Hoje Ja Falei Qui Voce e Especial
REENCONTRAR
Versos soltos pelo vento,
Vago no mar do tempo,
Sou sombra do que já fui,
Em caminhos que desencontro.
Essência evaporada, perdida,
Num caleidoscópio de sonhos,
Colorido que se esvai,
Preciso me reencontrar.
Pintar de novo as manhãs,
Com cores de esperança,
Coração que pulsa vida,
Em harmonia e dança.
Sigo nessa estrada incerta,
Procuro em mim o brilho,
Faço da jornada a meta,
Renascer é meu trilho.
E em cada passo, revivo,
Nas notas de uma canção,
Buscando o que é perdido,
Em eco e ressurreição.
Roberval Pedro Culpi
Às vezes acho que insisto em lugares que já deveria ter saído, machuco-me, depois culpo os que têm me ferido.
Mas, se a roupa no varal molha, a culpa é só da chuva, ou também minha por não ter recolhido?
🗜️
Tornozeleira eletrônica já não é mais vergonha.
O povo usa de graça.
Chega até a se exibir.
No banco das praças.
Categorias
Não nasci assim mãe,
assim avó,
assim tia.
Já fui filhinha,
irmã,
fui coleguinha.
Única e singular,
já fui louçã.
Agora,
mal começa a manhã,
entra noite, sai dia,
sou só dona Maria.
Sorriso metálico
Seu sorriso já não me pertence. Eu já não sou o motivo das suas gargalhadas.
Não escuto mais a sua voz, e aos poucos vou esquecendo como ela soava.
Seus beijos, que tanto me aqueciam, já não os sinto mais.
Sigo assim, sem você. Apenas com a nostalgia do que existia antes de você desaparecer.
Será que um dia isso realmente já me pertenceu ou era apenas ilusões que você me deixou acreditar?
Apenas uma carta
Meses se passaram e eu não te vi mais, nossos olhos já não se encontram e tudo o que me resta são memórias. Porém ainda consigo sentir o calor do teu corpo, sua voz me chamando, e seus lindos olhos castanhos que sorriam ao me ver, tudo isso já se tornou passado.
Essas memórias sempre voltam a me assombrar, e essa ausência me devora silenciosamente. Os "e se" me perseguem a todo canto que eu vá mesmo sabendo que não tem como mudar o que já foi, e eu vivo no passado esperando que algum dia se torne o presente.
Essa é apenas uma carta sem intenção de ser entregue, apenas um retrato do que sinto com sua falta. Mesmo distante você me inspira, mas se me perguntarem qual é a minha inspiração jamais direi que é você.
Eu já te amei… e nesse amor depositei uma fé quase sagrada, como quem entrega a própria vida a um destino sonhado. Acreditei em você, não apenas como pessoa, mas como promessa de eternidade. Achei que meus sentimentos eram verdadeiros, e talvez tenham sido mais reais que nós mesmos. Quando se imagina uma vida com alguém, não se projeta apenas um futuro, cria-se um universo inteiro, feito de gestos, silêncios e possibilidades. Mesmo quando o amor morre, esse universo não desaparece; ele permanece suspenso, habitando um lugar secreto dentro de nós, como se fosse um eco do que poderia ter sido. E esse eco… nunca se apaga por completo.
A vida muda o curso bruscamente,
De repente o que era pode já não ser;
O que mais se gosta perde o sabor;
O que mais se preza, despreza-se;
O que mais se gosta de fazer, perde a graça;
A vantagem de viver está na valorização da existência;
O que permanece na história é o que se escreve com os atos da vida.
A redundância
Pego-me repetidamente fazendo coisas que já fiz, numa ânsia por um belo mundo novo no qual serei absolvido de pecados que o mundo me deu ao momento do nascimento. Seria eu uma redundância humana que o mundo se vê engasgado consigo? Ou hei de ser apenas um mero grão num vasto campo de areia no qual se encontram sentimentos, razões, ambições, mágoas, dificuldades e muitos aprendizados no decorrer do tempo? Certamente um grão de areia sozinho não pode mover a praia, mas o conjunto pode fazer uma tempestade.
Vivo pensando em ti.
Já tenho minha resposta: sei exatamente o que podemos construir juntos.
Por isso, te faço uma proposta — de alma aberta e coração inteiro.
Tudo que é já foi, o que há de ser também, Deus pede conta do que passou, todo louco sabe que a loucura alucina e desfere fagulhas no coração agudo do homem.
Não é medo de recomeçar e, sim, sentir todo o processo doloroso.
Já recomecei tantas vezes, já levantei tantas vezes que paro e me pergunto -De novo tudo isso, será que aguento?!- e quando se vê, já foi.
Tu não guardas recordação dos meus erros,
Nem cobras o que já confessei.
Teu perdão é um rio que nunca seca,
Lavando minhas culpas, renovando minha alma.
Quando caio, Tu me levantas,
Quando falho, Tu me restauras.
Porque Tu me perdoas,
Aprendi a perdoar também.
(Livro 33 Razões para Te Amar DEUS)
Comparsa
Chegou setembro, já é tempo de esquila.
É mantido e vêm os pila
Pro peão se arrumar.
Pego a comparsa, me ajusto de cozinheiro,
Assado, um carreteiro com a carne que sobrar.
O Moacir Souza tá com os pente afiado,
O Galpão tá preparado, tem ovelha pra esquilar.
De madrugada, um café começa o dia,
Avisou o rádio de pilha que o tempo vai firmar.
Ronca o motor, e a cancha tá preparada,
Delhe ficha, e o cancheiro junta o vélo pra amarrar.
De socador, o Anízio mete pata,
O Cleber pedindo gracha e criolina pra curar.
Don Valdemar, com a boina atravessada,
Bombacha arremangada, puxa os tento pra manear.
Deu nove horas, o churrasco da manhã,
Cheiro de cêbo de lã, e o mate pra vira.
Depois seguimos, vamos até o meio-dia:
Massa, carne e farinha, e a sésta pra descansar.
Que pela tarde segue a lida no Galpão,
Cada ovelha é o pão de quem vive pra changuear.
A noite vem, e os catrês são montados,
Cada um tem o seu lado, pra melhor se acomodar.
Alguns mateiam, outros versos e pajadas,
Contam casos, dão risada, pegam as ficha pra contar.
E assim se vão esses meses de comparsa,
E assim a vida passa,
Mal dá tempo pra sonhar.
Quem déra que o mundo fosse um tempo de tosquia,
Um Galpão, rádio de pilha, e um catrê pra descansar.
Renato Jaguarão.
Velha Figueira.
Velha figueira na beira das casas
Já virou brasa em algum fogo de chão.
Lembro do rancho, agora tapera,
Nesta primavera de eterna ilusão.
Se foram os potros da antiga mangueira,
Pela porteira o tempo passou.
Eu me vi guri, enfurquilhado no potro,
Fazia gosto, e meu pai me ensinou.
Ali ainda resta um oitão caído
E o chão demarcado onde era o galpão.
Já apodrecido, um palanque inclinado,
Que no passado aguentava o tirão.
Até o meu cusco eu vejo correndo,
Me acompanhando na lida campeira,
Tocando o gado, grudando o garrote,
Seguindo meu trote rumo à fronteira.
Voltar à querência, depois desse tempo,
É como o vento que um dia passou,
Levando meu mundo do campo à cidade,
Onde a saudade se aquerenciou.
Só restam agora as minhas lembranças
Da velha estância onde me criei:
O meu velho rancho, cochilha e mangueira,
E a velha porteira que um dia deixei.
Renato Jaguarão.
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