Hoje me Vi Sozinho
Ao passar pela Rodoviária vi um velho solitário com uma pequena mala de couro rústica sentado num banco isolado. Tinha as pernas cruzadas; os pés calçados com botinas. Na cabeça um surrado chapéu de feltro. O olhar perdido no infinito. Do aceso pito de palha tirava longas baforadas. A fumaça sumia com o vento. Um retrato eloquente da solidão.Será que alguém o deixara ali ou ele teria chegado de viagem e aguardava um parente que deveria buscá-lo? Não me aproximei para falar com ele. Preferi manter a aura de mistério que eu criara diante daquela imagem. Assim, qualquer que fosse o seu destino eu não me sentiria responsável por ele. Cumprimos o nosso dever; eu o de gravar aquele instante na mente e ele o de expor ao mundo a sua figura solitária. Saí com aquela opinião impressa na minha mente. Desde então, quando penso numa figura solitária, vejo aquele velho sentado no banco da rodoviária. Sofro no despertar das minhas lembranças usurpadas por fantasmas e armadilhas ancestrais. Navego entre multidões e desencontros. (Do livro de crônicas: Romanceiro de Goiânia).
Depois de tudo o que li, vi e ouvi... Concluí: "biografia não autorizada" lembra aquele caso da pimenta. No "dos outros" é refresco, docinho, docinho! | 00646 | 11/10/2013
A pior das violações das leis divinas é enganar-se ao próximo...prejudicar as pessoas de boa-fé...vivemos em um mundo inconfiável...onde a maldade é sempre o prato do dia.
Canção sem seu nome
EU VI VOCÊ ATRAVESSAR A RUA
MOLHANDO A SOMBRA NA ÁGUA
EU VI VOCÊ PARAR A LAGOA PARADA
VOCÊ ATRAVESSOU A RUA
NA DIREÇÃO OPOSTA
PISANDO NAS POÇAS, PISANDO NA LUA
E A POESIA REFLETIDA ALI ME DEU AS COSTAS
E PRA QUE PALAVRAS
SE EU NÃO SEI USÁ-LAS?
CADÊ PALAVRA QUE TRAGA VOCÊ
DAQUELA CALÇADA?
VOCÊ ATRAVESSOU A RUA
NA DIREÇÃO CONTRÁRIA
E A POESIA QUE MEU OLHO MOLHAVA ALI
QUEM SABE NÃO ME CAIBA
QUEM SABE SEJA SUA
ALI, ATRAVESSANDO A CHUVA
E TODA A LAGOA PARADA
VOCÊ NA DIREÇÃO ERRADA
E EU NA SUA
Em plena quinta-feira rolo da cama de um lado pro outro tentando espantar a preguiça de encarar a vida novamente, abro a janela e caramba lá fora parece tudo tão lindo, tão lindo que até assusta. Tão lindo que até sem querer me faz lembrar você.
Por que, amor?
Caminhei por toda a praia,
Te vi em cada pedaço do caminho.
Por vezes, gritei teu nome em silêncio
Apenas dentro da minha mente.
É tão difícil aceitar
Que já não somos um casal...
Por mais que eu queira,
Não consigo seguir em frente
Sem olhar para trás.
Por que, amor?
Por quê?
Me entreguei por inteiro,
Fui além das minhas forças...
Eu me doei, amor,
Até me perder.
O cotidiano é insano,
Melancólico... mortal.
Cada lágrima que deixo cair
Me lembra, com ódio,
Daquele instante cruel.
Queria ter tido forças
Para me defender.
É tão humilhante...
Tão revoltante
Não ter reagido,
Não ter evitado...
É fácil pedir que eu esqueça
Mas impossível obedecer.
Ódio, lágrimas, tristeza...
É isso que tenho vivido.
Esquecer?
Talvez.
Mas impossível, ao menos por agora.
E sigo a caminhar...
Gritando teu nome
No silêncio do meu vazio.
Por quê, amor?
Por quê?
Se ao menos tua ausência doesse menos,
Se ao menos meu coração te esquecesse...
Mas sigo vivendo de lembranças,
Morrendo um pouco a cada passo.
E no som do mar,
Ainda escuto tua voz
Dizendo adeus
Sem nunca ter dito.
No brilho do teu riso me perdi,
Tão doce e livre como o vento leve.
Te vi chegar, e desde então senti
Que o mundo em mim já não era tão breve.
Em cada gesto teu mora a doçura,
Em cada olhar, um fogo que me acende.
És paz, és furacão, és ternura,
E tudo em ti me prende e me surpreende.
