Hoje o Tempo Voa Amor

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⁠A estabilidade da paz no mundo de hoje, é quase como um bolsa de valores.
Agora, em alta; passados milésimos, em baixa profunda.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ERA

Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se eu amanhã não tiver a esperança noutro depois, é sinal que o meu hoje anda de mal comigo e não me dá futuro.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠CHORO CONVULSO

Velhinha casinha, meu ninho
E chão do meu pão,
Hoje, somente uma visão.
Ai, aquela chorosa ramada
Fresquinha
E também velhinha,
Onde à sombra minha avó catava
Os meus piolhos da miséria
Nos verões de canícula séria
E depois, adormecíamos os dois
De barriga tão vazia
Como quem cava nas hortas
O silêncio das horas mortas.
Hoje, nem telhados e paredes
Ou janelas, nem sequer portas...
A vida, é um circo de redes
E trapézios tão fatais
Onde há luzes e sons e ais,
Mas quando morrem os mortais
Morre tudo como vedes,
Levados num remoinho
Como a velhinha casinha, meu ninho.

(Carlos De Castro, In Poesia Do Meu Chorar, em 21-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠TRISTEZA INFINITA

Que triste este sol
Hoje, neste outono.
Vede como chora
Agora,
O vento cerol
Colado a mim como dono.

Que triste é ser tão tristonho,
Como árvore que dá flor
Sem amor,
No outono,
Fadada a não medrar.

Que angústia vai neste olhar
Nesta sempre tristeza minha,
Infinita,
Que mesmo amordaçada grita
Pela liberdade de amar.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 28-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠C O N V I T E

Apareça, quem de mim gostar
Só hoje, sem choros, à beira do rio,
Porque amanhã cedo, o navio
Parte comigo para outro lugar.
E eu não sei se lá vou chegar.
Pode até o navio ao longe, naufragar.
Ou dar-me vontade de defecar
De pé, em cima das ondas do mar.
Aqui vos deixo o convite.
Depois, não me venham dizer
Por palpite,
Que era melhor eu ser
Sem parecer
O Eu,
Que não o Outro,
Que vos enviou o convite.

(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 04-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Durante anos, a minha boca e o meu coração foram amantes inseparáveis.
Hoje, sinto que os dois estão numa fase adiantada de divórcio.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

IN-FIDELIDADES

⁠Hoje, está sol.
Mas era para estar chuva,
Miudinha,
Chatinha,
De enregelar os ossos.
Mas, também a parra
Nem sempre traz uva,
Por vezes a coragem,
Apesar da aragem,
Não é garra.
Quase sempre, paixão
Traz desilusão,
Riso, dá choro convulsivo
Até em ambiente festivo,
E não há bela sem senão.
Fiel, mesmo é este gato,
O meu Giló,
Gilberto Gil,
Vindo nas águas de um abril,
Que quando sente que estou só,
Sem aparato,
Enrosca-se em mim,
Como que a dizer sim.
Nobre animal,
Adorado pelos egípcios,
Hoje, só considerado em respícios,
Amaldiçoado e tão só.
Adoro, cães.
Como animais que gostam das mães,
Mas sem ele, o meu Giló,
Eu meteria mais dó.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 07-03-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

TRISTEZA

⁠Hoje, não estou triste.
De que vale a tristeza
Se ela já existe
Na correnteza
Da vida em riste?

Vá, gostariam,
Preferiam,
Que eu fosse
Homem de ardileza?

De que vale a tristeza
Se a vida é certeza
De uma incerteza
Atroz?

Por nós
E por mim,
Ainda assim
E pelo meu fadário
Eu viro a tristeza ao contrário,
E antecipo-lhe o fim.

E se ela me perseguir
No cimo do meu calvário:
Vou-me rir
Tanto, tanto,
Como se fosse um pranto
Tornado falsário.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 19-03-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

SEM BOLEIA

⁠Até hoje.
Desde que me traçaram o fado
Malfadado,
Nunca pedi boleia a ninguém...

