História

Cerca de 14329 frases e pensamentos: História

⁠A nossa história, meio que sem começo, conta como estamos ligados por querer a mesma coisa e mesmo assim continuamos separados só porque tememos coisas tão diferentes! Tenho medo de perder minhas asas enquanto você continua cortando as suas.

Inserida por jucsom

[ASSOCIAÇÕES ENTRE CAMPOS HISTÓRICOS: O EXEMPLO DA HISTÓRIA DA MORTE]


Os campos históricos associam-se uns aos outros, de acordo com os vários temas e recortes de pesquisa histórica. Podemos considerar, como exemplo, a História da Morte. Um historiador que esteja preocupado em coligir informações sistemáticas a respeito de uma determinada população historicamente localizada – ou, ainda mais especificamente, sobre os níveis e tipos de mortalidade desta população – estará realizando uma História Demográfica de caráter ainda descritivo, em que pese a sua importância para estudos posteriores. Poderá dar a perceber – através de gráficos construídos com informações cuidadosamente extraídas de fontes seriadas – aspectos relativos à idade média com que costumavam morrer os indivíduos deste ou daquele grupo social, os tipos de morte que mais freqüentemente sofriam (oriundas de doenças, de envelhecimento ou de violência social), os bens que costumavam testar para seus herdeiros, os valores monetários que eram habitualmente despendidos nos seus enterros, os tipos de destino que tinham seus corpos (cremados, enterrados, engavetados), a qualidade da madeira empregada nos ataúdes, a presença ou não de epitáfios, a ocorrência de extrema unção, ou sabe-se lá quantos outros aspectos que poderiam compor um panorama informativo sobre a morte na sociedade examinada.

Este seria obviamente um grande panorama descritivo, objeto possível de uma História da Mortalidade no sentido em que esta pode ser definida precisamente pela recolha deste tipo de informações. A “Morte” propriamente dita é contudo um fenômeno social. Ela gera representações, comoções, expectativas espirituais para os que irão partir e expectativas materiais para os que vão ficar. A incidência de um determinado número de mortes através da Peste Negra, comprovada para períodos como o do século XIV, pode ter gerado na época um certo imaginário, ter produzido transformações na religiosidade, ter modificado formas de sociabilidade, ter dado origem a novos objetos da cultura material (como as velas de sétimo dia ou os caixões da madeira menos nobre para atender à demanda de um número crescente de mortos). Um enterro pode ser examinado no que se refere a certos usos sociais, como por exemplo a presença de carpideiras ou a ocorrência de determinado tipo de discursos de despedida, ou ainda a forma de luto e resguardo oficialmente aceita que a viúva deverá observar para não correr o risco de transgredir as normas aceitas pelo grupo.

Os ritos, costumes, tabus, sentimentos, carências e representações gerados pelo fenômeno da morte são obviamente objetos de uma História Social, ou podem ser também objetos de uma História Cultural, de uma História Econômica, ou mesmo de uma História Política (dependendo da importância simbólica do morto). O historiador da Morte que pretenda fazer uma história que não seja simplesmente informativa ou descritiva, mas também problematizada, certamente encontrará caminhos para estabelecer conexões entre as informações numéricas ou padronizadas trazidas pelas técnicas da História Demográfica e as inferências sociais e culturais. Dito de outra forma, ele se empenhará em realizar não só uma História da Mortalidade, mas também uma autêntica História da Morte.


[trecho extraído de 'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.23-24].

Inserida por joseassun

⁠[HISTÓRIA POLÍTICA]


O que autoriza classificar um trabalho historiográfico dentro da História Política é naturalmente o enfoque no “Poder”. Mas que tipo de poder? Pode-se privilegiar desde o estudo do poder estatal até o estudo dos micropoderes que aparecem na vida cotidiana. Assim, enquanto a História Política do século XIX mostrava uma preocupação praticamente exclusiva com a política dos grandes Estados (conduzida ou interferida pelos “grandes homens”), já a Nova História Política que começa a se consolidar a partir dos anos 1980 passa a se interessar também pelo “poder” nas suas outras modalidades (que incluem também os micropoderes presentes na vida cotidiana, o uso político dos sistemas de representações, e assim por diante).

Para além disto, a Nova História Política passou a abrir um espaço correspondente para uma “História vista de Baixo”, ora preocupada com as grandes massas anônimas, ora preocupada com o “indivíduo comum”, e que por isto mesmo pode se mostrar como o portador de indícios que dizem respeito ao social mais amplo. Assim, mesmo quando a Nova História Política toma para seu objeto um indivíduo, não visa mais a excepcionalidade das grandes figuras políticas que outrora os historiadores positivistas acreditavam ser os grandes e únicos condutores da História .

Objetos da História Política são todos aqueles que são atravessados pela noção de “poder”. Neste sentido, teremos de um lado aqueles antigos enfoques da História Política tradicional que, apesar de terem sido rejeitados pela historiografia mais moderna de a partir dos anos 1930, com as últimas décadas do século XX começaram a retornar com um novo sentido. A Guerra, a Diplomacia, as Instituições, ou até mesmo a trajetória política dos indivíduos que ocuparam lugares privilegiados na organização do poder – tudo isto começa a retornar a partir do final do século com um novo interesse.

