Homem Destroi Mundo
Queira eu falar ao ouvido do mundo,
Poeta rouco, que sabe pouco dessa função.
Mas, agindo com bravura, fingindo loucura,
Alcança, sem rima, a erudição.
Poeta nasce por acaso,
Entre um suspiro e outro do caos...
O absurdo me atrai; diante do abismo,
Acelero o passo. O rito sacrossanto
Repete o mantra da má sorte,
Que suplanta qualquer dúvida da esperança,
Que pergunta ao homem sobre a eternidade
O Último Grito do Velho Mundo
(ensaio lírico-profético)
O mundo não acabou de súbito.
Ele se gastou.
Como um círio queimando por dentro.
Como a esperança que vira cinza
sem ninguém perceber.
Não foi a bomba,
não foi o vírus.
Foi o ego.
Foi a pressa.
Foi a mentira repetida até virar fé.
As nações marcharam para o abismo
de olhos bem abertos.
Brindaram com vinho podre
à vitória de um rei sem rosto,
de um deus sem alma,
de um futuro sem ternura.
O homem construiu muralhas,
mas esqueceu a casa.
Construiu máquinas,
mas esqueceu os filhos.
Construiu impérios,
mas esqueceu a si mesmo.
O céu chorou.
Mas ninguém levantou os olhos.
Estavam ocupados demais
com as telas.
Com as senhas.
Com os ídolos de carne e marketing.
Veio o colapso.
Mas não foi tragédia —
foi revelação.
A Terra cuspiu os venenos.
O mar devolveu os corpos.
As árvores negaram seus frutos.
E mesmo assim,
houve quem risse.
Houve quem vendesse ingresso
para assistir ao fim.
O último grito não foi de dor.
Foi de desespero.
Foi de quem percebeu tarde demais
que já não sabia amar.
Que já não sabia parar.
Mas —
no ventre da escuridão,
um resto de luz ainda tremia.
Era uma criança.
Era uma canção.
Era uma palavra esquecida
na boca dos justos.
Aqueles que não negaram o coração,
aqueles que enterraram os seus mortos com lágrimas,
aqueles que ouviram a dor do outro
como quem ouve a própria mãe.
Esses não morreram.
Dormiram.
E o paraíso,
em segredo,
começou a sonhar com eles.
O Último Grito do Velho Mundo
Ó Céus, que antes cantastes a glória do Eterno,
Agora vos calais sob a sombra do abismo crescente,
Pois a terra, outrora jardim imaculado, se retorce em dores,
E os homens, feitos à Sua imagem, corromperam a própria luz.
Como um Leviatã que desperta das profundezas esquecidas,
Surge o orgulho insolente, vestindo-se em trevas,
Ergue-se a Babel de vaidade contra os portais do Altíssimo,
E o hálito do Éden se extingue em suspiros de desespero.
Não foi um dia, mas uma era inteira de desvios e promessas falsas,
Onde o mensageiro da luz caiu e fez morada na escuridão,
E a serpente antiga seduziu o coração dos homens,
Fazendo-os esquecer a aliança, a promessa e o Amor eterno.
Ó profetas, erguei vossos olhos além do firmamento,
Pois a trombeta soa com força que estremecerá os séculos,
E as chagas do mundo são abertas, jorrando o sangue do arrependimento tardio,
Mas poucos se voltam ao Cordeiro, e ainda menos o buscam.
Pois o Último Grito não é o clamor das armas,
Mas o suspiro mudo da alma que perdeu seu caminho,
Entre ruínas de templos e cinzas de promessas,
No silêncio que sucede o furor dos deuses caídos.
O Último Grito do Velho Mundo — Capítulo I
Ó tu, que escutas as trombetas antigas, que ressoam através dos séculos,
Ergue teu olhar aos primórdios, quando o Verbo ainda repousava em silêncio,
E a semente da Esperança, lançada na terra manchada, germinou entre espinhos.
