Homenagem a Alguém que Amamos e Morreu
Quem exerce autoridade sobre alguém deveria lembrar que também responderá moralmente pelo modo como exerce esse poder.
A intolerância nasce quando alguém acredita possuir autoridade suficiente para negar ao outro sua humanidade.
A justiça não deve perguntar apenas o que alguém merece pelo passado, mas também o que a sociedade pode fazer para que o futuro seja diferente.
Perdoar alguém não significa negar sua responsabilidade; significa recusar ao passado o direito de governar eternamente o futuro.
A dúvida não destrói o sagrado; ela apenas impede que alguém transforme sua interpretação do sagrado em instrumento contra a liberdade alheia.
"Se alguém te convence a acreditar em absurdos, te convence a cometer atrocidades em nome de um mistério que ninguém decifrou."
A liberdade não desaparece quando alguém nos convence; começa a ser juridicamente inquietante quando já não conseguimos perceber quem conduziu nossa escolha.
Toda comunicação escolhe o que iluminar; o poder começa quando alguém passa a escolher também o que os outros não conseguirão enxergar.
O algoritmo não precisa ordenar que alguém pense; basta organizar o mundo que essa pessoa verá antes de pensar.
Conhecer a vulnerabilidade de alguém produz poder; transformar essa vulnerabilidade em instrumento de exploração produz responsabilidade.
O Direito não existe para eliminar o erro da escolha, mas para impedir que alguém fabrique clandestinamente as condições do erro alheio.
O problema não começa quando alguém acredita no impossível; começa quando exige que o impossível seja ensinado como fato científico sem evidência.
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