Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Cunha Porã
Minha Cunha Porã,
feita e nomeada por
engenharia natural
teus cedros, louros
grápias te adornam,
e imbuias e araucárias
do destino te vestem.
O Rio São Domingos
te abastece e quem
bebe desta água
jamais te esquece.
Dialogam entre si
Iracema e o Iraceminha
na imaginação,
Cantarolam juntos
o Barra Grande, o Lajeado Sertão
e Araçazinho assiste escondidinho.
Que não exista registros
das tuas origens indígenas,
honro a bravura da tua gente
que veio da Alemanha,
o teu nome significa moça bonita:
(Cunha Porã da Bela Santa Catarina).
Galvão
Galvão, amada da minha vida,
a Campina da Saudade
o teu surgimento explica
da fazenda que se ergueu cidade.
Galvão, adorada da minha vida,
estância querida do Grande Oeste
da nossa Santa e Bela Catarina,
um belo presente que Deus me deu.
Galvão, querida da minha vida,
teus caboclos, italianos e alemães
da História ergueram terra brasileira
onde a paisagem campeira cativa.
Galvão, preciosa da minha vida,
à partir de você dá para querer
ir ao redor nas cascatas, corredeiras, cânyons e conhecer a região,
para depois voltar querendo mais
é ficar na tua proteção e plena paz.
Onde eu amarrei
minha alma pegando
até inspiração como
esta emprestada
para fazer a consciência
da América Sul libertada
diante de um rumo
incerto e não sabido.
Desde o dia que você
deixou de acreditar
na sua Nação estamos todos
nadando em céu naufragado,
e ouvindo o eco da nossa voz
em pleno Oceano Atlântico
pedindo que resgatem o Esequibo.
Muitos estão se distraindo,
imobilizando o tempo no exílio
e eu um poemário épico
tenho escrito pela liberdade
de um General e uma tropa
presos por causa
de um brutal autoritarismo.
Governador Celso Ramos
Minha Governador Celso Ramos,
és por mim adorada com
as tuas meias-luas poéticas
fazem a 'Ganchos' da tua História
reerguer a áurea memória.
Minhas Governador Celso Ramos,
és por mim amada com
as tuas praias ensolaradas
abençoadas pelas preces perpétuas
da Piedade erguida pelo teu povo.
Minha Governador Celso Ramos
originária de duas tribos,
suas aldeias, da navegação
de tuas gentes europeias
e do romance do mar com as areias.
Minha Governador Celso Ramos
só sei que das tuas mãos corajosas
e das tuas índoles no enfrentamento
em alto mar superando briosas
o medo ergueu-se um povo brasileiro.
Ilhota
Ilhota, minha amada,
a tua História só me faz crescer,
Você surgiu da escolha
de um viagem de reconhecimento
pelos Rios Itajaí-Açú e Itajaí-Mirim
adentro do teu povo belga
que encontrou em terras brasileiras
na tua pequena ilha em meio
ao rio para o futuro acolhimento.
Ilhota, minha querida,
do Baixo Vale do Itajaí,
a gente reconhece que com charme
a tua História não pára,
As tuas mãos constroem a moda
e vestem com beleza a intimidade,
e até mesmo lá na praia,
Você é linda e acolhedora de verdade.
Ilhota, minha cidade bonita,
quem passa por ti nem imagina
o quê tudo na vida já passaste
e nada quebrou com a tua vontade.
Bicentenário Nacional
Minha Pátria adorada,
ondeia a memória
originária que levava
o nome Pindorama.
No teu heroísmo
rebatizado com
o nome de Brasil
permaneço derramada.
Em crescente vibração
por este Bicentenário,
transformei em canção
o grito do Ipiranga.
A Independência não
é ilusão e deve ser
sempre conquistada:
a Pátria deve ser amada.
Nas tuas mãos me tens
de corpo, alma e coração,
este Bicentenário é
um voto de renovação.
A tua Independência
ainda há de ser perpétuo
orgulho e glorificação
diária da nossa Nação.
Nestes continente onde
todos somem por aqui,
Só não some a minha
responsabilidade poética
por cada linha que escrevi.
Na Amazônia Brasileira
sumiu um jornalista
um indigenista e por
aqui some tanta gente
que até as contas perdi.
Na Venezuela sumiram
jovens que relembraram
Neomar, sumiu a memória
sobre o mapa verdadeiro
e justiça igualmente até
para o velho tupamaro.
Só que para o General
e uma tropa a liberdade
também sumiu,
E meus solidários versos
latino-americanos sempre
de todos eles recordam,
e para o caso do General
sempre acordam que ele
continua injustamente
na prisão por causa
de uma falsa acusação
de instigação a rebelião.
