Homenagem a Alguém que Amamos e Morreu
“Um claro raio de luar visgou da janela adormecida o descortinado amor. Num reflexo sem juízo, adormeceu a partida e correu todos os riscos. Apaixonou-se pela luz acesa na casa do vizinho.” Para Vinícius de Morais
Uma voz de muitas faces...
A voz pode apresentar muitas histórias, mas uma história jamais poderá representar tudo o que a voz inspira.
A voz pode marcar uma vida, pode representar uma saudade, pode contar uma história, declamar um poema. A voz tem o poder de reviver lembranças, de fazer sorrir adulto ou criança, de inspirar gerações, de marcar uma infância. A voz pode te levar ao passado, e brincar com tantas e tantas outras saudosas lembranças. A voz toca o peito, e de mãos dadas com a alma, saem para passearno passado, presente e futuro.
Há quem faça a arte, e há quem seja a própria, em pessoa.
Cedo ou tarde, pessoas viajam
Algumas delas, viajam antes da juventude
Algumas, se ausentam quando adultos
Eu prefiro nomear a morte de viagem
Pois a vida é insegura
Assim como uma folha que nasce
E tem a terra como teu leito
E na incerteza de todos os dias
Saberemos que algum dia
Viajaremos para o mesmo lugar
E que encontraremos com quem amamos de novo.
(Tributo a todos que estavam no avião. #Chapecoense)
É o dia do professor
daquele que sim, pensou em fortuna
mas para todos
aquele e aquela que moldou destinos
criou oportunidades, se doou
aos mestres o carinho
o nosso carinho
e o desejo, que um dia seus valores sejam ajustados
para o patamar que realmente valem e merecem
o mundo nada seria sem a disposição dos professores em passar para os outros
os ensinamentos que tanto enobrece...
O passado e o futuro se fundem e se tornam Goiânia. A terra dos contos, dos versos, das prosas. Terra da comida boa, de gente bonita, hospitaleira, com jeito interiorano. Goiania é aqui, terra do Piqui ; pois veja e que seja o berço da musica sertaneja! Ah Goiânia! minha Goiânia! quantos anos tu tens? Eh! na verdade, não importa sua idade, pois nessa sempre mocidade, lhe dou logo os parabéns.
Feliz 85 anos.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
Mesmo não gostando, geralmente no último momento das nossas vidas, pelo menos uma pessoa nos dará flores
ELE TINHA CORAÇÃO.
"O Ferro que Aprendeu a Ser Homem"
O mundo, tantas vezes, mede a força de um pai pelo peso que ele suporta, pelo silêncio que mantém e pelas batalhas que trava sozinho. Muitos o chamam de “homem de ferro” — aquele que não chora, que não treme, que não se deixa abalar. Mas, por trás da armadura invisível que o tempo e a sociedade lhe impuseram, há um coração vivo, pulsando, sangrando e amando.
A infância de um pai morre lentamente para dar lugar a um vigilante eterno. Ele não pode se dar ao luxo da fraqueza porque acreditou, desde cedo, que o amor verdadeiro se prova na resistência. E no entanto, é justamente essa dureza aparente que esconde o maior dos segredos: a sensibilidade. Ele talvez não fale das noites em que ficou acordado ouvindo a respiração do filho doente, nem confesse o medo que sentiu ao ver a vida colocar nas mãos da família o peso das incertezas. Mas ele estava lá — como um farol em mar revolto, calado, mas firme.
A sociedade raramente autoriza o homem a demonstrar ternura sem antes cobri-lo de rótulos. Ainda assim, todo pai carrega no íntimo uma luta silenciosa contra essa sentença cultural. Porque ser pai é ser ferro por fora e carne viva por dentro; é entender que a fortaleza não é a ausência de fragilidade, mas a coragem de mantê-la em segredo para proteger quem ama.
Chega um dia em que os filhos crescem e começam a enxergar não o herói, mas o homem. E nesse instante entendem: não era o ferro que nos sustentava, era o coração que batia dentro dele. Um coração que, mesmo pesado de responsabilidades, escolheu amar sem pedir nada em troca. E talvez esse seja o maior legado que um pai pode deixar — ensinar, pelo exemplo, que a verdadeira força não está na rigidez, mas na capacidade de continuar amando, mesmo quando tudo ao redor pede endurecimento.
"Ele Tinha Coração – O Ferro que Partiu Vitorioso"
Em cada esquina da vida, há um pai que a sociedade não quis ver. Não estampou seu rosto nas manchetes, não lhe ofereceu medalhas nem reconhecimento. Chamaram-no de “homem de ferro” — não por ser frio, mas por aguentar calado o peso de mundos que só ele sabia carregar. Um pai assim veste, sem pedir, a armadura que o tempo e a cultura lhe impõem: “não chore, não reclame, não mostre medo”. Mas, sob essa couraça, pulsa um coração real, vibrante, que arde de amor.
