Homem Destroi Mundo
Cada passo profana o chão.
O mundo não consente,
apenas suporta.
Sempre acreditei que cada passo
mostra um mapa invisível,
um destino que se desenha
nas linhas da palma vazia.
Carrego marcas que não escolhi,
símbolos gravados antes do nome,
juramentos feitos
num lugar onde a luz não entra.
Não sou acaso.
Sou resto de algo antigo.
Mas o norte apodrece
quando é tocado.
Caminho lendo sinais falhos
o corpo que falha,
o pressentimento que sangra,
o silêncio que nunca responde.
A intuição não guia
ela empurra.
É lâmina cega na carne,
força que chama
sem revelar o preço.
O coração não é templo.
É ruína.
Oráculo quebrado
que fala em ecos
e cobra em medo.
Como distinguir o chamado
da condenação,
se ambos usam a mesma voz?
Talvez a missão seja cair fundo,
errar o rito,
quebrar o círculo
e ainda assim continuar respirando.
Talvez seja escrever o caminho
com falhas,
com carne,
com culpa.
No fim, não há salvação.
Há movimento.
Viver é atravessar
sem sinal,
sem bênção,
sem garantia.
E o coração
esse órgão obscuro
bate não por fé,
mas por insistência
Primeiro eu acordei, depois de sonhar com você, no eco do sonho que te vestia de luz.
O mundo era silêncio, só o teu nome ecoava,
um sussurro que me atravessava a alma.
Depois, descrevi o sonho, como quem pinta o céu, teu corpo era mapa, teu beijo, bússola.
Tua voz cantava uma melodia que me embalava, e eu, perdida em teus abraços, esquecia o tempo.
Voltei a dormir, mas o teu cheiro persistia,
como um fantasma de ternura, suave e quente.
Ao despertar, a saudade já habitava meu peito,
um vazio que só tu poderias preencher.
Passei a manhã suspirando seu nome, vendo teu rosto em cada canto, tua boca, um doce enigma que me consome.
Teu olhar, um farol que me guia na escuridão,
teu calor, um fogo que me aquece por dentro.
Lembrei de tua respiração, ritmo de vida e paixão, da expressão que te invade quando me entrego a você.
Cada suspiro teu era um verso, cada gesto, poesia, e eu, apenas uma refém do teu infinito.
Agora passo as horas querendo saber de você onde estás, como estás, se ainda me lembras.
A saudade é um rio que corre dentro de mim,
e eu, à margem, espero que tu voltes a sorrir para mim.
Enquanto o mundo lá fora faz barulho,
tua delicadeza é meu maior orgulho.
Mulher que encanta pela alma serena,
que faz a vida valer a pena.
Então, fecha os olhos, solta o nó,
na imensidão de ser uma só.
Longe da rua, do teatro, da lida,
aqui a paz é a tua medida.
Não há cobrança, não há porquê,
o mundo descansa dentro de você.
O melhor lugar onde eu poderia estar,
é no silêncio doce deste teu olhar.
Desliga a mente, acalma o passo,
encontra o colo no teu próprio abraço.
O mundo lá fora pode esperar,
tua única tarefa agora é respirar.
Sem metas, sem pesos, sem o que provar,
apenas a paz de se deixar estar.
Há algo de impreciso no começo das coisas
como se o mundo hesitasse
antes de permitir que existam
foi assim quando ela falou
e não era o que dizia
era o modo como o tempo cedia
se organizando ao redor da sua voz
como se, por instantes, viver fosse apenas escutar
segurei sua mão
com o cuidado inútil de quem testa o real
como se o toque bastasse
contra todas as dúvidas
não bastava
mas houve um intervalo
em que isso deixou de importar
o abraço dela não me acolheu
me suspendeu
como se o corpo, enfim, esquecesse
a necessidade de se defender
e então o balanço
subíamos
não o suficiente para escapar
mas o bastante para esquecer o peso
o chão permanecia — paciente
como tudo que é inevitável
o céu, distante
como tudo que chama
entre um e outro
havia um erro breve no mundo
onde nada exigia conclusão
ríamos
com uma leve irresponsabilidade
como se a queda fosse improvável
e não certa
penso nela
e o pensamento não repousa
me desloca
como o balanço
que não pertence ao alto nem ao baixo
mas a esse entre
onde tudo se sustenta por um instante
e nada promete ficar
há um medo quase silencioso
de ser apenas isso
o intervalo
enquanto o outro
talvez espere algo mais firme
mais inteiro
mais digno de permanecer
ainda assim
há esse impulso
de voltar ao ar
não por coragem
mas por uma espécie de esquecimento
do chão
e, por um instante,
olhar para cima
parece suficiente
“No mundo, existe apenas um único lugar onde nos sentimos melhor, mesmo quando as nossas lágrimas insistem em cair: é nos braços de uma mãe que elas secam.”
