Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Bata, e Ele vai abrir a porta.
Desapareça, e Ele vai fazer você brilhar como o sol.
Caia, e Ele vai levantá-lo para os céus.
Torne-se nada, e Ele vai transformá-lo em tudo.
Eu escancarei a porta – ridiculamente ansiosa – e lá estava ele, meu milagre pessoal. Meus olhos acompanharam suas feições: o quadrado do queixo, a curva suave dos lábios cheios – agora retorcidos num sorriso –, a linha reta do nariz, o ângulo agudo das maças do rosto…
Deixei os olhos para o final, sabendo que, quando olhasse dentro deles, talvez perdesse o fio do pensamento. Eles eram grandes, calorosos como ouro líquido, e emoldurados por uma franja grossa de cílios escuros. Olhar seus olhos sempre fazia com que eu me sentisse extraordinária – como se meus ossos tivessem virado esponja. Eu também ficava um pouco tonta, mas isso devia ser porque eu me esquecia de respirar. De novo.
Monólogo para TV e Teatro: "Olá, dona Inspiração"
(Barulho de batidas na porta)
Olá, dona Inspiração! Entra. Que saudade que eu estava da senhora!
Por onde andou? Ficou muito tempo fora. Perguntei para os vizinhos, tentei te achar num ou noutro livro, em poesias, em músicas, coloquei até cartazes na rua. Vamos tomar um café?
(respiração fundo, mudança de humor)
A senhora foi tão insensível. Por que me deixou esperando todo esse tempo? Sabe que a sua presença é necessária para que eu escrevesse meus textos. Tentei sem a sua ajuda, mas só saiam coisas sem sentido, sem ritmo, sem alma. Que raiva que eu senti da senhora. Muita maldade da sua parte...
Desculpa! Mas é que foram anos. Anos perdidos, sentindo um vazio. Achei que não gostasse mais de mim. Juro que achei que não voltaria mais.
Até que um dia me perguntei: O que foi que aconteceu para ela fugir assim? E eu descobri. Foi o amor, não foi? Aquele que fingia ser amor, mas na verdade era obsessão. Ele te expulsou de mim porque queria me ver somente dele. Acertei? Na mosca! Eu tinha certeza!
Agora estou livre novamente... Venha minha querida, me dê um abraço apertado! Por onde começaremos? Poesia, música, conto, teatro?!
(Texto registrado. Ficarei muito feliz de vê-lo interpretado, porém, por gentileza, ao reproduzi-lo, é de extrema importância a citação da autoria, pois senão configura-se crime de Violação aos Direitos Autorais no Art. 184 – Código Penal.)
A solidão por trás da porta fechada de um quarto com um telefone celular à mão pode parecer uma condição menos arriscada e mais segura do que compartilhar o terreno doméstico comum.
Acumular amor significa sorte, acumular ódio significa calamidade. Quem não reconhece a porta dos problemas, termina deixando-a aberta, e as tragédias surgem
Otimismo é a chave
Motivação a porta
E potencial o caminho para a grande conquista que se chama sonho.
A estrada segue sempre em frente
Deixando a porta onde começa
Agora distante a estrada continua
E eu devo segui-la, se eu puder
Conquistando-a com meus pés ávidos
Até que ela se junte a um grande caminho
Onde muitas trilhas e tarefas se encontram
E para onde depois? Não sei dizer.
Ele corria para dentro de casa e trancava imediatamente a porta, como alguém que não suporta mais enfrentar o terror que abriga no fundo da alma.
Eu tomo a decisão de que não posso estar com você, andando porta afora, mas eu já sinto sua falta. Esqueço como eu costumava beijá-lo, mas eu já estou ficando com borboletas no estômago...
Um dia a gente cansa de bater na porta que não quer abrir, e prefere pular uma janela que já estava aberta.
Há saudades que caminham comigo aconchegadas num lugar gostoso que a memória tem. São porta-jóias que guardam encantos que não morrem. Caixinhas de música, que, ao serem abertas, derramam melodias que me fazem dançar com elas de novo. São saudades capazes de amenizar o frio de alguns instantes com os seus braços de sol.
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Quando o mundo fecha uma porta, Deus abre uma janela. Quando o mundo fecha as portas e as janelas, Deus derruba as paredes.