Desde o momento em que a serpente sibilou sua traição no Éden perdido,
Quando a mulher foi marcada com o destino de um Filho que esmagaria a cabeça do dragão,
(Gênesis 3:15 — o eterno conflito entre luz e sombra, entre o semente do mulher e o veneno da serpente) —
Ali nasceu a promessa que ecoaria como um farol na escuridão do mundo.
Eis que vieram os profetas, vestindo-se da voz do Altíssimo,
Isaías, com seus olhos videntes, anunciou o nascimento do Rei,
O varão que tomaria sobre si as dores do mundo,
Ferido por nossas transgressões, pisado no pó da humilhação,
Mas cujo cálice de sofrimento traria a vida a muitos.
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu;
E o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Admirável, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
(Isaías 9:6)
Ele veio, o Messias prometido, entre os homens,
Vestindo a mortalidade, abraçando o destino da cruz,
E mesmo a morte não pôde retê-lo, pois o terceiro dia rompeu o silêncio do túmulo,
A vitória sobre a morte, a luz que a escuridão não pode vencer.
E os primeiros, na fé primitiva, tomaram para si o fogo do Espírito,
Espalhando a nova aliança como faíscas no vento,
Enquanto o mundo gentio girava sob o jugo dos impérios,
E a sombra da besta se estendia, clamando por adoração e domínio.
Mas as profecias não cessam — o Apocalipse se desenrola em rolos de fogo,
A trombeta soa sete vezes, a grande tribulação se abate,
E eis que o Armagedom se aproxima, o conflito final entre a luz e as trevas,
Onde o Cordeiro e o Dragão travam sua última batalha,
E o Reino eterno será inaugurado, para os que permaneceram fiéis.
Ó tu, que choras pelo mundo caído, não desesperes,
Pois até no último grito há promessa,
E após a noite mais densa, o amanhecer do Reino se erguerá,
Restaurando a criação, abrindo as portas do paraíso,
Onde o homem e o divino se encontrarão novamente em paz.
Teu coração instável é um mar profundo, onde poucos têm acesso, por ser um mundo incomparável que usa o amor como oxigênio e muitos não conseguem respirá-lo, não suportam nem as fortes ondas de emoções sinceras, consequentemente, chegam no máximo até a superfície por não te amarem verdadeimente.
Já a tua graça tão evidente é uma flor desabrochada com detalhes delicados e amáveis, uma amostra inegável das tuas águas que fazem florescer os olhares e sorrisos daqueles que sabem amar, um brilho espontâneo de felicidade por estarem contigo, mulher simples e amável, cujo viver é significativo e muito abençoado.
Portanto, és feita de profundidade, alguém que se entrega por inteiro, que não ama pela metade, tanto que chega a estranhar quem não faz o mesmo e por fora também és bela com uma essência vívida e amorosa, um reflexo de quem és por dentro,
logo, uma profundez que aflora.
Faz bem sair da realidade de vez quando e ir pra um mundo de uma liberdade que é fruto de uma ausência de alguns fatos inoportunos e a partir daí, fortalecer a sanidade, trazendo um pouco de vitalidade à mente, usufruindo de uma leveza que abraça a alma e rejuvenesce o ânimo numa ocasião rica, simplesmente, necessária.
A ilusão pode ser muito acolhedora, fascinante, transformadora e, às vezes, chega a ser salutar, se for apreciada com moderação, não esquecendo do caminho de volta, uma forma de tirar proveito da inquietação que geralmente incomoda e assim, alcançar uma vívida exultação ainda que momentânea.
Uma saída breve, mas tão edificante, que já é suficiente, então, fico numa busca constante para manter os dois mundos em equilíbrio, pra que eu posso continuar sendo avivado, transitando em pensamentos expressivos, sonhando dormindo ou acordado e imaginando entre o lúdico e o realismo.
Dentro de um passado recente, quatro amores graças a Deus chegaram neste mundo, foram crescendo rapidamente, cada um com o seu jeito entre choros, muitas risadas, primeiros passos, primeiras palavras, pequenos extraordinários, crianças imensamente amadas.
