Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
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A VIDA
Pr. Abílio Carlos dos Santos
A vida é qual um campo florido.
Há diversas plantas. Algumas são venenosas. Algumas são lindas.
Há os espinhos. Cuidado!
Espinhos ferem, machucam, arranham. Sentimos dor.
Luvas de proteção? Não existem.
Busque ao Senhor. Escolha o melhor caminho.
Afasta-te das ervas daninhas. Afasta-te da terra seca.
Caminhe por pastos verdejantes. Busque as águas cristalinas.
Busque a paz. Busque a Jesus.
abiliocarlos
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Abraços do Pr. Abílio... Shalon!
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A vaidade é sempre sincera. A modéstia, nem sempre.
Ninguém se finge de vaidoso. E há os que se envaidecem de sua própria vaidade.
NA VIDA HÁ COISAS QUE NOS ACONTEÇEM, E NOS PERGUNTAMOS A NOS PROPRIOS PORQUÊ??, MAS NEM SENPRE CONSEGUIMOS OBTER UMA EXPLICAÇÃO PARA ESSE PORQUÊ...
BATER EM RETIRADA
16 de junho de 1998
Vocês namoram há um tempão. No começo era aquele grude, dia e noite juntos. Aí passou a novidade. A atração diminuiu. O programa passou a ser pizza e videocassete, a dobradinha letal. Apesar de tudo, continuavam numa boa. Até que um dia você encontra um ex-colega e ele parece muito mais moço que você. Bate saudade da turma. Você descobre que está totalmente desinformado sobre os bares que abriram na cidade. Começa a reparar na quantidade de gente bonita circulando pela noite. Sua namorada reage mal quando você elogia a nova cor do cabelo dela: "você deve estar brincando, há seis meses que eu estou ruiva". Sua sensação é a de estar voltando de um coma. Você estava morto e abriu os olhos. E terá que encarar a dura realidade: não está mais a fim desse lenga-lenga. Quer bater em retirada. Terminar o namoro. E vai ser hoje.
Levar um fora é cruel. Mexe profundamente com a nossa auto-estima. Aquele que deu o fora sempre sai vitorioso de cena, pois foi ele quem escolheu esse desfecho, ele é o juiz, enquanto o outro leva um cartão vermelho sem ao menos saber por quê. Por outro lado, dispensar alguém que ainda gosta da gente também não é tarefa fácil, a não ser que se tenha a sensibilidade de um desentupidor de pia.
Não é o caso do nosso convalescente do coma. Vai ser hoje, ele disse. Mas existe alguma maneira indolor de dar uma notícia dessas? Ele passa a tarde maquinando. Deixar esfriar e não atender mais os telefonemas é uma tática boa, mas demorada. Tem que ser hoje, ele encasquetou.
Cruzar na frente dela com outra garota. Cruel demais.
Mandar recado através de um amigo. Covarde demais.
Pedir um tempo. Cretino demais.
"Nosso amor subiu no telhado". Ela vai jogar uma garrafa na sua cabeça. Dizer que você sofre de uma doença terminal e não quer que ela sofra assistindo o seu fim. Dizer que seus pais acham você muito moço para se amarrar. Dizer que ela é boa demais pra você, merece um cara melhor. Dizer que você finalmente descobriu sua vocação: vai ser padre. Dizer que só agora deu-se conta que é gay. Tempo esgotado: são sete e meia, hora de bater o ponto na casa da sogra. Vai ser hoje.
Blim-blom. Entra, Augusto. A Rita não está mas deixou esse bilhete pra você. "Guto, não quero te magoar mas não tem outro jeito. Nosso namoro deu o que tinha que dar, foi bom enquanto durou. Somos jovens demais para nos acomodar, o mundo está chamando lá fora. É hora de conhecermos outras pessoas, inclusive a nós mesmos. Te cuida".
Foi mais fácil do que você pensava. Agora volte pra casa, tranque todas as portas e abra o gás.
Poema Intencional
Há em cada substância a sua negativa
e a possibilidade de processo.
Processo inexorável a ir ao fim
meta a ser de pão e flores:
A rosa será uma outra rosa
e nós já não seremos
vejo nos olhos tristes
um filho possível
vejo na árvore antiga do parque,
uma cadeira, uma muleta, mas sobretudo um aríete
descubro na boca angustiada
o hino pronto e pesado:
é inevitável o acontecimento
mas procuro ser um elemento,
Carrego em mim a utilidade
sei que posso dar existência
e na minha total renúncia
utilizo-me para um bem maior:
tenho que colher a rosa
e transformá-la
tenho que possuir Maria
e dar-lhe um filho
tenho que transformar a árvore do parque
em cadeira, em muleta mas, sobretudo em aríete.
Há certos sentimentos que são impossíveis de mostrar em palavras, que são impossíveis de se passar para o papel, este é muito mais do que o amor, é muito mais do que a palavra mais bela deste mundo. E só eu sei e sinto por você.
Há os amigos de verdade e os sociais. Os de verdade, nos defendem e os defendemos. Os sociais são os que falam mal da gente. E a gente, deles.
Se tudo está certo mesmo assim
A incerteza existe
Se existe a pureza mesmo assim
Há falta da inocência
Se existe alegria mesmo assim
Alguém sempre chora
Se existe a esperança muita gente não espera...
Eu sou um espelho, e tudo o que há de mais sincero em mim sempre será o reflexo do que há de mais sincero em voce.
