Hipopotamo com Alma de Anjo
Temos que aproveitar pra abraçar, beijar, afagar, falar o que sentimos às pessoas que amamos antes que seja tarde. Deixar um pouco de lado o poder, o capitalismo. Somos meros seres humanos, ignorantes, quando trocamos um um abraço verdadeiro por um pedaço de papel, um beijo verdadeiro por uma pilha de tijolos, palavras bonitas por um monte de terra!
Vai chegar um momento na vida que você vai precisar de um abraço de verdade, e uma garrafa não vai te proporcionar tal afago!
Não guardo beijos, não economizo abraços, não raciono sorrisos, não controlo os olhos. Meu peito é um espaço aberto à intensidade, onde cada batida é um convite à entrega total.
A liberdade é sentir o que arde dentro. É deixar que as chamas da paixão consumam o medo.
Não sou avarento com o amor, não sou mesquinho com o desejo, eu dou tudo, eu me dou em tudo, sem calcular o preço.
Meu coração é um território sem fronteiras onde o amor é a única lei, a única verdade. Eu sinto o que preciso sentir, eu amo o que preciso amar, e nessa entrega, encontro a verdadeira liberdade.
(“Desperdício de Alma”, de Douglas Duarte de Almeida)
A angústia surge quando a pessoa desliga-se da sua própria existência. É uma espécie de alienação do eu. Não há outro caminho para lidar com a angústia, senão através do autoconhecimento.
Seria incrível se pudéssemos mudar um ciclo como o da vida. Pra mim já é maçante a ideia de nascer, crescer, reproduzir e morrer. Na prática não é tão simples assim, os intervalos entre esses momentos são assustadoramente complexos. Algo que me sufoca, além de me deixar com uma sensação de incapacidade, é ouvir que a vida é breve. Mas é fato, então vamos simplificar - sugiro tornarmo-nos ainda mais limitados. Já que não se pode ter mais de uma vida, vamos dividir os dias em vidas. O sol me inspira a fazer isso. Vou dar-me a chance de nascer, crescer, brilhar, diminuir e morrer todos os dias. Se assim fizer, a pureza e a inocência sempre me acompanharão. Se assim fizer, descobrirei coisas novas todos os dias. Se assim fizer, serei sempre o melhor, o maior. Se assim fizer, nunca deixarei de notar o brilho dos outros. Se assim fizer, colocarei todos os dias, a sete palmos da terra, as coisas que não me fazem bem. Nunca vi o sol “triste” por ter morrido no dia anterior. Às vezes ele até se esconde atrás das nuvens, mas está sempre lá, vivo um dia após ter morrido. Nunca percebi a soberba do sol por estar acima de todos – talvez porque ele já tenha experimentado estar por baixo. E ele não permite que essa “instabilidade” atrapalhe o seu brilho-de-cada-dia. Parece que temos muito que aprender com o sol.
Era uma pena
Era uma pena
Era uma pena vazia e inflexível
Era uma pena renegada pelo tempo,levada pelo vento
Quem dera fosse de pavão ou de gavião,mas era uma pena
Tão triste era à pena.
Saudades são vidas roubadas pelo tempo.Deixando apenas uma absoluta certeza que nunca será encontrada.
Gosto de apreciar o pôr- do- sol porque me lembra fim.
Gosto de apreciar o sol- nascente porque me lembra recomeço.
Como é tão fácil julgar uma flor que brote de uma árvore espinhosa, por mais bela que pareça, mas como é difícil ter a integridade de toca-lá para ver se fere.