Nem quando na estrada de espinhos
Com os pés descalços sangrando,
Os olhos mártires chorando
Em lágrimas de azevinhos,
Percorri três quartos de uma vida
Com tropa e tudo incluída
Na bagagem vazia, despida
De paz e de pão
No vento suão,
Dorido.

Algozes vieram, torturadores;
Para me meterem mordaça,
Sem contar que a minha raça,
Prefere morrer na praça
Que bajular traidores,
Horrorosos anunciadores
Da desgraça.

E não é que eu, por pirraça,
Fiel sempre à minha ideia,
Já velho, ao ferrugento,
Mas em jeito de chalaça,
Disse ao meu amigo vento:
Sou um homem sem boleia!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 15-07-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

As cores de Helena

Hoje recordo o ontem, um dia em que a princípio tudo era normal, tendencioso à mesmice, sem surpresas. Minha rotina estava toda escrita, e pelo que parecia, não havia nada no caminho capaz de transformar aquilo que era tão comum em algo estrondoso.

Fui cortar o cabelo, algo normal de se fazer pelo menos uma vez ao mês. Enquanto esperava, conversava, mexia no telefone, apreciava a vista do chafariz, que por causa da luz solar e das flores à sua volta, parecia colorido.

Sentia que as cores me atraíam mais do que o meu próprio aparelho telefônico. O lugar era simples, não era para chamar tanto assim a minha atenção, mas não conseguia olhar para outro lado, até meu telefone tornou-se desinteressante.

Pedi licença aos que estavam por perto, levantei-me e fui andando em direção ao chafariz, ainda não o tinha visto brilhando, colorido daquele jeito.

De um lado, uma criança andava de bicicleta, nada anormal nisso. Um outro menininho, estava sentado em um banquinho jogando pipoca, as que caíam no chão eram atrativos para os pombos, que se fartavam naquele lugar.

O que ainda não entendia era o reflexo colorido, que me atraiu enquanto eu estava no salão, do outro lado da rua.

Parei no meio da praça. Será que alguém achou estranho? Será que alguém percebeu que procurava por algo?

Só queria entender, discernir aquelas cores, afinal, inicialmente pensei que faziam parte da paisagem fixa do lugar, ou que fosse reflexo da luz solar, mas ainda não havia descoberto, e isto tornara-se um segredo a ser desvendado.

Circulei o chafariz, ainda seguindo as cores, que insistiam em me atrair. O reflexo desapareceu enquanto eu circulava, e à minha direita, um senhor, um velhinho pachorrento ostentava uma cesta colorida sobre o banquinho cinzento da praça.

Admirei a sua solidão , e perguntei-me sobre o quê estaria ele fazendo naquele lugar, naquele dia, naquela hora. É interessante que perguntei a mim mesmo, não a ele.

Um boné com o logotipo de algum posto de combustível, deixava a mostra um pouco de sua grisalhisse, a camisa xadrez, o suspensório, o chapéu, e um livrinho no colo; coisas características de alguém de sua idade, que não era, de acordo com meus conceitos, apropriada para sentar-se em um local daquele à espera de alguém, para um encontro romântico.

Por ter minha curiosidade aguçando a cada observação, sem dizer palavra alguma, sentei-me ao seu lado, ousei sentar no mesmo banquinho; agora éramos três elementos ali: eu, o curioso; o velhinho, o pachorrento e a cesta, a colorida.

-Você deve se perguntar sobre quem é a felizarda que receberá de presente a cesta.- Disse ele, olhando para o chafariz, e enquanto isso, seus olhos distantes, brilhavam.