Furucuto, 2026.
Todo mundo não é amigo de ninguém;
Caso não reconhecermos alguns inimigos que estão envolvendo em desrespeito, conflitualidade e insegurança no mundo; Juntos somam prejuízos morais contra vida social.
A cultura parece estranho do mundo, mas algumas pessoas não percebem isso; e a tradição parece progresso do ambiente; mas todos conseguem perceber isso.
A cultura parece uma surpresa do mundo, algumas pessoas não percebem isso; e a tradição parece uma esperança do ambiente, mas todos percebem isso.
O mundo nunca foi o que quer dizer com isso, a humanidade sempre entende como o que funciona isso; Juntos, somam umas conexões da base da ideia.
Lembro como se fosse agora…
o mundo seguiu, mas pra nós dois, tudo silenciou.
Foi naquele instante que o tempo decidiu parar,
só pra contemplar algo raro: o nascimento do nosso amor.
Que amor é esse…
que desacelera o universo,
que faz o coração falar mais alto que qualquer razão,
que transforma segundos em eternidade só de estarmos juntos?
É um amor que não se explica… se sente.
Que não se mede… se vive.
E que mesmo se o tempo voltar a correr,
sempre vai encontrar a gente no mesmo lugar:
um no coração do outro.
Às vezes prefiro a solidão, o silêncio de minha companhia.
Já que, num mundo tão cheio de gente, com tanta informação rolando solta, não conversamos mais, não dialogamos entre nós.
O que acontece é um vômito de ideias unilaterais, de fotos, de momentos isolados cheios de nosso ego, que recém aprendeu a fazer a roda e quer mostrar a todos o quanto é um ser humano digno de atenção e likes.
Mas por quê? Me digam vocês o porquê? Preferem estranhos comentando sua vida, dando-lhes migalhas com corações vermelhos e vazios, ao invés de compartilhar seus momentos com quem já lhe é tão íntimo, sejam eles bons ou ruins? Têm medo da crítica, do confronto, da verdade dos corações honestos e amigos? Têm medo da própria vulnerabilidade?
Se não o fiz antes, permito que sejam o que vocês são. Bons, maus, sorridentes, egocêntricos, ingênuos. Só não se escondam atrás do morno, do monótono, do tanto faz. Isso mata qualquer relacionamento, distancia qualquer coração. E ao invés de tentar ressucitá-lo mais uma vez, tenho preferido deixá-lo morrer.
E é por isso que tenho preferido a minha companhia ao invés das relações superficiais. Pois, estando comigo reconheço quem sou, o meu lado bom e o meu nem tanto, e dou aprovação e espaço para que exista e se expresse.
E finalmente, compreendo que quem permanece, quem ainda se abre pra trocar e agregar a meu ser na verdade foi a minha essência quem os escolheu para aqui permanecer.
Mas meu coração sempre bateu pelo efêmero..
Não sei se sou exigente demais,mas quem não deseja o bem e o progresso para o mundo é apenas um viajante tolo, que joga lixo pela janela do ônibus em que viaja!
As pessoas boas estão partindo em silêncio, como se o mundo já não soubesse acolhê-las. E, em nós, deixam saudades que não se pagam com o tempo, porque nenhuma ausência substitui o calor da companhia, nem o abrigo de uma palavra amiga.
No mundo há todo o tipo de pessoas.Os ingênuos,incautos e trabalhadores.
Por outro lado, há os maliciosos,soberbos e aproveitadores. Destes últimos,afasta-te!