Por onde passaram, deixaram suas marcas, preciosas e memoráveis, em corações, em almas, olhares, ricos momentos, moradas, diversos lugares, marcados com fortes sentimentos, simplicidade, algumas travessuras, deslumbramentos, sorrisos sinceros de felicidade, ternura e avivamentos.
Inesperadamente, causando um grande lamento, aqueles quatro amores foram forçados a partir, mas permanecerão vivos naqueles que ficaram, os quais serão constantemente confortados pelo Senhor que transformará suas lágrimas em força, usando o poder do seu inexplicável amor.
Na profundez de um olhar sincero, um mundo expressivo que pra muitos é um mistério, onde há uma busca constante por algo que faça sentido de verdade, já que fingir é muito desgastante, um ato de maldade consigo, além do fato de o tempo terreno ser cessante, portanto, sabe é preciso amar-se até o seu último suspiro.
Para o nosso deleite, neste exato instante, entremos em um mundo esplêndido, criado pelo foco incessante de satisfazer o nosso desejo mútuo e muito fervoroso, esta noite é a nossa anfitriã, o tempo está a nosso dispor, neste momento que tanto esperamos.
Beijarei suavemente o teu ombro, seguindo até o teu pescoço, beijando e sentindo o teu perfume, enquanto afago a tua nuca com os meus dedos entrelaçados nos teus cabelos, arrancando-te alguns suspiros, saboreando vivamemte a tua boca de lábios tão lindos.
E no decorrer dos nossos beijos ardentes, com uma das mãos levantarei gentilmente o teu vestido, usufruindo da tua maciez delicada, ficando cada vez mais sedento de ti, demonstrando uma vontade ousada, que reflete com eficácia o meu sincero sentir.
Em breve, minha dádiva, estaremos totalmente despedidos, nossos corpos abrasados em movimentos contínuos e muito suor derramado, o banho de êxtase por atendermos aos nossos instintos com bastante entusiasmo e o empenho devido.
Ser Errante que passeia
por um mundo sombrio
Num vazio constante
Sendo Impaciente, Não suporta a tranquilidade,
sempre em busca de respostas,
e adentra numa profundidade
de questionamentos, de inconstâncias,
externado sentimento de um Perdido,
Quando o excesso de cobrança desperta
nas inseguranças de um futuro desconhecido.
Pintando o sete,
colorindo o mundo
daqueles que carecem,
com veementes tonalidades
que se sentem,
que pintam verdades
que enriquecem
de acordo com a necessidade
então, expresse-se, demonstre,
aproveite, fale ou cante,
o que importa é fazer
o que estiver ao seu alcance,
trazendo mais cores
pra os dias opacos de clamores.
Num mundo celestial, no Reino da Noite, havia uma jovem princesa, Luara era o seu nome, sentia-se sozinha, tinha perdido seus pais quando ainda era criança, sem idade pra ser rainha e presa naquele tormento ficou, durante anos, isolada alimentando o seu sofrimento a cada dia que passava, entretanto, pra seu alívio, o seu povo, os noturnos, apesar de algumas brigas, era pacífico e vivia como uma grande família formada de trabalhadores dedicados que não viviam reclamando, eram felizes, sabiam ser gratos pela fartura de suas colheitas, pelo o ar que respiravam, por suas crianças poderem brincar ou estudar, enquanto eles trabalhavam, enfim, motivos não lhes faltavam tanto que, a cada uma década, comemoravam o Ano Lunar, num momento raro, quando a Lua daquele lugar emanava um forte Luar, então, escolheram esta linda ocasião pra celebrarem suas vidas e a grande gratidão que sentiam.
Aquele dia já estava se aproximando, Luara, agora, com dezoito anos, havia se tornado uma jovem muito bonita, inteligente e reservada, que não era de sair muito, de vez em quando, ia para a varanda do seu quarto pra ler um pouco e apreciar a paisagem e os pássaros que passavam, às vezes, saía pra o jardim do palácio, ficava admirando as belas flores e sentindo seus suaves perfumes, mas não por muito tempo e logo voltava para os seus aposentos. Faltava uma semana pra o grande dia, as casas e ruas já estavam enfeitadas, até a alegria das pessoas parecia que tinha aumentado.