De outro lado, além destes objetos que se referem às relações entre as grandes unidades políticas e aos modos de organização destas grandes unidades políticas que são os Estados e as Instituições, ganham especial destaque as relações políticas entre grupos sociais de diversos tipos. A rigor, as ‘ideologias’ e os movimentos sociais e políticos (por exemplo as Revoluções) sempre constituíram pontos de especial interesse por parte da nova historiografia que se inicia com o século XX. Por outro lado, tal como já ressaltamos, hoje despertam um interesse análogo as relações interindividuais (micropoderes, relações de poder no interior da família, relacionamentos intergrupais), bem como o campo das representações políticas, dos símbolos, dos mitos políticos, do teatro do poder, ou do discurso, enfim. Em muitos destes âmbitos, são evidentes as interfaces da História Política com outros campos historiográficos, como a História Cultural, a História Econômica, ou, sobretudo, a História Social.


[extraído de'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.106-107]

Inserida por joseassun

⁠A História revela não os fatos como aconteceram, mas sim como querem que você pense que aconteceu. A verdadeira história acaba sendo aquela que não foi contada.

Inserida por tom_nascimento

⁠A história nem sempre é gentil com seus personagens

Inserida por danielklinsman

⁠Os homens que "criaram" o registro da história, inevitavelmente, conceberam, também, a ideia do conservadorismo. Às vezes necessitamos buscar soluções e correções aos fatos mal e mau contados.

Inserida por LuizVentura

⁠A vida é um livro de história, onde cada dia escrevemos uma nova página.

Inserida por VanderleyAndrade

⁠Você já sabe que história quer contar. Só quer ter coragem de fazer isso, certo?

Inserida por pensador

⁠Evolua!
Das fontes da postura
Saí de mim
Encontrei culpa e
O que a história não conta
Não podendo calar
Tentei rir do tédio
Entre palavras de incentivo
Caiu moedas pelo caminho
Travei a batalha
Resiliência x Paranóia
Se alguém achar perdida
A batalha desta ida
E juntar as moedas
Do caminho
Ache o que está dito
Desde o início...

Inserida por donn_william_krause

⁠No Recife Antigo, o Arco da Conceição (1673-1913), foi demolido para o desafogar o trânsito.
Lamentavelmente o progresso atropelou a história mais uma vez, assim como o trânsito.

Inserida por WILAMYCARNEIRO

a minha com a tua Palma, juntos de corpo e alma, misturando os nossos karmas; andaremos rumo a vitória, e ficará gravado nas memórias, até findar a nossa história...⁠

Inserida por sivi

⁠Quando você apareceu na minha vida, eu estava perdido no caminho da vida
Mas você pegou nas minha mãos, e me mostrou primeiramente o caminho da paixão, que fomos trilhando dia após dia, aí chegamos onde eu nunca imaginaria chegar no caminho do amor.
Caminho onde estamos indo a direção da nossa felicidade, na direção da nossa história, que já é guiada pelo coração, e direcionada pela nossas almas.
Obrigado por aparecer na minha vida e dar início a história mais linda já vivida por mim.

Inserida por seripodnanref

⁠A história nos conta !


A história nos conta que
Pedro Alves Cabral, foi quem
descobriu o Brasil.

No meu ponto de vista,
essa história está mal contada.
Pois quando ele aqui chegou,
a terra já era habitada.

Por homens valentes, guerreiros e
corajosos. Muitos perderam a vida,
mas não se entregou para escravidão.

Os português tentaram a muitos escravisar,
mas os índios corajosos, preferiam lutar.
A história esconde, mas só os cegos não ver,
que a riqueza do Brasil, ninguém pode esconder.

Me refiro aos primeiros habitantes,
que os portugueses encontrou,
tentaram calar sua voz, mas eles sempre triunfor.

⁠Na história da humanidade ficam primeiramente registrados os maiores feitos do homem que tiveram relevância tanto em nossas vidas quanto para o futuro.

Inserida por Maxwouters

Esquecer o que já vivemos é bom até certo ponto, deste ponto em diante é tentar apagar a história... História não se apaga se conta e se propaga.

Inserida por OrlandoMenottiFilho

⁠Eu penso que desistir de algo que não consiste com o que eu preciso ou almejo para o momento é liberdade para caminhar e me satisfazer mais da escrita enquanto no processo da minha própria história.
Reconhecer o que realmente é importante e persistir nas ações certas é algo que só se aprende na prática, dias após dia, experimentando erros e os acertos com resiliência.

Inserida por kbejar

⁠Fiz história e, portanto, não tive tempo de escrevê-la.

Klemens von Metternich
Mein Politisches Testament (1883).
Inserida por FilipeManuelNeto

⁠A história é um conto de esforços que falharam, de aspirações que não foram realizadas e de desejos que foram realizados, mas depois acabaram por ser diferentes do que se esperava.

Inserida por FilipeManuelNeto

⁠A maior honra que a história pode conceder é o título de pacificador.

Richard Nixon

Nota: Trecho do discurso inaugural, feito em 20 de janeiro de 1969.

Inserida por FilipeManuelNeto

⁠Prefiro ser um presidente de um mandato e fazer o que acredito ser o certo do que ser um presidente de dois mandatos e ver a América tornar-se num poder de segunda categoria ao aceitar a sua primeira derrota em 190 anos de história.

Richard Nixon
Public Papers of the Presidents of the United States: Richard Nixon, 1970. Washington: Government Printing Office, 1971.

Nota: Trecho de discurso feito em 30 de abril de 1970, em Washington.

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Inserida por FilipeManuelNeto