Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
As vezes há a necessidade
de parar a mágica euforia,
das letras em descompasso,
na presente e constante melodia
Apenas guardar as palavras,
como em um ninho secreto,
acarinhando o coração,
ali dentro, o amor discreto
Porque ele é verdadeiro,
calmo, alegre e profundo,
não precisa ser posto ao vento
para ser espargido ao mundo
Receba esse documento,
como oferta de amor,
nas páginas há raiz,
um pouco de vento,
um pouco de mar
de silêncio,
e de dor
Na estrada,
há sementes de silêncio,
germinando beleza em terra fértil
Ancoras e ventos
em forma de sentimentos,
A quietude nasceu,
em pensamentos de paz
"As vezes, é preciso potencializar o texto. Através do discernimento contextual. Há ensinamentos que são vozes, repletas de significados e sentidos atuais".
§
"PI: Antropologia e sociologia da religião".
Há algo além dessa tarde?
o vento derrubou o retrato
e desconstruiu a imagem que tanto criei,
em mar de silêncio, mergulhei.
Ofereço-vos,
essa ingênua esperança,
em teu momento de desespero,
até que se aparte o medo
e haja um coração resoluto
e volte um profundo fruto
ainda haverá esperança
na morte de tudo
§
ETERNIDADE
—
Há sinais de eternidade
em tudo que vi
no céu, no mar, na luz
nos trovões, e amanheceres
no silêncio e nos temporais
Cristo revelado, exaltado
o verbo vivo entre nós!
“Há um rio que flui espiritualidade;
Entre o texto e a vida
Nessas águas, Deus fala e ensina
E tudo é poema”.
Provérbios - Tomo I
§
A fonte da manhã renova-se.
O vento sopra e as águas fluem.
Há um rio interior.
§
A vida hoje te diz
aquilo que mais precisas ouvir.
Um apelo ao ser
as riquezas ocultas e escondidas
Desperta-te, nessa manhã.
O som é um caminho
o coração nos manda caminhar
há trigos, há joios
há céus, há mar
Amaria a tuas bandeiras?
soprei na aste do barco azul
cantando as folhas
nos rios da imaginação.
"A meio da luz do sol e a terra
há oito minutos de tempo
onde a fala do vento
traz esperança à pele do ar".
Há quem se perca em busca de frases de amor,e há quem o viva sem achar palavras para poder decifrá-lo.
AUTO REFLEXÃO:
Há momentos na vida que tomamos decisões
As quais sequer sonhamos o que virá aflorar no futuro
Ai sim são momentos que muitas vezes por não ouvirmos
E só deliberarmos,
Temos a sensação que quase sempre atiramos
No próprio pé
Momento em que acordamos do sonho
E de maneira pragmática,
Ensaiamos formas mais elementares
De começarmos a entender
Que vivemos o mundo antiético, escuso onde as pessoas
Tratam melhor quem “Bem se Veste”
Os valores humanísticos, quase sempre são substituídos
Por bens Frívolos
Assim sendo, colocamos a cabeça no travesseiro e como a sentinela,
Assistimos o alvorecer
Contudo, o amanhã nos permite outra vez sonhar e sonhar...
Sonhando buscamos alçar grandes voos,
Com perseverança, atingimos o cume
Mesmo ainda descrente do semelhante
Volto a sonhar
Pois tenho comigo a certeza de que decidi com razão
Mesmo que para sanar o coração
Doravante, tudo, tudo é receita...
“ HÁ DE SE SEPARAR O TRIGO DO JOIO, EXISTEM OS GRAFITEIROS E SUAS POÉTICAS PINTURAS URBANAS. E SE INTRUSÃO OS PICHADORES E SEUS RABISCOS NEFASTOS QUE SUJAM E POLUEM OS ESPAÇOS URBANOS E SENTIMENTAIS”.
CRÔNICA AO COTIDIANO:
Há momentos que pensamos em um só instante Pluft... Jogar tudo para o alto e desaparecer... Evaporar em brumas e só!
Você ainda não se sentiu assim? Como se estivesse dentro de um quarto fechado sem entrada nem saído? Como uma roupa justa, justíssima, sob sol a pino. Feito uma gravata sufocando-lhe a respiração?
Quiçá o sapato mutilando seu quinto dedo.
É certo dizer que assim nosso mundo desaba sobre nossas cabeças deixando transparecer não ter fim todo esse sofrimento que sucumbe nosso bom humor em um contexto que propõe empatia.
Ah! Você não se liga? Ou nunca vivenciou?
Certamente és o pensamento de que as estações são mutáveis. De maneira seleta e glamurosa. Ah! Como é assustador esse nosso momento de ausência.
Ora! Quem nunca viveu esse tédio e suas maluquices em seu cotidiano de outrora?
Então, mirem-se nas Marias/Marias – Fateiras do nosso sobrevivente Araçagi que nas tardes de sexta-feira cantarolavam em suas margens enquanto lavavam seus “fatos” vendidos no dia seguinte na feira livre da “Esperança”.
Tais quais as lavandeiras do romântico Tejo, do imortal poeta português Fernando Pessoa que também foram vítimas dessa famigerada pantera austera.
Não obstante, só depois de crescidos convivemos com esse mal.
Todavia, só há um lenitivo para a cura desse Mal Agouro que assola a humanidade. Renascer... Deveras renascer.
Será? Ou quem sabe se espelhar nas Marias/Marias do Araçagi ou nas lavandeiras do Téjo que além de lavarem seus “Fatos”, deixavam fluir naquelas águas correntes seus tédios para aflorar a vida.