A minha opinião
não importa nada,
Cada poema meu
é uma tentativa
de abrir uma mente
que foi fechada.
Quando os jovens
desafiam é um
sinal que precisam
de atenção
ou mesmo até um
gesto de compaixão.
O paradeiro dos
quatro jovens
foi revelado por
'quem' vocês já
sabem após 48h,
espero um gesto
de compaixão
que dê a liberdade.
A juventude anda
magoada e ferida
pela tempestade
de informação,
É preciso ter paciência
com todo o jovem
que quer servir a sua Nação.
Porque jovem é todo
aquele que ainda sonha
em mudar o mundo,
Não importa se ele
vista farda ou não,
Ou mesmo esteja
em plena maturidade.
O quê não dá é
para conviver é
com a falta de bondade,
e ficar insistindo usar
o mapa que não é de verdade:
(O verdadeiro Mapa da Venezuela
inclui o Esequibo).
A minha poesia
é Barraca do beijo
sem preço,
Celebro a rima
com o teu desejo
que me brinca
e inteiro te beijo.
A minha herança pampeira
é como a Janeira
que cavalgando no ar
escreve poemas
para o seu coração me dar.
Rodeio estava em festa
Enquanto a minha cidade
de Rodeio estava em festa,
Eu estava ouvindo a música
entrando pela janela,
E de noite estrelas no salão
celestial da noite dançavam
Jardins surgiam desabrochando
dentro de mim enquanto
escrevia um poema de amor
sem fim por este lugar
onde a tranquilidade elegeu morar.
Tocando está o sino da Igreja Matriz
São Francisco do Centro de Rodeio,
que é a minha bela cidade
amada do Médio Vale do Itajaí.
Madrugada de Outono e eu ainda buscando pelo meu amável sono,
Entrego-me nos braços da poesia
e do silêncio para me buscar e encontro.
Com os meus sonhos de olhos
abertos derrotando o enfadonho
até o próximo passo sem pressa
cultivando firme nesta terra
oportuna gentileza, virtudes e festa.
Sem limite para foragir de tudo
o quê é tristonho, torna o convívio
bisonho e os princípios avilte,
não permito que me tomem de assalto
e tampouco me drenem,
peço para ter forças para reagir
atirando em um absurdo por segundo
se for preciso para vencer o mundo.
Maria-leque-do-sudeste
voa pela Mata Atlântica,
Ave rara da minha Pátria
amada, gentil e romântica,
peço me leve nas tuas
asas para me afastar de tudo
que me afaste de ser amável
e afável mesmo que seja
só por um instante para que
nada que me afaste de mim
tenha poder sobre a ótica
pelas lentes da bondade
e da minha identidade própria.
Indaiá
A minha poesia é Indaiá
sob o Sol, a Lua e a estrelas,
Assim venho crescendo
no seu coração e na sua cabeça,
O teu divino amor do destino
e o teu carinhoso abrigo.
Pilcha feminina
A minha Pilcha feminina
está muito bem passada
para dar aquela dançada
quando chegar a hora
do Balaio que imita
também as tramas
e as tais voltas da vida,
Há algo uma atração
entre nós que não se explica.
Segunda-feira em Rodeio
A minha segunda-feira
será muito abençoada
apareceu o Canário-da-telha
para cumprimentar o dia
na minha Cidade de Rodeio
e igualmente a poesia,
Sendo assim o dia será perfeito
com inspiração, paz e alegria,
Eu me inspiro nestas delicadezas que enfeitam com harmonia.
Sangue Gaúcho
Não preciso perder tempo
criticando a cultura de outro lugar,
tenho a minha própria cultura
para me orgulhar e exaltar.
Quem tem sangue gaúcho
se orgulha da influência do mundo
na formação dos seus ritmos
e dentro da sua própria tradição.
De alma e coração sempre
há de se encontrar na Rancheira
cultivando toda a história guerreira
que lapidou a cultura gauchesca.
Compartilha a Milonga e outros
ritmos com orgulho no salão,
e sabe muito bem que é Erva-Mate
com raízes neste abençoado chão.
Chote Inglês
Quando chegar
a minha vez,
não quero dançar
só com você
um Chote Inglês,
Um, dois e três,
você nasceu
para ser meu
de uma vez.
Quarta-feira em Rodeio
O Canário-da-telha veio
bem de mansinho
cantar na minha janela,
Um motivo para se alegrar
nesta Quarta-feira
na minha Cidade de Rodeio
que tem sempre beleza
para esbanjar o ano inteiro.
