Historias Engraçadas

Cerca de 3744 frases e pensamentos: Historias Engraçadas

🎤
Cansei das histórias que inventam do tempo,
fuga disfarçada, vazio por dentro.
Diz que é remédio, que tudo se ajeita,
mas no fim só deixa a ferida perfeita.
Eu vi em pessoas que você testou,
o tal “tempo ao tempo” que nunca curou.
Não falo por eles, só falo por mim,
talvez eu não caiba no teu próprio fim.
Difícil aceitar, mas levo comigo:
pra você eu jamais fui mais do que um desejo.

Histórias escritas

Existe um dom quase mágico
em transformar palavras em mundos.

Uma frase pode abrir uma porta,
um parágrafo pode atravessar séculos,
e algumas poucas linhas
são capazes de criar vidas
que jamais existiram...
Mas que, de algum modo,
passam a existir dentro de nós.

Escrever é possuir o infinito nas mãos.
É poder escolher outros caminhos,
inventar outros destinos,
dar aos personagens
as vidas que o mundo real lhes negou.
Em cada história,
nasce uma versão diferente da realidade.
Um universo onde o impossível acontece,
onde o tempo pode voltar,
onde encontros podem durar,
onde despedidas podem ser adiadas
e onde até o destino
pode ser desafiado.

Talvez seja esse o verdadeiro encanto
das histórias escritas:

não criamos apenas mundos.
Criamos possibilidades.
E enquanto houver alguém disposto a escrever,
nenhuma história precisa terminar de verdade.
Ela pode renascer em outra página,
em outro tempo,
em outro coração.
Porque algumas histórias
não são feitas apenas para serem lidas.
São feitas para nos lembrar
que também poderíamos existir
em outras versões de nós mesmos.

⁠Existem varias historias e relatos de dores, sofrimentos, lutas e generosidades, assim é a vida da verdadeira sociedade brasileira em todos os tempos. Afinal somos um povo de todas as cores com nossos espíritos de liberdade.

A arte brasileira começa a perceber que as historias mais características e indicativas ao sucesso, tem origem no cotidiano de pessoas simples do universo popular e comum. A potencialidade das artes e da cultura brasileira, formada pelas historias das pluralidades é em si uma fonte lúdica inigualável, desde que não sejam contaminadas pelos estrangeirismos e ditames ultrapassados dos modelos tradicionais, que já não deram certo.

Boas histórias, boas mentiras.

"Tecei, Tecei histórias com fios de esperança,
Costurando sonhos na tessitura da vida..."


Daniela Arfelli

O consumidor compra histórias que justificam sua própria escolha.

Uma sociedade sem histórias ainda possui memória, mas começa a perder significado.

Conte histórias, não fatos

É nato no ser humano, ser ingrato, no mundo sobra histórias de ascensão e ostentação e falta histórias de gratidão.

As dores na alma
Marcas do passado
Cicatrizes que contam histórias de sofrimento
Buscando esquecer o tormento
Tudo acabado
Nessa vida sem calma.


Warlei Antunes

Histórias bem contadas que infestam a cabeça das pessoas, essas são as lêndeas.

Grandes histórias não são tecidas em um tear.

Há despedidas que não encerram histórias, apenas mudam o lugar onde elas continuam existindo.

A Bíblia funciona como um jogo de camadas. Na superfície, histórias. Logo abaixo, princípios. Mais fundo, estruturas da psique humana. Ainda mais fundo, algo que escapa à linguagem comum. Você pode chamar de espírito, consciência, logos, sopro, presença. O nome pouco importa. O efeito importa. Algo ali reorganiza quem se dispõe a ler com atenção real, não com pressa religiosa ou curiosidade rasa.


Você não lê a Bíblia apenas com os olhos. Você lê com o estado interno em que se encontra. Se você está defensivo ou defensiva, o texto parece acusador. Se você está aberto ou aberta, o texto parece orientador. Se você está em negação, ele parece confuso. Se você está disposto ou disposta a atravessar seus próprios enganos, ele se torna claro de uma forma quase desconcertante.


Por isso ela nunca se esgota. Por isso ela nunca é totalmente decorada. Decorar seria reduzi-la a um objeto de posse. E esse livro não aceita ser possuído. Ele exige relacionamento. Exige retorno constante. Exige silêncio entre uma leitura e outra para que algo se assente. Exige humildade para admitir que você entendeu menos do que imaginava.


O maior enigma do jogo humano talvez não seja decifrar a Bíblia, mas perceber que ela foi construída para acompanhar o desenvolvimento da consciência humana. Ela cresce com você. Ela se torna mais exigente conforme você amadurece. Ela deixa de ser conforto infantil e passa a ser confronto adulto. Não porque muda, mas porque você muda.


Quando você entende isso, para de buscar a interpretação perfeita e começa a buscar a leitura honesta. Para de usar o texto como arma e começa a usá-lo como espelho. Um espelho que não elogia nem acusa. Apenas mostra. E mostrar, para quem realmente olha, já é transformação suficiente.


O arquiteto do universo é perfeito não porque deu respostas fechadas, mas porque criou um sistema simbólico capaz de atravessar eras, culturas, idiomas e níveis de consciência sem perder sua força essencial. Um livro que não envelhece porque fala do que permanece. O humano. Seus dilemas. Suas escolhas. Sua liberdade. Seu medo de usá-la.


Você não precisa concordar com tudo. Você não precisa entender tudo. Precisa apenas ler com responsabilidade. Sabendo que aquilo que salta aos seus olhos diz tanto sobre o texto quanto sobre você. E talvez mais sobre você do que gostaria de admitir.


No fim, o maior enigma não é a Bíblia. É o leitor e a leitora diante dela. É o que você faz com o que leu. É o que você escolhe ignorar. É o que você decide viver. O livro permanece. O jogo continua. E a consciência é o único movimento que realmente importa.

Todos os dias você constrói histórias. Mesmo quando acha que está parado. Mesmo quando acredita que nada relevante está acontecendo. Cada gesto, cada omissão, cada escolha repetida vira um traço daquilo que você chama de vida. Você deixa marcas. Algumas profundas, outras quase invisíveis. Você chama isso de legado, como se fosse algo grandioso, sólido, permanente. Mas vale perguntar com honestidade. Legado para quem?

No fim, será que algumas histórias só terminam de verdade quando finalmente encontram palavras?

Entre dois mundos


Não sou do tipo “normal”.


Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.


Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.


Acordei…
ou achei que acordei.


Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.


Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…


Nada.


Foi então que, sem entender,
olhei para trás —


e me vi.


Deitada.
Dormindo.


Havia duas de mim no mesmo espaço:


uma presa no corpo,
outra presa no quarto.


Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.


Tentei me acordar —
toquei, chamei…


mas era como tentar alcançar o vento.


Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.


Nada.


Então desisti.


Voltei para a cama.


Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:


— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.


E esperei.


Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.


Depois…


acordei.


Como se nada tivesse acontecido.


Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.


Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.


Mas entendi outra coisa:


eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…


E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.


Sempre vivi
entre dois mundos.


E, por muito tempo,
tentei negar isso.


Fingir.


Me encaixar.


Ser outra.


Hoje, não.


Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:


— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.


Ela ficou.


E, desde então,
não questiona mais —


admira.


Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.


E eu aprendi:


não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙

Minha vida é um livro aberto e foi feito para aqueles que apreciam belas histórias e não para aqueles que invejam as lindas páginas que são escritas!

"Se custa a minha paz é muito caro.
Não vivo pelas histórias contadas pelas pessoas que tentaram me derrubar e não conseguiram."