Se o tempo ousar mudar nossos caminhos,
Prometo ser abrigo em cada fase,
Te guardar com carinho e com jeitinhos,
Mesmo se a vida for mais desenlace.
Pois te amar, minha luz, é meu destino,
Teu nome é verso em mim, doce e divino.
Choro no pampa
Na vastidão dos pampas, onde o céu abraça a terra,
Eu vi a água subir, tragédia que desespera.
Rio Grande em pranto, suas lágrimas a correr,
Levando casas, sonhos, num lamento sem poder.
Chora o gaúcho, de bombacha e alma lavada,
Pela perda dos seus, pela lida inundada.
No galpão submerso, a tristeza era senhora,
E as fotos dos antigos, agora só na memória.
Sem teto, sem abrigo, sob o manto estrelado,
O peito da gauchada, de saudade foi cravado.
Perdido o que se tinha, construído com suor,
Restou só a esperança, e o peito cheio de dor.
Mas veio a solidariedade, de todos os cantos, a brilhar,
Brasileiros de mãos dadas, prontos para ajudar.
Do Oiapoque ao Chuí, um só coração pulsante,
Na tragédia das enchentes, somos todos irmãos, adiante.
E assim sigo campeiro, com o pala a me cobrir,
Na certeza que o Rio Grande, há de novamente florir.
Com a força do meu povo, e a ajuda nacional,
Reconstruiremos tudo, num esforço sem igual.
Esta poesia reflete a resiliência e a união do povo gaúcho e de todos os brasileiros
diante das adversidades, mantendo viva a esperança de que unidos venceremos todas as adversidades.
Roberval Culpi
08/05/2024
se Kafka foge do amor e Dostoiévski vai ao encontro do mesmo... eu prefiro fazer a experiência da vivência do mesmo... no final posso decidir o que será ou o que foi.
Gustavo Cardoso
Amar não é prender, não é controlar, não é sufocar. Amar é libertar, é proteger, é criar laços de vida e confiança. O ciúme pode ser uma manifestação de amor, mas quando se torna excessivo, pode se transformar em uma prisão para ambos.
É preciso encontrar o equilíbrio entre o amor e a liberdade, entre a confiança e a segurança. Porque, no fim, o amor verdadeiro não é sobre possuir, mas sobre ser livre para amar e ser amado.
Apenas uma carta
Meses se passaram e eu não te vi mais, nossos olhos já não se encontram e tudo o que me resta são memórias. Porém ainda consigo sentir o calor do teu corpo, sua voz me chamando, e seus lindos olhos castanhos que sorriam ao me ver, tudo isso já se tornou passado.
Essas memórias sempre voltam a me assombrar, e essa ausência me devora silenciosamente. Os "e se" me perseguem a todo canto que eu vá mesmo sabendo que não tem como mudar o que já foi, e eu vivo no passado esperando que algum dia se torne o presente.
Essa é apenas uma carta sem intenção de ser entregue, apenas um retrato do que sinto com sua falta. Mesmo distante você me inspira, mas se me perguntarem qual é a minha inspiração jamais direi que é você.
Olhei, Virou Poesia
Olhei para o mundo e vi mais do que olhos comuns enxergam.
No silêncio da rua, nas sombras da noite, no sorriso tímido de alguém… tudo virou poesia.
Cada detalhe que parecia pequeno, carregava um universo escondido.
Um gesto simples se transformava em versos, uma palavra dita ao acaso se tornava canção.
Olhei para dentro de mim e percebi que também sou feito de poesia.
Nos meus medos, encontrei metáforas.
Nas minhas cicatrizes, nasceram estrofes.
E no meu peito, um coração que insiste em rimar esperança com vida.
Porque quando o olhar aprende a sentir, nada mais é só comum:
o vento é poema, a chuva é canto, e até a dor tem sua beleza.
Olhei… e tudo o que vi, virou poesia.
De você, há traços em cada canto
das terras por onde vivi.
Mas saiba — igual a ti,
nunca vi: radiante, esplêndida, marcante.
Já me vi perdida,
sem direção, sem saída.
Mas, no escuro, Deus acendeu luz em mim —
e mostrou que sou mais forte
do que imaginava ser.
Ele conhece minhas dores,
meus caminhos e silêncios.
E, por me amar tanto,
nunca me pede mais
do que eu posso suportar.
— Edna de Andrade
Bom dia!
Cultivar a gratidão nos ajuda a reconhecer e valorizar as pequenas coisas que tornam a vida especial.
Feliz dia!
Tocou em minh'alma
e mergulhou em pensamento
Pensei que fosse brisa .
Mas feito furacão ...
Virou meu tormento.
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