Hipopotamo com Alma de Anjo
A última palavra jamais será ouvida se alma não estiver preparada para receber a Gratidão em Vida...
Alma de 17
Ela tinha 42 anos, mas sua alma dançava com a leveza e a intensidade dos 17. Juliana vivia com o coração aberto, sempre pronta para amar e ser amada. Para ela, o amor era um fogo que precisava arder sem medo, sem barreiras.
Desde jovem, sonhava com sua alma gêmea, aquele príncipe encantado que completaria sua essência. Quando conheceu Rafael, acreditou que finalmente o havia encontrado. Seus olhos brilhavam ao vê-lo, seu sorriso se iluminava com cada palavra dele.
Mas Rafael não via Juliana como ela via a si mesma. Ele não correspondia àquela paixão vibrante, aquele amor que transbordava e não se contentava com pouco. Ela sentia o vazio da ausência do seu amor verdadeiro, mas nunca fechou seu coração.
Juliana continuava a amar intensamente, sonhando e esperando. Porque sabia que a alma gêmea não é apenas alguém que aparece – é alguém que reconhece a luz da sua alma de 17 anos e decide caminhar ao seu lado.
E enquanto isso não acontecia, ela dançava sozinha, livre e cheia de esperança.
Nessa imensidão de acolhimento, que banha a alma em suaves ondas, deslizam as dores que jamais deveriam habitar nosso peito — sombras que o vento gentilmente afasta, deixando espaço para a luz florescer.
Sou apenas um vivente, que sonha, que sente...
Uma alma buscando levar a energia do amor e fazer emanar..
Caminhando sem direção, sem rumo sem intenção...
Apenas para mostrar, que eu, eu apesar de não parecer, tenho um coração...
“A solidão seria na primavera, a estação mais linda do ano. As flores desabrocham, mas minha alma não. O mundo está belo, o clima é agradável, mas meu eu interior está abalado, incapaz de admirar a estação. A solidão é bela, mas dolorosa.”
