Hoje o Tempo Voa Amor
Que eu mergulhe no roxo deste vazio de amor de hoje e sempre e suporte o sol das cinco horas posteriores, e posteriores, e posteriores ainda.
Seria algo que eu levaria para sempre, como uma grande lembrança ou um flashback que a gente nunca esquece.
Durante dias tentando encontrar respostas para saber o que tínhamos em
comum, parece que somos semelhantes com ausências.
O planeta gira num sentido só.
Não para, não volta, não precisa de escolta,
não tem contra-mão.
O ponteiro gira num sentido só,
na torre ou no pulso,
atacado ou avulso,
na sombra do sol.
Até as coisas que eu valorizava há alguns dias parecem patéticas e triviais quando as vejo através dos olhos dele.
Me pergunto como uma coisa tão pequena pode marcar as quatro horas mais extraordinárias de minha vida.
Que o tempo diga
Que o tempo explique:
o que está subtendido,
o que não está escrito e o que não foi dito.
Que o tempo diga o que os lábios não profetizou e o que as mãos não entrelaçou.
Deixando entre o pensamento um silêncio e um tempo vázio
compasso lento.
compassando a música do pensamento.
Deixando entre o pensamento um caos sob o vento.
Entre o dia e a noite
entre o segundo e o minunto
um vazio fraudulento...
Que o tempo diga o que os lábios não profetizou
na fluídez do momento.
minha mãe sempre dizia que quando não compreendemos algo, como fiéis, somos obrigados a respeitar. Respeitar, não é em hipótese alguma concordar. Deus respeita a opção do próximo por mais que seja errada, pois é um direito de qualquer ser humano a liberdade
Se até os cientistas não descobriram respostas para solucionar algumas perguntas, por que vocês, meros adolescentes, compreenderiam o motivo de um amar o outro incondicionalmente?
Eu também era exclusiva guardiã do seu vazio, e aquilo me deixava confortada. Não por ter a influência de machucá-lo caso dirigíssemos para fora da estrada da intensa paixão, mas sim, por saber que um vazio completava o outro.
