Homem Destroi Mundo
Há uma força invisível em quem decide não desistir, mesmo quando o mundo inteiro já virou as costas.
Olhos nos olhos..
Quando meus olhos encontram os
seus,
o mundo perde a pressa...
como se o tempo, por um instante,
decidisse respirar junto com a gente
Há algo ali que não se explica ;
só se sente-
um silêncio cheio de tudo,
um olhar que diz mais que mil palavras,
E eu fico ...
presa nesse encontro tão simples e tão
raro,
como quem descobre , no brilho do
outro,
um pedaço de si que estava faltando.
Você nunca foi uma tela em branco. Desde o primeiro conceito que compreendeu acerca do mundo, cada experiência inscreveu traços que não se apagam. Você é acúmulo — de memórias, padrões, cicatrizes, insights. É, ao mesmo tempo, uma obra feita e inacabada.
Onde a Beleza Aprende a Ser Forte
Você não é dessas belezas distraídas do mundo,
que passam… e passam.
Você fica.
Fica no traço firme do olhar,
na curva exata do sorriso
que não pede atenção — conquista.
Há em você um desenho raro:
a leveza de quem se cuida
e a força de quem já se reconstruiu inteira,
como se o tempo tivesse tentado te quebrar
e você respondesse… florescendo.
Teu corpo é ritmo —
passo de quem caminha cedo,
de quem entende que viver
também é disciplina e carinho consigo.
E teus olhos…
teus olhos têm aquele brilho
de quem não se entrega fácil,
mas quando escolhe…
é inteiro.
Teu sorriso carrega sol,
daqueles que não queimam — aquecem,
e eu, que você insiste em elogiar o meu,
confesso:
o meu só aprende a ser bonito
quando encontra o teu.
Você é dessas presenças que não se apressam,
mas também não se escondem.
Sabe o que quer,
e mais ainda — o que não aceita.
E isso, Regina…
isso é raro.
Se o nosso encontro for mais que acaso,
se houver entre nós esse fio invisível
que liga duas vontades na mesma direção,
te digo com calma e verdade:
vai ser bonito.
Porque eu não te olharia pela metade,
nem pisaria leve onde é preciso presença.
Seria inteiro — como você é.
E, se me permitir caminhar ao teu lado,
vou fazer do cuidado um gesto diário,
do carinho um idioma constante,
e da tua felicidade…
um lugar onde eu também quero morar.
"Não há nada de errado em chorar, em sentir o peso do vazio ou em achar que o mundo perdeu um pouco da cor por um tempo. Isso faz parte da nossa humanidade. O que não podemos é transformar o luto em moradia."
"Não importa o quão barulhento o mundo lá fora esteja dizendo que você não vai conseguir, o seu som interno precisa ser mais alto."
Mas o mundo não fala difícil. Ele se oferece em silêncio: no canto tímido de um pássaro, na claridade que atravessa a janela, no riso solto de uma criança que nada deve à razão. A vida é simples — somos nós que a cobrimos de véus, como quem teme enxergar o que é demasiado claro.
Cristine,
Teu nome chega como brisa suave
num fim de tarde dourado, e só de pensá-lo meu mundo já muda de lado.
Há algo em você que não se explica,
não cabe em palavras nem na razão, é como tentar descrever o infinito com o pouco que cabe no coração.
Teu sorriso tem a calma dos dias bons, aqueles que a gente não quer que acabem, e teu olhar com esses lindos olhos azuis… ah, teu olhar é onde meus pensamentos se perdem e não sabem voltar.
Se o tempo fosse justo, pararia só pra te ver passar, pra eternizar esse instante
em que tudo em mim aprende a amar.
Não sei se foi destino, acaso ou sorte, mas desde que você existe em mim até o silêncio ficou mais bonito
e a vida, enfim, ganhou um sentido sem fim.
Cristine,
se um dia o mundo pesar nos teus ombros, deixa que eu seja abrigo, calma, caminho e repouso.
Porque te amar
não é só sentir,
é escolher, todos os dias, ficar… e nunca partir.
Clayton Leite
O mundo em preto e branco
não é capaz de me capturar.
Tem gente que até vai à Igreja —
e não aprendeu a rezar.
E se um poderoso falar
que vai jogar uma bomba atômica,
há quem tenha a capacidade de
amenizar.
Eu, como sou poesia,
não posso me calar.
Vou até a multidão
ao coração falar.
O mundo é um baile de máscaras,
embora as usemos,
só nós dois o sabemos,
e em nossos silêncios o reconhecemos.
Dá-me a mão e dançaremos
o mesmo passo íntimo,
não há nada nem ninguém que tememos.
Dá-me a mão e pelos abismos
nos atreveremos.
Dá-me a mão e me amarás
sem que regressemos pelo caminho de volta,
não há uma só linha em que não pensemos
nas rotas que farão que no amor
assim nós dois permaneceremos.
Sob o testemunho de Mistral,
tudo está mais claro que um cristal...
que somente de amor viveremos.
Nunca foi segredo. E olha que, nesse mundo onde até o “bom dia” às vezes vem ensaiado, eu escolhi viver sem esconderijo. Meu primeiro amor sempre teve nome, lembrança, capítulos que nem sempre fecharam direito. E a pessoa que hoje divide a vida comigo sabe de tudo. Não porque foi confortável contar, mas porque esconder sempre me pareceu mais pesado do que encarar.
Eu aprendi, meio na marra, que omitir é só uma mentira bem vestida. E eu nunca fui boa em sustentar personagem. Uma hora a verdade escapa pelo olhar, pela pausa estranha no meio da conversa, pelo silêncio que diz mais do que qualquer frase. Então eu prefiro ser direta. Entrego tudo, às vezes até bagunçado, mas real. Porque amor que precisa de versão editada já começa cansado.
