Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Cada dia que você vive é como uma porta aberta, um livro contemplado, uma fruta desejada. Por isso escolha seguir. Apenas siga.
O Guardião
Na porta do tempo, todos os dias têm um Soldado que guarda a entrada do Dia e puxa os lençóis da Noite.
Tudo na hora certa, matematicamente de uma precisão exata. Cansado dos anos, das horas de sentinela, o Soldado reclamou ao Crepúsculo da sua solidão.
Queria companhia, o isolamento ecoava cores de espectros. O Crepúsculo argumentou ao Soldado:
– Mas você não está sozinho, tem o Dia, o Sol, as Nuvens, avista as tempestades ao longe. No demais, nunca vai saber com que roupa o Dia vai sair e ainda tem a Noite, que chega elegante, às vezes chora, é dramática, tem broche no peito adornado de brilhantes.
O Soldado reclamou:
– Mas o Dia é desorganizado e bagunçado, às vezes, se veste com manga ou sem manga, simplesmente navega e acontece.
– Mas que prefere – perguntou o Crepúsculo?
– Uma associação, um afeto, disse o Soldado.
O Crepúsculo conversou com o Dia e a Noite, e no consenso, emprestaram uma Estrela no peito do Soldado guardião.
– Mas você, que foi ostentoso e observador, vamos enfeitar seu isolamento com uma Estrela que adornará sua ombreira.
O Dia, o grande negociador, bateu o martelo.
Ficou o Soldado feliz, agora não ficaria só com a Noite, que o fazia conversar permanentemente com a sua solidão; tinha Estrela para apaziguar seu imperativo.
Ficou deslumbrado com sua elegância, aparecia sempre elegante, de pouca conversa, não discordava, somente piscava, deixava passar. Estrela dormia muito durante o dia. Conversava incessantemente com a Lua, amiga íntima.
O Soldado, cada vez mais apaixonado, se esquecera do combinado. Passou a decretar mesa posta na hora perfeita, jantares perfumados e fumegantes para saciar seu desejo.
Estrela se queixou dos afazeres para a Constelação.
O Dia, enamorado de longa data por Estrela viu a batalha anunciada. O Corpo Astral deliberou sobre a palavra “emprestar” e se concluiu que era ceder.
Na disputa, os aspectos, os Ares advogados, concluíram que ceder podia ser renunciar ou abdicar.
E virou guerra, o Soldado armado, o Dia almejando vingança.
Na ocasião do duelo Estrela partiu, a oportunidade marchou com apetite de retaliação.
O Dia estava com fome
comeu toda a Noite
mas sobrou a Lua
que ao correr do Dia
foi devorada
A Noite queria se vingar
comeu todo o Dia
fez a Escuridão aparecer
Combateram.
No mais restaram poucos amigos, cada um no seu tempo ajuizado. Do Soldado sobrou um apagão sentimental e uma sina, uma Estrela Rutilada decorando lembranças em seu uniforme para sempre, dos tempos largados em ação.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Quantas vezes um sonho pode te trair?
Por quanto tempo vale procurá-lo?
A porta de pronto se abre e choca todo os átomos!
Verdades, mentiras, fantasias, nada mais é claro.
A dúvida é a grande certeza do caminhar ao regalo.
O medo é a ponte que permite o gozo de um triunfo sem igual já deixado no tempo de outro carnaval.
Onde mora todo o sentido?
Por quantas vezes devemos procurá-lo?
Fugas, sonhos, delírio, nada mais é claro.
A dúvida é a grande certeza do caminhar ao regalo.
O desejo é o caminho que alimenta o tempo doutro carnaval.
Tu
A luz é tão intensa que lhe queima
A escuridão é fria, e lhe conforta
Mostra-lhe a porta
Energia, em alguns momentos, independe do que a constitui
Solitude lhe fere e cicatriza
Sangra os venenos da falsa presença
Ausentar-te com tuas dores e compreende-las
Antes que lhe envolvam e te faça refém
Daqueles que vivem como convém
Esvai-se o poder de encarar a realidade
Conformidade, o vil valor
Mas as algúrias da carne ainda os encontram
Pungindo os tecidos repletos de auto-amor
Enquanto escondem aqueles que já se tornaram invisíveis
Vá e não deixe a porta entreaberta
Seu tempo já passou, algo aqui mudou
Cansei de ser seu porto seguro
Eu juro que dessa ilusão me libertei
Tem mesmo gente que não sabe amar
Sempre em busca de preencher seu vazio
Com coisas, pessoas e enganos
Buscando sempre algo que não vem
Não venha me dizer que algo mudou
Você sabe muito bem que não é verdade
Sua busca incansável por prazer
Foi além de tudo que é saudável
Eu sei que eu errei quando me ceguei
Me iludi, eu até regredi pra te manter
Um preço alto demais, não quero mais
Vá e não deixe a porta entreaberta
Sei tempo passou minha vida mudou
Eu me reconheço em mim agora
Me enxergo na minha necessidade
Que antes era só a sua vontade
Eu te agradeço isso foi importante
Pra saber que amor vai além
Além da servidão sem limites
Além da ilusão do querer
A muito tempo atrás, eu assisti um episódio de um seriado, onde alguém batia a porta de uma determinada casa, oferecendo uma caixa, com um botão vermelho, onde a pessoa apertando este botão conseguiria um desejo qualquer, porém tinha uma condição, ele teria seu desejo realizado, mas alguém em algum lugar morreria.
No episódio, a pessoa aperta o botão e tem seu desejo realizado, só que dias depois, em outra casa, aparece a pessoa com a caixa novamente...
Apertar o botão, pode parecer um ato simples, mas precisamos, mesmo nos atos mais banais que escolhemos executar, pensar que toda ação sempre terá uma consequência.
A meu ver toda mulher é rainha e porta-bandeira; homem que preza trata ela todo dia como seu mestre-sala, acima de alas e blocos.
Chave, porta, abre. Tapete, mesa a esquerda. À frente sacada. Vejo o muro, árvores e o outdoor. Céu limpo. Domingo, tarde. Crise política e saudades de casa invadem, simplificando status, domesticando um isolamento frenético. Nos tapetes, as marcas dizem o qto é importante o calor qdo ventilado assimétricamente. A fita não é métrica, é médica onde, as receitas recitam uma poesia imune às dores no coração. São as cores, com perfumes, como o vento que simboliza, que anuncia valores que "portam" alegria. Que tal um café?
Qual a diferença de alguém que falta com a verdade para uma porta? Uma porta presencia os fatos e não nos pode contar sobre eles; um mentiroso presencia os fatos, pode contar sobre eles, mas insiste em não contá-los da maneira como ocorreram. Como eu queria trocar uma idéia com uma porta.
O crepúsculo fechou a porta do dia e com um sopro cintilante de luz acendeu o candeeiro da noite, pintou a lua de prata e purpurinou o céu de estrelas.
Tornaram verdades em mentiras
mentiras em verdades
e assim abriram a porta da desunião...
porque ninguém queria, deixar de ter razão.
Brasil.Pandemia.2020.
se não for pedir demais, bata na porta antes de entrar. É uma puta falta de educação você aparecer dessa forma e me jogar no chão assim. Não te quero também me acompanhando pelos cantos da casa, no trabalho e muito menos perturbando minha mente. Não me invada dessa maneira, pois não tenho como me defender de você. Minha legítima defesa está afetada demais para reagir a seus rombos repentinos.
[Cara saudade, me faz esse favor.]
