão
