Hoje o Tempo Voa Amor
"Hoje sei: o vício não tem cura científica. Mas Deus, quando não fala... forma."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
"Ontem, trabalhei tanto por coisas que não preciso hoje, que estou pensando, se vale a pena trabalhar tanto, por algo que não usarei amanhã."
Hoje durante a minha caminhada
na Serra da Tiririca, entre árvores 🌳 🌴, plantas nativas 🌾🌿, flores 🌼🌺
e frutos 🥭🍌🍒🥑🥥 ...
oxigenei o meu olhar
com o ar puro da mata🌳🌳🌳
e a minha alma de silêncio e serenidade.
No caminho, voltando para casa 🏠
observei casas com muros altíssimos, câmeras de segurança em cada ângulo dos muros e nos portões... em todas!
Da mata aberta para os muros fechados,
a paisagem mudou, e com ela, o jeito de viver...
Lembrei de um tempo, onde as casas disputavam serem as que tinham o jardim mais bonito...
com varandas cheias de vasos pendurados com samambaia chorona, renda portuguesa, dólar, dinheiro-em-penca , lambari roxo e tantas outras espécies de plantas que pendem dos vasos... os canteiros do jardim com rosas vermelhas, amarelas, brancas, rosas🌹 ... dálias de todas as cores🌸... jasmim, margaridas, girassóis 🌻flores de todos os tipos e cores🌼⚘... era um verdadeiro arco-íris... cores e aromas...
As vezes, na ida para a escola, a gente "roubava" uma das flores para presentear a professora ... ou na volta para casa para agradar a vovó, a mãe, a madrinha ou a tia...
a família , quase que toda, morava na mesma rua ou bairro...
Onde foi parar o cenário de um tempo?
Nas cercas floridas dentro do recinto amarelado das memórias.
✍©️@MiriamDaCosta
Hoje amanheci com vontade de lembrar ao mundo
que o que acontece depende de você.
Culpar o sistema é fácil,
difícil é perguntar:
eu tenho sido a resposta que espero da mudança?
Hoje foi um dia quente, desses meio sufocantes, ainda que minha mente estivesse serena e até mesmo otimista, como quem vê um eclipse e enxer a parte do sol não encoberta. Ao longo do dia, usei a linguagem com força e ironia. A ironia é uma ferramenta útil, porque desconstrói a seriedade de uma linguagem linear. O desejo ficou em segundo plano, pois o calor impedia certo sentimentalismo. Não houve cansaço, houve uma busca incessante pela verdade, enquanto meu corpo transpirava suor. Se minha mente fosse uma paisagem talvez seria o mar e sua dimensão, enquanto eu ficava na areia fatigado pela alta temperatura do clima. Eu poderia entrar no mar, mas o sol gerou uma apatia paralisante. Eu já desisti de ser entendida. Meu comportamento é gentil e educado, mas minha mente é um vulcão em erupção. E eu já estou acostumada com labaredas de fogo, com um sorriso meigo nos lábios. Não que eu minta. Não que eu finja. Apenas não me explico com dez minutos de conversa. E me vejo em uma biblioteca folheando livros, com a calma de um pássaro que constrói seu ninho. Poderia estar em uma floresta e esquecer o homo sapiens por alguns instantes. Mas volto à civilização, porque esqueci de colocar uma vírgula em um texto qualquer. Não sou ruína, sou construtora de mundos, nos dedos ágeis do meu pensamento, no fluxo psicológico de minha mente. Pensamento puxa pensamento, às vezes um, às vezes múltiplos. E eu aguento, porque não sou capaz de não ser eu mesma, e minha sinceridade e transparência assusta como um urso que saiu do estado de hibernação. Eu não me movo. Na poltrona em que me sento viajo além. Apenas olho o mundo com uma frieza que meu sorriso desmente. Uma palavra que me define seria sincronicidade, pois me nego a acreditar que a existência seja aleatória. Ainda acredito em significados e me alimento de vagas ideias, já que o mundo não me dá certezas nenhumas. Sou uma mulher doce. Quem me vê talvez pense que sou domesticada, mas larvas de fogo escorrem pelos meus olhos, um jeito mais quente de decifrar a vida. Creio no ser humano, mas não em todos. Penso na massa que trabalha com seriedade, enquanto a elite do mundo elabora altos níveis de persevidade. Sinto medo da maldade humana e me escondo de olhares, em minha impotência de cidadã comum. E me agorro em Deus, última potência de salvação em um mundo comprometido com sociedades secretas sádicas e cruéis, de tal forma que me deixa horrorizada, em estado de choque. A minha alegria está no cidadão comum, que come o pão fruto do seu trabalho pesado. Penso se haverá esperança no mundo e me recuso a ter filhos. Minha vida caminha isolada e silenciosa. Meu silêncio diz mais que a palavras, porque é denso, pleno de palavras não ditas. Se eu falasse certamente seria desacreditada e me canso antes de dizer. Estou lúcida e a loucura me visita de tempos em tempos. A lucidez dói, porque escancara o real para mim. E tenho que lidar com uma sociedade corrupta e vendida. Minha vontade seria nunca mais falar. Não articular palavras. Mas dou bom dia, boa tarde e boa noite, com um sorriso melífluo, enquanto escubro uma hemorragia interno. E meu peito sangra pelos inocentes, que morrem sem saber porquê um dia nasceram. Nada posso fazer, apenas como formiguinha, acreditar na Educação como agente de transformação pessoal e social. Eu acredito em Deus.
A China Socialista e a Coréia do Norte, hoje sem religião, são governos estritamente militaristas da destruição, não acreditam em Deus, na possível vida em harmonia entre os seres dos diferentes lugares do planeta. Praticam uma politica exclusivista, passando por cima de todos os princípios éticos e morais de humanidade para avançarem como super potencias.
Para meu leitor
Na menina que fui, está a mulher, mãe, amiga, esposa que hoje
sou e vou continuar me tornando a ser até o fim. Lá nasceram meus
amores, meus medos, minha inesgotável busca de entendimento
para algumas coisas da vida, amizades, coragem, meus valores e
segredos. Relatos e lembranças que perto ou longe estão ao meu
redor, dentro de mim, porque somos marcados sim, pela realidade
do nosso meio familiar, escolar e cultural. Não temos como fugir
disso, somos muito de nossos pais e do meio em que vivemos. Até
podemos mudar no decorrer da vida, mas é em função disso que
atuaremos em toda a nossa história, no nosso jeito de ser, de falar,
na criação e educação de nossos filhos; no nosso silêncio, no que
realmente toca nosso coração.
Hoje, não durmo nem acordo ancorada nas ordens e cuidados
de meus pais. Atravesso meu mundo sem o pé de seriguela no
quintal de casa para subir, sem a cama de mamãe para me esconder
nas noites de trovões e tempestades. Sem o barulho e alegria de
papai chegando. Eu me superei sem o colo de meus avós e tias por
perto. Sem os banhos de chuva que tomávamos na rua de roupa e
tudo, agradecendo a Deus pela água que caía. A melhor sensação de
tantas que já vivi! Cedo aprendi no meu nordeste a agradecer pela
água que caía, que corria, e tornava verde meu sertão, a ser grata
pela vida dos bichos, pela vida de todo rico e pobre.
Hoje, quero também agradecer por você estar aqui e tocar meu
coração com suas mãos, por este livro, por este ano um grande
influenciador de minha vida com suas metas e propósitos, por todo que acolhi e colhi, pelo novo olhar que busquei, e mais livre estou.
Agradeço a Deus pela vida recebida e pela família que ele me deu.
Por meus filhos, pela infância e bagunça gostosa de todos os dias,
por meu marido, por todos vocês que fazem parte de tudo isso, de
toda história que continua aqui nas próximas páginas que virão.
Obrigada!
Que sejamos felizes!
TEXTO FINAL DA OBRA Um de meus olhares por Lina Veira
O “discipulado” praticado hoje por alguns lideres religiosos não passa de um feudalismo travestido de discipulado, que na verdade é uma fabrica do diabo transformando seres humanos em mão de obra barata e fonte de renda. Tudo não passa de manipulação que visa transformar pessoas em um exercito de empregados, onde eles exploram e extorquem. É o processo histórico se repetindo com uma roupagem e linguajar novo, mas a dinâmica da opressão continua a mesma de Ninrode, Adoni-Bezeque, Nabucodonosor e os lideres religiosos do tempo de Jesus.
Muitas empresas da fé que ainda funcionam hoje não têm mais credito algum na sociedade, estão quase que totalmente descartada pela nova geração, elas ainda se sustentam apenas pela força da propaganda, do entretenimento, dos shows, dos artistas e pelas muletas e escoras de coaches que prometem sucesso e riqueza aos seus frequentadores.
Pregadores como Wesley, Spurgeon e Ravenhill... quando tomavam o púlpito rugiam como leões, hoje quase não existem mais. Infelizmente os púlpitos modernos foram tomados por pregadores que miam ao invés de rugir; pregadores intimidados pela sociedade, que tentam a todo custo agradar os seus ouvintes.
Ao entrar em muitas igrejas nos dias de hoje, a nossa conclusão é idêntica a de Maria: "levaram embora o meu Senhor e não sei onde o puseram".
(João 20.13)
Os pregadores de hoje não têm vocabulário algum. Ninguém menciona adultério, fornicação ou apostasia. Mudamos nosso vocabulário. Adultério é ter um caso, fornicar é apenas ser sexualmente ativo e ninguém mais se desvia apenas por causa da comunhão.
Pastor e Avivalista Metodista