E no meio disso tudo, aconteceu uma coisa bonita, dessas que não fazem barulho, mas mudam tudo: nós escolhemos ficar. Não por falta de opção, não por medo de recomeçar, mas por decisão. Daquelas conscientes, quase teimosas. E foi aí que, sem perceber, a gente deixou de ser apenas duas histórias que se cruzaram… e virou o melhor amor um do outro.
Não porque somos perfeitos, longe disso. Mas porque decidimos cuidar. Cuidar das feridas que não fomos nós que causamos. Cuidar das inseguranças que vieram de outras histórias. Cuidar até dos silêncios, que às vezes dizem mais do que qualquer declaração bonita. A gente escolheu fazer feliz a vida que o outro não quis fazer. E isso tem uma profundidade que não cabe em frase pronta de rede social.
Teve dor? Teve. Teve momentos em que eu pensei que talvez a sinceridade fosse demais. Mas aí eu percebia que o que a gente estava construindo não cabia em metade de verdade. Era tudo ou nada. E a gente escolheu o tudo, mesmo sabendo que o “tudo” vem com passado, com marcas, com lembranças que às vezes ainda respiram baixinho dentro da gente.
E olha que curioso: quando você encontra alguém disposto a ficar de verdade, o passado perde o peso de ameaça e vira só contexto. Não é mais competição, não é mais sombra. É só parte da história que me trouxe até aqui. Até nós.
Hoje, eu não amo menos por ter amado antes. Eu amo diferente. Mais consciente, mais presente, mais inteira. Porque agora não é só sentimento. É escolha diária. É compromisso silencioso. É aquele tipo de amor que não precisa provar nada pra ninguém, só continuar existindo com verdade.
No fim, a sinceridade não garante perfeição, mas constrói algo muito mais raro: um amor que aguenta a realidade. E nós somos isso. Imperfeitos, verdadeiros… e, ainda assim, o melhor amor que poderíamos ser um para o outro.
Fiz o voto de não
dar para trás,
Como o tenaz
Baguaçú poético
e lancei ao mundo
este gentil verso
para que saibam
que em mim mora
todo um Universo.
Alvo
Já imaginou o peso do mundo sobre as costas?!
Como se existisse um alvo, onde às vezes tudo parece dar errado.
Como se o fardo de viver fosse muito pesado e, de certa forma, tudo parecesse recair sobre você?
Bem, eu acredito que esse fardo realmente exista, mas não por um simples acaso ou por uma ironia do destino, e sim pelas nossas próprias escolhas e ações.
A vida, de forma curiosa, com certeza prega peças, impõe dificuldades inimagináveis, mas a resposta para toda curiosidade é: o que você vai fazer?
Aceitar? Se lamentar? Ou mudar o que lhe incomoda?
É natural achar que, às vezes, as pessoas estão nos observando, seja por um escorregão, um simples tropeço na rua ou até mesmo pelas mais diversas besteiras que podemos fazer depois de uma noite de bebida. Mas, no fim, pouco elas ligam e, em breve, esquecem.
Eu acho que esse alvo, que nós mesmos moldamos, é o reflexo das nossas atitudes e dos nossos achismos. No final, o único que pode tirar esse alvo somos nós mesmos.
Nos tornamos fortes como seres humanos quando vivemos nossa vida de forma livre, de um jeito que nos agrade, e mudamos sempre o que nos incomoda.
É nesse momento que devemos deixar de ser alvo e nos tornar executores.
Conhecer você foi como reaprender a enxergar o mundo: cores que antes eram opacas voltaram a vibrar, um coração antes frio encontrou abrigo, e na delicadeza da sua presença, nessa quase inexplicável Basorexia descobri que o extraordinário existe, às vezes, em uma única pessoa.
Sou errante no mundo do amor
Onde sou só passageiro, onde não tenho lugar, não tenho morada
Sou errante, nômade sem casa
Vagando sem rumo no mundo do amor.
Errante
Carla, não sei se é o sono acumulado ou esse copo aqui na minha mão, mas parece que o mundo deu uma entortada e só você ficou no lugar certo. As horas estão passando meio em câmera lenta e eu fico tentando entender como a gente coube tão bem um no outro, sabe?
Tem umas coisas que não fazem sentido, tipo o barulho da chuva ou o jeito que o silêncio fica barulhento quando você não está por perto. Minha cabeça tá uma confusão de pensamentos soltos, mas todos eles acabam esbarrando em você. É uma mistura de cansaço com uma vontade gigante de te dizer que, mesmo quando eu não faço sentido nenhum, você é a única coisa que faz.
Acho que eu só queria dizer que te amo, mas as palavras resolveram sair por caminhos mais longos hoje.
DeBrunoParaCarla
Nesta vida, neste mundo, velejo pelos mares de lágrimas formados pela dor e pela ternura de uma existência incerta e inquestionável. Vejo uma vida, às vezes, sem sentido, mas ainda assim enxergo grandes histórias a serem criadas, grandes sonhos a serem registrados e momentos que merecem ser eternamente guardados.
Caminhando pelas linhas tênues da vida, deixo palavras incompletas, sonhos incertos e prazeres que talvez ninguém jamais venha a descobrir. Ainda assim, deixo sentimentos e histórias que, neste pálido ponto azul, podem parecer insignificantes… mas que, para cada alma, para cada ser, valem o mundo. Valem instantes, valem memórias, valem histórias inteiras.
É neste mundo em que vivemos, neste pálido ponto azul, que deixamos nossa marca no universo. Uma marca pequena, quase imperceptível aos olhos do infinito… mas ainda assim, uma marca viva, feita de história, de presença e de tudo aquilo que, mesmo silencioso, insiste em existir.