Luara, à noite, desceu para o jantar e encontrou dois dos seus empregados que estavam animados conversando "Na casa dos meus pais, já está tudo enfeitado, falta pouco, já é no próximo sábado" "Sim, verdade, minha mãe, apesar da idade avançada, está cheia de entusiasmo e vai preparar seus pratos deliciosos" Boa noite, Olívia e Florêncio, por que estão tão entusiasmados? "Senhorita Luara, boa noite! Estamos falando sobre o Festival que se aproxima." "Festival?", sinceramente, surpresa, havia esquecido, seria o seu segundo, mas tinha apenas oito anos quando teve o último festival, além do mais, seus pais faleceram na semana que o antecedia, só chorava por sua perda. "Isso mesmo, Princesa, o Festival do Ano Lunar, a senhorita não lembra? Um dia muito importante pra nós, noturnos, que comemoramos a cada dez anos." "Ah, lembrei agora, a mamãe falava muito desta data e o quanto significativa para o nosso povo." "É, a Rainha Aurora gostava bastante do Festival, aliás, o Rei Lual também apreciava muito, entretanto, não é de se estranhar que tenha esquecido, quando teve o último, a senhorita era apenas um criança, além do mais, foi próximo daquele momento difícil quando seus pais sofreram aquele trágico acidente. "Eram amantes da natureza tanto que, uma vez por mês, saíam, bem cedo, às escondidas dos guardas, iam de carruagem até um ponto específico, em seguida, faziam caminhada sem se preocuparem com tempo, conheciam os lugares, aproveitavam ao máximo sem perder nenhum detalhe, depois voltavam para o palácio no final da tarde, mas, naquele dia fatídico, foi diferente, na volta, passaram por um desfiladeiro, quando, bruscamente, houve um desmoronamento e várias pedras grandes e pesadas rolaram e caíram sobre eles, os guardas fizeram uma busca árdua à noite até encontrarem a grande pilha de pedras, a carruagem em pedaços, muito sangue e de intacto, apenas o efeito de cabelo da Rainha em formato de Lua minguante, o mesmo que a Princesa usa até hoje. "Sim, Florêncio, talvez, tenha sido por isso mesmo, uma defesa instintiva da minha mente" Seu semblante notoriamente desanimado. "Perdão, Princesa, por ter tocado neste assunto tão delicado." "Está tudo bem, não se preocupe." Sorriu um pouco pra tranquilizá-lo. "Princesa, então, podemos enfeitar o palácio?" "Claro, Olívia, façam isso e avisem aos outros pra ajudarem a deixar tudo muito bonito, meus pais, certamente, iriam gostar" "Está certo, Senhorita Luara, iremos providenciar." Falou sorridente. Ela jantou e depois foi descansar. Faltavam dois dias para a Celebração, Olívia com a ajuda dos outros empregados já tinham enfeitado todo o palácio com lindas cortinas, alguns arranjos, tudo de muito bom gosto. Luara já estava um pouco diferente, aquela conversa com seus empregados havia despertado preciosas lembranças que estavam adormecidas por causa do seu sofrimento, lembrou de como seus pais eram adoráveis, dos momentos felizes que compartilharam, finalmente, havia percebido o quanto que tinha sido abençoada por ter sido amada verdadeiramente e que tinha uma vida inteira pela frente e que já estava mais do que na hora de voltar a viver de verdade.
Chegou o grande dia, Luara acordou bem cedo sentindo uma felicidade que há muito tempo não sentia, sua mudança era muito notória, estava sorridente com seus olhos brilhando enquanto observava as pessoas que passavam, as crianças brincando lá fora próximo do palácio, estava contando as horas pra que a noite logo chegasse, pediu a Olívia que separasse um lindo vestido que era da rainha, era azul com algumas estrelas bordadas e uma pequena lua minguante na cintura, então, assim o fez.