A filosofia nos lembra que a verdadeira grandeza não se mede pelo poder de dominar, mas pela capacidade de servir. E no papel de pai, esse servir é silencioso, quase invisível. Ele não conta as vezes em que deixou de lado o próprio sonho para alimentar o sonho dos filhos; não revela o medo que o acompanhou nas madrugadas de incerteza; não espera retorno, apenas se coloca no caminho como muralha contra o inevitável.
Do ponto de vista sociológico, esses homens são frequentemente engolidos por uma narrativa injusta: a de que afeto e masculinidade caminham separados. E assim, escondem suas lágrimas, oferecendo apenas o lado forte, acreditando que proteger é também poupar o outro do peso de suas dores. No íntimo, porém, guardam lembranças de abraços breves, conversas apressadas, olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Psicologicamente, o pai que ama incondicionalmente constrói, sem alarde, o alicerce emocional da família. Mesmo ignorado — por orgulho juvenil, por ingratidão momentânea ou pela pressa do mundo — ele permanece. Porque para ele, amar não é negociar: é escolha diária, gratuita, inabalável.
E chega o momento inevitável da partida vitoriosa. Não vitoriosa pela ausência de derrotas, mas pela dignidade de ter amado até o último instante. É quando o silêncio da casa revela o som de sua presença na memória, e os que um dia não o perceberam como deviam descobrem, com atraso doloroso, que todo aquele “ferro” era apenas a casca de um coração que sempre bateu por eles. Nesse dia, o mundo perde um homem, mas ganha a lição eterna de que a grandeza não precisa de testemunhas para existir.
QUE SEGREDOS TEM O OLHAR DE CLARICE?
Clarice, numa cadeira de balanço, acende o seu cigarro, e em paz medita na sua solidão na área de casa, num domingo sem receber telefonemas de ninguém, nemvisitas,muito menos cartas de amor ou preocupação, ela sente a paz que muitos quenão vivem a verdadeira solitude, não entendem o verdadeiro significado desse estado.Ela não quer guerra com ninguém, pois no mundo já basta a guerra interior e mentalque viemos corridos, a guerra do seu país de origem, a Ucrânia. Clarice é a roseiraucraniana sobrevivente, pois seu oxigênio, são as boas palavras intimistas faladas emsua doce prosa nessas terras brasileiras. Com o seu lindo cachorro do seu lado, Claricenos prova que o carinho não vem só dos seres humanos que pensam, que se dizemromânticos, os únicos que tem coração e alma, que são racionais, diferente dos animaisque por mais que não pensam, mas sentem mesmo agindo pelo extinto, são carinhososmesmo perigosos, selvagens ou domésticos são afetuosos com os cafunés querecebem.Clarice, que mistérios tem o seu lindo olhar, quando tira os óculos escuros em diasde sol? Teu olhar, olhos verdes do leste europeu, nos leva a meditar que a velha Chayaque veio para o Brasil ainda pequena, correu descalça nas pedras, peos os espinhosda alma, ralou os pés, mas cicatrizou, e foi essas cicatrizes que a fizeram ser umapersonagem dúbia com os demais parceiros de cena nessa longa metragem chamadavida real, sem intuito de fama, nessa brincadeira de relatar seus sentimentos ilegíveisde interpretar no seu subconsciente, se tornou um marco atemporal na literaturabrasileira e até mesmo ultrapassou fronteiras mundiais com seu sentimentalismointimista sincero. Clarice que tentou aprender o português com sua língua europeia,morou em tantos países que em cada lugar dominou um sotaque que fez da sua línguaum charme, dominava bem o português e outros idiomas essenciais para a diplomacia,engolia os rs que falava, mal de todo estrangeiro, mas escrevia bem discreto e culto obom e velho português camoniano tupi guarani.A água regava suas lindas plantas no hall do seu apartamento, mas a água queClarice bebia era a sua eterna água viva, que dominava o séu coração selvagem,semgrau de vaidade e sem horas para ser uma estrela literária, o reconhecimento, só veioapós a sua morte, infelizmente, é preciso morrermos um dia para nossas palavras ter ovalor devido na leitura, mesmo com um cigarro ferindo em chamas no rosto e pulmão,as cartas não foramn queimadas, e estão aí como literaturá obrigatória se um jovemquiser passar no vestibular. Temos que ler Clarice e tentar compreender seuspensamentos prodígios, quando viva, infelizmente não téve todo o valor, e