Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Muitas coisas acontecem em minha vida que não tenho porque expor, mas fazem a diferença e me deixam muito feliz, isso me basta!
Minha roupa preferida pra dormir vai ser sempre aquela sua camisa que fica enorme em mim,o meu travesseiro preferido vai ser sempre teu peito que tem o encaixe perfeito pra minha cabeça,e os sonhos que eu mais quero realizar,sempre vao ser aqueles que eu tenho com vc.
Vem,segura minha mão e te mostro que juntos a gente vai mais longe,vamos ver o pôr do sol,sentar na areia e sentir o vento soprar em nosso rosto enquanto a gente planeja como vão ser nossos próximos anos juntos.
Vem,Vem comigo,te guio,te protejo,te cuido,te mostro que a maior alegria é ter alguém pra compartilhar a vida.
O teu olhar,o jeito que me olha,que parece despir a minha alma.
E eu só consigo pensar:que chegue logo,que amanhã chegue logo,pra que eu possa sentir de novo o teu olhar em mim.
Drasticamente, correntezas destruíram o leito da minha alma. Agora, restam apenas convergências, rios menores que desaguam num belo jardim.
Minha vida é um livro vazio, sendo escrito por mim mesmo. Eu apenas posso escrever, não posso arrancar páginas, apagar palavras, nada mais.
Minha guerra não era real, era invisível. Os sentimentos eram pesados como chumbo e minha caixa de munição já estava vazia. Não havia outro jeito, eu precisava distribuir doses de emoção aniquiladoras como bombas, corrosivas como ácido. A dose letal era um pouco de atenção. Uma atenção que nunca existiu, uma atenção patética envolvendo pessoas. Eu só desejava sorrir, embora boas munições de verdade afastam qualquer um. E nessa guerra, nem todos entendem as razões. As emoções precisam ser livres, precisam fugir da guerra da solidão e encontrar um abrigo aconchegante ao seu lado.
Reflito sobre os anos da minha vida com grande desdém. Ela é tão limitada, tão escassa, tão bela, mas às vezes, tão distorcida. Não existem palavras para definir o bem mais valioso que possuo. A vida é uma paixão e eu preciso seguir ela. Pergunto-me sobre o que eu gostaria de fazer hoje ou com quem eu gostaria de estar, pergunto-me sobre o tempo e meus sonhos, sobre o sentido dúbio das coisas: sonhar em ser escritor ou escrever de verdade, tocar uma vida ou trocar de vida, fazer valer a pena ou fingir congelar as horas. Meu tempo é algo muito precioso e por sinal, astuto. Ele rege a minha existência, embora no fim das contas eu mesmo dou as ordens. Sou o dono do meu destino, sou o tempo que escorre pela ampulheta, sou o prisioneiro da minha alma. O desdém é pasmo, mas para ele mesmo.
De vez em quando, eu desejo sinceramente que o mundo se parta. À noite, ele é um bom lugar. Minha cama e meus pensamentos me protegem de qualquer coisa. Pessoas sabe, eu não preciso de muitas, apenas aquelas que fazem meu mundinho especial. Poucas te entendem de verdade, aquelas outras desentendidas você desapega e guarda no bolso, simples assim.
Alguns dias eu me pergunto, se você sente a minha falta. Em outros, apenas me questiono, se sinto falta de mim mesmo.
Aproximei-me da lápide de mármore e estendi minha mão sobre as trincas do passado. Então, percebi que algo estava errado, pois eu estava vivo. Removi o manto de cinzas e tentei rabiscar minha própria vida com um pouco de ilusão. A ilusão ao menos poderia ser sentida, ela sempre é notável para alguém que acendeu velas a si mesmo. Eu precisava de uma faísca, algo para continuar enxergando minhas próprias tristezas. Aliás, é inverno em nossas almas, é sombrio dentro do peito. Quem disse que é preciso estar morto para não sentir nada?
Esses sentimentos ingênuos de amor devem ser um dos monstros que cercam minha imaginação, meu passado. É por isso que tento não me apegar tanto a pessoas do agora, se der vontade de me atirar em alguém, eu me atiro, e amo. E sim, meus silêncios fazem parte da minha vida, eu grito à saudade quando achar convincente. Enquanto alguns desapegos fazem um bem tremendo, algumas lembranças torturam.
Vejo o espelho e encontro eu mesmo. Nesta jaula mental eu permaneço aprisionado. Olho para minha criança interior e sussurro: cuidado com os sonhos. E eu seguro ela para ela não chorar, diante de olhos que se tornaram geleiras. Minha fraca respiração guia o vento, enquanto eu destruo o inquebrável. Liberdade, para um coração que é um oceano e pensamentos que são uma galáxia. Apenas observo os imbecis, porque é assim que me sinto: perdido, nessa selva sádica onde todos falam, mas ninguém entende nada.
Minha vida está no silêncio. Não tenho problema algum em falar com pessoas ou ouvir músicas com letras agitadas, mas eu sei que em determinado momento a faixa perde a graça e a humanidade torna-se um grande poço de chatice. Quero estar só, sem ninguém para me perturbar. O sol só se esconde de verdade quando eu o transformo numa sombra.
Se eu for para outro pais, que seja por trabalho, passeio ou conhecimento, nunca por diversão. Minha diversão é ler, e lendo posso ir a Paris, viajar da Alemanha a Holanda, vou até o monte Everest e volto; não preciso ir a outro lugar para ser feliz, sou feliz aqui e agora.