A noite havia chegado, Luara já estava arrumada, todos do palácio ficaram admirados quando viram descendo as escadas, ela estava deslumbrante com um belo penteado com seu enfeite de lua minguante, um lindo sorriso estampado no rosto, um brilho vivo nos olhos e antes que dissessem alguma coisa, ela disse "Boa noite, estão prontos? Vamos todos juntos" ficaram bastante surpresos e Florêncio respondeu "Não, senhorita Luara, somos apenas os empregados do palácio, já preparamos até a sua carruagem" "Não, Florêncio, isso não é verdade, vocês, praticamente, me criaram e ficaria muito feliz se me acompanhassem", emocionados, aceitaram o convite e seguiram caminhando pra onde os noturnos estavam reunidos.
Quando chegaram, ficaram logo encantados, tudo estava muito bonito e enfeitado, pessoas vestidas a caráter, alegres e confraternizando, vários tipos de pratos distribuídos em barracas e mesas na frente das casas, música e danças para todos os lados.
Quando aqueles, que estavam a volta
perceberam aquela atípica presença ,
ficaram impactados, alguns disseram "Olhem, é a princesa!" "Sim, é ela, a senhorita Luara!", ficaram bastante felizes, sabiam dos momentos tristes que havia enfrentado e fazia muito tempo que ela não ia até eles,
estava crescida, radiante e sorridente,
De repente, algumas crianças foram até ela é a puxaram pelas mãos e assim continuou o festival com todos aproveitando, comendo, dando boas risadas, dançando, um momento muito especial.
Faltando poucos minutos pra hora tão aguardada, começaram a cantar a canção temática
🎶...Vamos todos celebrar está rara ocasião, chegou o Ano Lunar, nossa luz da gratidão...🎶,
Ao terminarem, apagaram todas as luzes e em poucos segundos, finalmente, a luz da Lua foi ficando
cada vez mais forte e logo um grande clarão tomou conta daquele lugar,
sentiram uma paz muito intensa,
um sentimento de conforto
e depois abraçaram uns aos outros,
naquele exato momento, Luara percebeu que já havia chegado o tempo de assumir o trono honrando os seus pais sendo a Rainha dos Noturnos.
Após o festival, passaram algumas semanas e foi feita feita a cerimônia de coroação e todos foram convidados pra aquela ocasião memorável.
Seu primeiro ato após assumir o trono, foi pedir que fosse construído um grande farol próximo do palácio
e assim foi feito, ele seria aceso todas as noites pra que todos do reino lembrassemde agradecer por cada dia que fosse desfrutado e pra alguns,
seria como uma luz de esperança, um sinal de apreço lembrando que todo fim pode ser um recomeço.
Pertencer ao seu mundo é poder ser iluminado por seus olhares mais sinceros, aqueles bem atentos, apaixonados, alegres, sonhadores, que olham em certos momentos de um jeito muito amável, outras vezes, um olhar bastante curioso, sempre verdadeiro, valoroso, dignos de uma mulher incomparável, de muito respeito,
o lindo reflexo de um amor grandioso, de uma personalidade interessante, de um coração caloroso que vai da doçura à intensidade, bênção do Deus todo poderoso, bendita venustidade, um tesouro divino, rico em poeticidade, uma essencialidade de romantismo, espírito livre e audacioso, emocionante como um bom livro.
Poder estar durante ocasiões entreolhares com ela faz o pertencimento ser incrível, uma grande conquista, muito almejada, diante dos seus olhos e olhando atenciosamente de volta, participando de diálogos que dispensam as palavras, que motivam viver o agora, construindo com empenho ao seu lado as mútuas e amáveis memórias.
No seu mundo, o agora é gentilmente presenteado pelos valores do passado, o amor sincero de outrora que traz a essência do seu coração à moda antiga, uma forma genuína de bênção,
A consistência de um viver profundo, simplesmente, imersivo entre o realismo e o lúdico, orquestrado pelo Poder Divino, que a faz perceber que o antigo quando tem valor não entra desuso
Assim como os versos que refletem a vida, o fulgor existente no espírito, descritos em algumas linhas, singularidades, sentimentos, continuidade, a verdade que não se desfaz com o tempo.