méritoreconhecido que merecia, era séria, tímida, achavam a que era fraça por retratar tantoe desabafar a sua alma luz intimista em suas prosas, mas era uma dama da boa everdadeira escrita psicológica, entendia muito bem o ser humano e suas patologias.O peso da máquina de escrever, não define o peso que é 'a alma luz e as palavras deClarice, sincera, sem nenhum grau de vaidade, se vai haver rugas, ou se os cabelosloiros vão ficar grisalhos, sagitariana de não emendar muita conversa, mas em escreverpalavras. A companhia de seus dois filhos, seu cachorro eseu inúmeros livros na suaestante, os livros emocionantes em cima da máquina de escrever, seus filhos de capae ISBN,foram nascidos com muito esforço e pensamentos que se aproximassem damente humana confusa, coisas atemporais que muitos se identificam, Clarice nãomedia, nem amaldiçoava as palavras, fazia da sua solitude, um livro de cores e palavras,sentido que a mente fraca não encontra, Clarice achou um meio com seus gestos de se tornar imune a qualquer tipo de abalo, que as lágrimas da sua infância e do seu passado,tenham se tornado chuva fértil de esperança e prosperidade. Se todos fossem no mundoigual a você, existiria menos debate pejorativo, existiria a verdade sutil, mais liberdadeinterior e inspirações em tanta solidão nesse meio fatídico material, onde o ser humanosó ver com sua vista o carnal, sem saber que o espiritual dar continuidade após a morteque é apenas uma viagem. Amar não acaba, se dermos amor sem receber nada emtroca, vamos continuar sentindo o amor em nosso coração, convertendo o para o bemnuma deliciosa morada nessa descoberta cotidiana do mundo, admirável mundo novoclariciano que adverte para não termos medo de amar e nunca desistir do amor,pois oamor é a resposta para solucionar tudo, tenha muito cuidado com o amor que as vezespode ser exigente, viva o amor, porque o amor nasceu para ser vivido intensamente,por amor, fazemos tudo, mas devemos ter cuidado com o amor excessivo que apagatudo. O amor retratado por Clarice é coisa simples, uma sensação de nunca esquecero primeiro amor, o amor próprio da solitude, o amor pode vim com pontadas, mas podeser um amor vacinado, não romântico, um amor de quem já sofreu por amor. Sabemoscomo disse Clarice, resumindo, o amor não tem que ser algo difícil, deve ser entendido,se fores diffcil, calce teus sapatos e parta para outro amor secundário sem perder o seuamor próprio. A clássica definição é que o amor é rela e fatal ao mesmo tempo.Vocêama porque tem medo de estar sozinho? Amaremos de encontro com o amor, dezembrovai, janeiro vem, sigamos nos amando para poder amar alguém com certeza e confiancatotal, pois o amor pode ter mil faces, amar é a única forma de viver bem. Não tenhamedo de amar, mesmo o amor sendo um sistema de trocas, Clarice nos ensina que oamor sempre será um sentimento essencial para a sobrevivência. É preciso estarpreparado para o amor, amor é riqueza, mas é pobreza, é água da fonte, mas tambémé poeira. Amor é suportar o fardo do outro, pois amar é tudo, seja bom ou seja ruim,siga amando nesse combustível.
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somandoas compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é quese ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil".
(Clarice Lispector)
A primavera virá
Entre o rio e o mar,
Quero te encontrar.
Sob o teu olhar,
Olhos negros
Dominantes,
Par de maçãs
Brilhantes,
Doce por ansiar
Os teus beijos;
Assim desejo
Os alucinantes!
Ventos do deserto
Hão de me levar
Para bem perto.
A sedução fluirá
Além do tempo,
Ela florescerá.
Porque te amarei
Com as mãos,
Assim amarrarei
Com as pernas,
Para não haver
A tua escapatória.
Paixão que escraviza
Solta com o aroma,
Assim se cumpre
Na pele do amado,
Que se envereda,
Nos cabelos da amada;
Poema sobrenatural,
Feito de sonho,
Canção premonitória.
No coração da Terra,
A liberdade é solo,
No construir do poeta,
A Nação será de ouro,
No tecer do verso,
A letra que permanece,
No espargir do vento,
A esperança é turcomana,
O coração é puro,
A bênção veio da prece.
A bandeira é fortaleza,
A palavra é eterna,
Na mesa sempre farta,
A união sagra a beleza.
A filiação leonina,
O aconchego secreto,
Na poesia predita,
A Nação hoje brilha.
O encanto que nos acena,
No caminho do deserto,
O inimigo nunca terá sucesso.