NEM TUDO QUE BRILHA É SOL
Há dia em que acordamos com os primeiros raios de sol brilhando na janela, os pássaros em um bailado de sons, orvalho brilhando entre as flores. E na solidão do meu carro, em meus próprios pensamentos, entre um semáforo e outro, a espera por um verde brilhante, e por um instante em um desvio de pensamentos, crianças dançando entre os carros, pés descalços, fuligens do asfalto, cabelos embaraçados, rostos miúdos, crianças malabaristas do asfalto, com os olhos brilhando a espera da moeda.
Moeda!
Moeda brilhante que a índia com seu filhinho mendigam na esquina, um indiozinho de pele vermelha, mãos pequenas a espera de algo,
O que!
Nem ele sabe, ah se soubesse que á quinhentos anos sua família já fora dona desta terra chamada Brasil.
Ah, se ele soubesse!
O que o homem fez com o homem, escravizou, matou em nome da fé, tomaram sua vida, seu rio, seu peixe, sua dignidade, em troca de desculpa, lhe ofertou uma homenagem “O dia do Índio”.
Ah! Indiozinho o que fizeram com você, fica ai a espera do brilho da moeda. Moeda que o velho sentado em seu orgulho, cabelos brancos, rugas que lhe revelam a idade, olhos que passam olhos que não querem enxergar, ouvidos que não querem ouvir. Velho, anônimo ao olhar alheio, quantas coisas viveu, quantas coisas estes olhos cansados enxergaram, quantas histórias tem para contar, quantas moedas para levantar-lhe.
Moeda que a mãe tenta ganhar, com seu carrinho de doce, para o leite comprar, e seu filho sustentar.
Leite!
Leite, que os homens com suas fardas azuis autoritárias não a deixam ganhar, com os olhos brilhando, uma lagrima eu vi rolar.
Ah! Mãe como queria te ajudar, mas acovardando-me em meu mundo, de semáforo em semáforo em meus próprios pensamentos.
O brilho do sol vai dando lugar ao brilho da lua, os pássaros fazendo seu último bailado, e eu, no conforto do meu lar, a espera do sol voltar, para minha janela brilhar.
Há algo em sua voz, que faz com que eu queira me perder. Há algo em seus braços, que faz com que eu queira te sentir. Há algo em seu olhar, que faz com que eu queira te desvendar. Há algo, em ti, que me faz despertar, que me faz te querer, que me faz te tocar. Há algo em ti, que me faz querer te viver. Há algo, dentro de mim que te tem. Há algo em ti, que me possui. Há algo, bem mais além, de mim e de ti, que te prende a mim, que me prende a ti.
Há os que dizem que ninguém é insubstituível.
Que quando chega, a morte nos apaga e apaga
nossos rastros mais cedo ou mais tarde.
Nossa condição de ser insubstituível prevalece
por pouco tempo e nos tornamos apenas
reproduções de som e imagem,
ou palavras mortas sobre o papel ou sobre a pedra,
nos livros de história, nos museus.
Quando desaparecemos, o que fazíamos poderá
ser feito por outros, o que dizíamos poderá
ser dito por outros.
Pronto, tudo resolvido.
A vida continua, o mundo continua a girar.
Verdade?
Mentira.
Não há dois dias iguais.
Um sucede o outro, mas não o substitui.
Porque cada dia é único.
Assim como na sinfonia, onde uma nota sucede
outra, mas não a substitui, sempre seremos
sucedidos nunca substituídos.
Porque nossa vida é única.
Porque cada pessoa é única.
Porque tudo o que geramos revela a nossa autoria,
como se fosse assim uma especie de marca.
Indelével, singular.
Um filho, um livro, um quadro, uma idéia,
um sentimento, uma palavra.
"Cada um de nós pode ser insubstituível.
Ser insubstituível, sim, por que não?
Um ser insubstituível não por arrogância,
nem por posses, nem por dotes físicos ou intelectuais.
Ser um insubstituível ser, simplesmente pelas emoções
criadas e pelos valores agregados em sua volta.
Ser um insubstituível seja pela renúncia à mediocridade,
pela fuga do vazio, pelo abandono da irrelevância.
Poderíamos ser todos insubstituíveis seres,
pela energia positiva que transmitimos às outras pessoas,
pela vibração produzida por nossos sentimentos,
pelos nossos exemplos e atitudes, pelo nosso esforço
admirável de passar por esta vida deixando marcas de
excelência, como se fossem rastros de luz.
Sejamos todos insubstituiveis.
Eu para você e você para mim.
Uns para os outros.
Cada um para todos
Ninguém está só
sempre há um caminho para se caminhar
sempre há um pôr-do-sol para se ver
e um luar para não se esquecer...
sempre há palavras novas para ouvir
músicas para se descobrir
emoções e momentos para se viver...
há sempre um dia novo para amanhecer
uma nova estrela que pode nascer..
Há um grande dia
Um dos primeiros sentimentos encontrados
Do que vai da vida à morte
Tão depreciado
Mas é o mais importante para este poeta
Neste dia não estarei entre vocês
Mas meu coração vai estar
Grande São Paulo sofrerá minha ira
Mas neste dia
De grande amizade desejo e maior benção do ano
Sabe porque há grama em alguns parques e praças no Brasil? Somente para eles porem aquela placa ridícula: "É Proibido Pisar na Grama"!
Há quem, de tão humilde, aceita "resignado" ser apenas o máximo... Até criarem grau superior ao máximo!
