Hoje o Tempo Voa Amor
"Se perfumam memórias,
já voa estático ao seu assento.
A expressão conta histórias,
o olhar segue atento.
O caráter é marginal,
as frases são românticas.
O bardo constrói seu astral,
afia palavras como se fossem lâminas".
- Trecho de "Asfalto", do livro "Ruas & Rosas".
Entendi, que deixar ir, liberta
E faz querer voltar...
Então, vai passarinho, voa!
O mundo é teu, tens muito o que trilhar
Mas, repousa tuas asas neste velho ninho
Sempre que, assim precisar...
Passarinho que sempre voa a noite por ninho
Passarinho que voa livre sem medo sem caminho.
Passarinho engaiolado triste e desolado.
O que será de mim neste mudo desalmado?
Ah! Não ser um passarinho sem asa e sem caminho.
Se as doutrinas espíritas realmente transformassem as pessoas em bruxas e lhes dessem o poder de voar em uma vassoura as empresas de transporte coletivo já teriam falido.
E as vezes ele tropeça, bate de frente, cai de lado, levanta, voa pra longe, voa pra perto, cola junto e continua sendo amor.
Quero ser livre
Feito beija flor
Que bate suas asas em descompassos
mas ainda assim...
Voa e pousa onde bem entende .
Esse livre arbítrio é a certeza
que tenho de que posso ir e vir
onde minha alma desejar .
Quero a cada segundo
minha vida cantar
E ao som
da minha paz amanhecer e adormecer ...
Levemente viver
Me encantar!
Poesia: O corpo corre, a alma voa
Na via dos coqueiros, a vida corria,
Entre risos, encontros, a alma se erguia.
Um cavalo liberto, surpresa no ar,
Mostrava que o mundo convida a sonhar.
Cada passo cansado é lição que acalma, Fortalece o corpo e expande a alma.
Na estrada ou na vida, o eterno ensinar:
Quem segue em frente aprende a voar.
Corro com medo da pressa,
pois a estrada é sábia e lenta.
Quem voa demais pelo chão,
esquece o que o chão comenta.
Corro sem olhar atrás, sem saber o final dessa corrida.
A Essência Alada da Vida
A vida é como um pássaro, voa pra qualquer lugar, sem amarras...
Com sua natureza cautelosa diante do incerto, é arisca em certas situações, sendo assim, alça vôo quando quiser...
Bate as asas em liberdade inerente da vida
É na liberdade das suas asas que ela encontra a força e o impulso necessário
Sente o sopro do vento que lhe dá impulso e aterrisa plenamente, onde o solo lhe oferece refúgio e segurança
O pensamento voa
Voa tão leve como uma pluma
Flutuante e com graça
Entre um gole e outro fumaça
Um brinde a vida...
Alguns dizem que o fruto não cai longe do pé.
Mas a semente voa.
Vai com o vento,
vai no bico dos pássaros,
vai rolando sem saber exatamente onde vai parar.
Às vezes encontra um chão bom.
Outras vezes, não.
E está tudo certo.
Quando encontra, nasce.
Vira broto, depois árvore.
Dá flor, dá fruto.
E o ciclo segue, quietinho, fazendo o que sabe fazer.
A vida é assim.
Simples.
Delicada.
Tentativa.
Nem toda chuva ajuda.
Tem chuva que cuida.
Tem chuva que leva embora.
Nem todo vento espalha.
Tem vento que só passa.
Tem vento que machuca.
Talvez a gente não precise ser grande demais.
Nem forte demais.
Nem certo demais.
Talvez baste ser um pouco mais suave.
Um pouco mais atento.
Um pouco mais presente.
Ser como a chuva boa.
Que molha sem machucar.
Como o vento leve.
Que passa e deixa espaço.
E deixar a vida fazer o resto.
Cada um curtindo à sua maneira como pode, mas não deixemos de curtir a beleza desse pássaro que voa ligeiro passando por nós feito um gavião. Temos que ser astutos, matreiros ter jogo de cintura para apreciar com desenvoltura essa loucura chamada vida, curtir ávidos essa visão senão, quando vemos lá se foi nosso existir nas asas, no bico desse pássaro de única mão...Oh vidão!....Bebamos esse elixir mágico com nervos de aço à exaustão, vamos oxigenando nosso ser e poemando nosso pulmão o tempo todo, todo dia... Vamos tirar os cotovelos do batente da janela e o sempre queixo entre as falanges suspenso...Isso é o que poetizo porque existo e logo penso, vamos procurar achar aquele eixo nosso elo perdido em algum lugar do tempo, numa aragem , num vento...Nosso espaço é um vácuo cheio de estrelas e sempre há uma cadente que esquenta e acende uma chama de esperança que alimenta a gente e assim vemos um pouco melhor o lume das coisas .Se tu não olhares a vida nos olhos com coragem de verdade ela nem vai notar que tu existe.
conspirações
alguma coisa se desprende do meu corpo
e voa
não cabe na moldura do meu céu.
sou náufrago no firmamento.
o vento da poesia me conduz além de mimo sol me acende
estrelas me suportam
Odisseu nos subúrbios da galáxia.
amor é o que me sabe e o que me sobra
outro castelo que naufraga
como tantos que a força do meu sonho
quis transformar em catedrais.
ilusões? ainda me restam duas dúzias.
conspirações de amor, talvez não mais.
Asas do Mesmo Pássaro
Esquerda e direita: asas do mesmo pássaro voraz, que voa alto sobre o rebanho adormecido. Elas batem em uníssono, fingindo oposição, enquanto o bico ceifa as liberdades que prometem defender. Os acéfalos, massa de manobra cega, agitam bandeiras opostas como se batalhassem por destinos distintos, mas servem ao mesmo voo predatório, manipulados por narrativas que os mantêm no chão, pisoteando uns aos outros em nome de ídolos vazios. Enquanto isso, desperta quem vê a gaiola: o multilateralismo, essa teia de tratados e cúpulas que escraviza nações soberanas a elites invisíveis. Esses visionários, que ousam questionar o consenso globalizado, são tachados de antidemocráticos, marginais, conspiracionistas. Silenciados por algoritmos, censurados em púlpitos digitais, exilados do debate público. O pássaro, incomodado, bica
os que ameaçam revelar suas penas sujas de ouro e poder. Mas o voo cessa quando as asas se rebelam contra o corpo e o rebanho, enfim, ergue os olhos para o céu.