O violão que nos encanta,
No universo e além dele,
Do orgulho que se sente
Morando no coração da gente.
Eu te encontrei,
Você ainda não viu,
Eu te reparei,
Você nada pediu,
Eu te consagrei.
Irei ao encontro,
Eu não hesitarei;
Irei ao destino
Do amor que é lei.
Eu sou semente,
Vento nas areias,
Eu sou flor,
Corda de violão,
Eu sou oásis,
Acorde do coração.
Irei ao ponto,
Eu me renderei;
Irei ao caminho
Que eu encontrei.
Eu sou presente,
Sopro na estepe,
Eu sou perfume,
Rosa de Ahal,
Eu sou fonte,
Nômade e paixão.
Irei no ritmo,
Eu assim voarei,
Tenho convicção,
Vontade e fé,
Nos olhos do Protetor,
Nos passos da glória,
No peito cheio de amor,
Nos braços da História
Repletos de todo o amor.
Flores nascendo, aromas dos desertos,
Peito batendo, paixões da alma,
Fortes amores, montanhas de versos.
Povos se uniram, nômades tribos,
Juntos uniram-se, hoje são Nação;
Pátria escolhida, casa erguida!
Dores abandonadas, unidade existente,
Certo destino, poemas da calma,
Fortes histórias, âmbares belos.
Magtymguly, poeta dos corações,
Licença assim me conceda:
À trazer a sua poesia e devoções.
Primavera eterna, rota da seda,
Tapetes tecidos, amor encontrado;
Fortuna e festa, que Deus interceda!
Prosperidade flórea_ multicor,
Felicidade etérea, amor que envereda,
Intensidade, brinde e candor,
No ritmo que o coração celebra.
A hora certa surpreende
No poema que cura a alma,
A alma seca plangente
Da terra que não pertence.
A Pátria desconhecida,
Na poesia imaginada,
A alma surge extasiada
De tê-la assim escrita.
No galope do verso,
Na glória do Ahalteke,
Que o destino não me negue.
Na rima do deserto,
No rodopio do vento,
Que o som seja o do saltério.
Não estou autorizada,
A inspiração me encontrou;
Sei que ando radiante,
O Universo me iluminou.
Você sabe o quê ela
é capaz de fazer
quando alcancar
os lábios da mulher
amada ao abrir
a adega de beijos
A escolha depende
da sensibilidade
do sommelier,...
Não posso fazer nada:
a poesia por aqui
nos surpreende,
e sempre que vem
já chega engarrafada.
De nobres castas
e envolventes
com tantos aromas,...
Não se deve esgotar
todos de uma só vez,
porque cada uma
delas experimentada,
é uma aventura
para ser contada.
Destes beijos de Barone
em nós se reserva
os enleios e os segredos
de uma história
que não se encerra
por aqui nestes versos.
Na coreografia
dos parreirais,
Das mãos
do viticultor
para o vinicultor
até chegar
a nossa mesa,
É assim que tu
me trazes
para o teu amor.
Com o Tridentum
que nos reúne,
não há espaço
nem para o ciúme.
Com os telefones
no silencioso
e desligados de tudo,
Nos tornamos
foragidos do mundo.
Anna Flávia Schmitt
Um perfume
de um bom
Cabernet Sauvignon
do amado
pairando no ar,...
É algo que não
se esquece,
ao dividir
um em dois
da Vinícola
San Michele;
E como prêmio
os lábios
de apaixonados
brindando
o melhor que
a vida merece.
Em cada parreira
e ao menos uma
garrafa sobre a mesa
está toda a história
da luta de um povo.
Em cada gota sempre
um novo verso,
um brinde a vida
e um gentil sentimento.
Se você nunca ouviu, viu
ou experimentou
um San Michele Rosso,
não tem tens idéia
do que está perdendo.
Um bom vinho aberto
é o próprio festejo,
oportunidade gentil
e também de recomeço.
Tu me esperas
para que venha
esse momento
além do tempo,
e longe de tudo.
Do cálice ao doce
cale-se refugiado
no saboroso gole
de um Maso Alto
colhido das auroras.
O mundo é nosso
e o tempo está
a nosso favor;
Somos privilegiados
ao saborearmos
um bom vinho
e viver o nosso amor.
A vitivinicultura
é a expressão
de tanta poesia
que por tantos
séculos perdura.
Se você não sabe
o significado,
faço fácil a melhor
recomendação:
busque encontrar
um San Michele Bebbiolo
que o 'santo' feito
de tão sagradas
uvas te indulta,...
Porque logo vais
repetir de novo
a dose de paixão.
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