-É Helena, e ela não está mais aqui. Mas era aqui que vínhamos comemorar o aniversário dela, porque foi aqui que nos conhecemos, e ela gostava de dar pipoca aos pombos. Na cesta, não há flores, só pipoca, e eu as jogarei a eles, do mesmo jeito que Helena fazia, sem pressa, sem a mínima vontade de ir embora; comemorarei o aniversário dela, porque ela se foi, mas está aqui no clima, no ambiente que ela mesmo criou. Eu sei que os pombos sempre chegavam perto de mim por causa dela.

Depois de ter dito isto, abriu a cesta e começou a jogar pipocas, e enquanto jogava, ia falando lentamente sobre a longevidade do relacionamento nascido há tanto tempo, e que, mesmo tendo Helena partido sem se despedir, o relacionamento não havia se consumado. Ele ainda fazia questão de agradá-la, indo aos lugares que ela gostava, e citando sempre

seu nome, e me disse que a todos a quem contava a história, deixava claro sua vontade de reencontrá-la.

Inserida por EvertonArieiro

Hoje estou pensando no que vou estar fazendo quando estiver ganhando dinheiro. Estive trabalhando, tentei estar ajuntando dinheiro, mas não consegui estar comprando a moto do jeito que eu estava querendo.
Ainda estou esperando, no final do ano quero estar prestando vestibular, e assim vou estar entrando na faculdade. Depois vou estar formando, comprando, investindo, usufruindo, esnobando, andando, correndo, fazendo tantas coisas, inclusive, escrevendo.

Inserida por EvertonArieiro

A vida não é um saco mágico como muitos de nós pensamos!
Hoje é Melissa e erva doce e amanhã será infusão do forte sabor desagradável.

Inserida por GigueiraPoesias

⁠O dia de hoje pode não causar efeito, mas ter feito.

Inserida por GigueiraPoesias

⁠Te digo porém Hoje, se a tua vida tiver Jesus como prumo, nunca estará torta, pois Jesus é instrumento da verificação da vertical.

Inserida por GigueiraPoesias

Hoje eu acordei precisando tanto de você, querendo buscar nos seus olhos explicação pra esse meu sofrer após uma noite repleta de sonhos que me fizeram lembrar o quanto dói a sua ausência o que alivia esse meu sofrer é a certeza de que logo você vira e com um doce beijo trará luz a esse meu dia sombrio .

Inserida por JandersonEFerreira

⁠Honey (RAM)
O calor de hoje me faz lembrar o calor de teu corpo. A diferença é que o calor do teu corpo eu desejo sempre.

Inserida por rosa_brasil

⁠Hoje quero que olha-se por dentro, à alma e o espírito, aí encontrará a pessoa maravilhasa que é.
Não deixe que todo exterior defina quem é, porque toda essa parte é possível ser mudada e adaptada para agradar os outros e passível de ser corroída a tempo indeterminado, portanto não se fia em ter a melhor aparência, mas o melhor do teu ser.
Para mim
Cada pedacinho do corpo,
Cada cheiro exalado,
Cada olhar expressivo,
Cada palavra proferida,
Cada riso contido,
Cada mania estranha e
Cada chatice feita,
É vida!
É você!
É único!

Inserida por rosa_brasil

⁠Hoje eu falei com um anjo!!!
Mas o que define um anjo???
Anjo é apenas uma forma de se expressar, trata de um ser humano como qualquer um de nós, porém só na aparência.
Estávamos seguindo por uma mesma direção, comentei de quão belo se fazia e num abraço tão meigo, senti a grandezade tanta pureza.
Um curto caminhar físico e horas para refletir num estado quase entorpecente elevaram meus pensamentos à força divina e ao perceber já estava em uma oração.
Proteja-os e cerque-me,
anjos tão puro coração, tão puro de amor!

Inserida por rosa_brasil

⁠Pessoa feia não existe,
Existe pessoa maltratada!

A trajetória de cada pessoa que hoje se encontra em estado de rua e abandonada, têm sua característica única e abraçada a desesperança. Um pequeno gesto de atenção recebida é transformadora e acalanta um pouco da dor.

Inserida por rosa_brasil