Está comigo graças a Deus desde a minha formação no seu ventre, o meu início neste mundo até atualmente, uma das suas marcas além do seu incomparável amor, é a sua resiliência representanda pelo seu grande senso de humor por vê-la bem humorada na maioria dos dias.
Nem que seja muitas vezes pelo menos uma pequena amostra desta luz de alegria, sua tão valiosa qualidade diante de muitos empecilhos, sofrimentos, principalmente, em alguma parte do passado quando eu ainda era uma criança com pouco entendimento.
Ouvir seus risos foi e é muito significante para mim em vários aspectos, momentos difíceis, angustiantes, onde a solução não aparenta está por perto, testaram e testam a nossa fé, a nossa esperança no Senhor, certo que ri não ajuda a solucionar, mas rindo pode recuperar o vigor para lutar.
Chego a pensar que é bem possível que devido a sua pouca instrução, ela não consiga compreender exatamente o quão importante lição de vida que ela me deu mesmo sem intenção, que pode ser resumida da seguinte forma "O riso pode ser a força que você tanto precisa ou um forte indício de resiliência que você demonstra."
O mundo possui muitas coisas desagradáveis, que entristecem, que testam a resistência, problemas que parecem insuperáveis, mas graças a Deus, a vida continua valendo pena,
Ainda há partes incríveis como belas paisagens, o caminho das águas de um rio grandioso entre grandes rochas fascinantes, esculturas moldadas pelo tempo, chuva e pela força dos ventos,
Uma aventura em cada fase, emoções veementes, corações desafiados por felicidades e tristezas, onde tudo é temporário, logo, saber viver é uma bênção ao ver todo o bem que Deus tem causado.
Bem provável que em um mundo pós apocalíptico, os livros sejam evidenciados como um grande tesouro, uma espécie de abrigo, refúgio e conforto entre as páginas, emoções distintas, cenas impactantes, belas, inquietantes, cheias de vitalidade, frases expressivas, parágrafos significantes, que predem a atenção, satisfazem e provocam a curiosidade, da racionalidade à imaginação, uma exímia fuga de uma realidade caótica, palavras se vestem de sentidos e de emoções, que mexem coma mente e conversam com a alma, estranhezas, afinidades, inspirações, dessarte, uma situação detalhada de um contexto atípico, um sincronismo notável do que é real com o que é lúdico, que em partes, é possível, mas desta vez imaginado a partir da minha visão poética diante de um lindo quadro, uma arte profunda, traços sabiamente unidos, cores sóbrias, um estímulo adequado para se fazer uma reflexão, ser transportado em pensamentos, uma aprazível interação para todos que estiverem atento.
O encanto profundo do azul em demasia em um mundo criado pela arte, o cenário de uma cena muito emocionante, agora representado modestamente pela minha preciosa poesia
Harmonia de um céu chuvoso, azulado com uma chuva branda, durante à noite, iluminada pelo esplendor do luar, uma grande superfície banhada pelas muitas gotas formando uma espécie de mar
Com um casal peculiar sendo o centro das atenções, um amor, dois corações, olhos se entreolhando, vivenciando um sentimento raro, um aparentando confiar no outro em um encontro mágico
Apaixonados iniciando uma linda dança, mãos dadas, olhares conversando, a beleza de uma mútua confiança, juntos amando com leveza, refletindo nos seus movimentos, reciprocidade e elegância.
Harmonioso reflexo de uma essencialidade grandiosa, de traços charmosos de um mundo singular, apaixonante, a beleza exultante de um azul profundo que deixa o céu mais elegante, profusamente, admirável, durante a sobriedade da noite, claramente, possui um coração cativante que acolhe um amor demasiado, o qual reflete nas suas atitudes, amorosas e sinceras numa intensidade notável, paixão exuberante, vislumbre da emoção fervorosa de um dia ensolarado em algum lugar significante, onde algo inesquecível pode ser vivenciado.
