Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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⁠O Limiar

No limiar, onde o tempo hesita,
o vento não sopra e o silêncio grita,
há um abismo entre o que fui
e o que, talvez, nunca serei.
Ali, os dias se dobram em espelhos,
refletem rostos que nunca usei,
são máscaras deixadas pela alma
no altar daquilo que não ousei.
No limiar, a luz é frágil,
um fio tênue entre o claro e o escuro,
e os passos ecoam no vazio
como perguntas sem futuro.
O que há além? Um nome? Um rosto?
Um eco que devolve a vida ao posto?
Ou apenas o silêncio denso,
onde tudo cessa, até o intento?
No limiar, encontro-me nu,
despojado de sonhos, de medos, de véus.
Sou pó, sou tudo, sou nada,
um grão perdido entre céus.
E quando cruzo, se cruzo,
não levo certezas, mas sinto o pulsar:
um suspiro que rasga o infinito
e deixa o agora se perpetuar.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Vertigem do Nada

Há um buraco no centro do peito,
não é dor, não é falta, é vazio.
Um eco que grita sem nome, sem rosto,
um abismo que engole o que antes era rio.

As estrelas são olhos mortos no céu,
testemunhas frias daquilo que somos:
poeira sem rumo, sem forma ou destino,
fantasmas que ao nada vagando retornam.

O tempo, carrasco sem face ou clemência,
sussurra promessas que não pode cumprir.
Cada instante é um fardo, uma farsa,
um passo mais perto do eterno cair.
E quem sou eu neste vasto deserto,
senão sombra que sonha ser luz?

Um verbo calado, um silêncio sem versos,
um grão de areia que o vento conduz.
Procurei na matéria, no espírito, no verbo,
mas o Nada me encara, imóvel, voraz.

Sou apenas o medo vestindo a esperança,
um eterno adeus a tudo que jaz.
Se há sentido, ele dança no escuro,
esquivo, risonho, a zombar do querer.
Mas na borda do abismo, ainda respiro,
porque mesmo no Nada, há ser.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Eu sei

Eu sei,
que você é tudo que tenho,
e não há engenho intelectual quando digo isso.

Ao acordar, quando lhe sirvo o café,
sinto que o dia só começa
quando seu olhar repousa em mim.

Ah, meu anjo,
minha sorte,
meu guia neste escuro existir.

Quis voltar ao poeta simples de outrora,
livre do peso das palavras pensadas,
mas já não sei ser sem sentir.

Inserida por EvandoCarmo

O Fardo da Condição Humana

Não há um porto seguro, não há um abrigo que nos acalente por completo. Vivemos à deriva, arrastados pela correnteza do cotidiano, sem jamais realmente tocar terra firme. Como se a própria vida fosse uma maré que nunca pára, um ciclo imenso e vazio que nos envolve e, na maior parte do tempo, nos devora sem que percebamos.

O medo não é o que nos torna fracos, mas sim a crença de que podemos escapar dele. Todos tememos algo, mas poucos têm coragem de encarar o que se esconde sob a pele da nossa existência. E é esse medo que nos faz humanos, que nos prova a todo instante que não somos feitos de certezas, mas de erros, falhas e escuridão.

É fácil olhar para o outro e ver as suas fraquezas como se fossem distantes das nossas. Fácil julgar e criticar, mas mais difícil é olhar para dentro e aceitar que somos feitos da mesma substância de erros, de arrependimentos e de noites sem fim. As palavras que nos ferem, as promessas que nunca se cumprem, os silêncios que gritam mais alto que qualquer argumento – tudo isso é parte de um jogo que jogamos sem saber as regras.

O tempo não nos perdoa, ele nos esmaga lentamente, como se cada segundo fosse uma rocha rolando morro abaixo, levando-nos em sua descida sem retorno. E, quando olhamos para trás, não conseguimos ver as nossas escolhas, apenas os rastros deixados por elas, como se estivéssemos sempre na iminência de algo que nunca chega.

Aos outros, oferecemos uma imagem de quem gostaríamos de ser, mas a verdade é que todos escondemos algo. E a tragédia está naquilo que nos recusamos a ver em nós mesmos, naquilo que preferimos ignorar e enterrar, como se os erros e os pesadelos pudessem ser apagados com um simples aceno. Mas a realidade é outra, e ela nos espreita na forma de cada detalhe esquecido, de cada sorriso que disfarça a dor.

A vida, como o dia que termina e a noite que nos envolve, é um ciclo de contradições. Amamos, mas também odiamos. Buscamos a paz, mas somos afligidos pela guerra interna que não cessa. Tentamos compreender, mas, no fim, somos todos prisioneiros da nossa própria ignorância.

E o mais triste é que, ao final de tudo, o que realmente nos define não são as vitórias, mas a capacidade de sobreviver ao caos. Somos feitos de caos, somos feitos de erro, somos feitos daquilo que somos incapazes de aceitar. E, no entanto, seguimos. Porque, no fim, talvez o que nos sustente seja essa esperança – que, como todas as esperanças, também é uma ilusão.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O ÚLTIMO HOMEM LÚCIDO

Há um homem que caminha
sem pressa, mas sem lugar.
Ele não tem casa, não tem templo,
nem tem vontade de rezar.

Carrega nos olhos o peso
de quem entendeu cedo demais
que viver é transitar entre enganos,
e amar, um luxo dos incapazes.

Recusou o conforto das crenças,
o colo das certezas vendidas,
preferiu o frio da dúvida,
a vertigem das palavras não ditas.

Enquanto o mundo se distrai
com espelhos e ilusões de poder,
ele sussurra perguntas antigas
que ninguém mais quer responder.

"Quem sou eu?" — ninguém responde.
"Pra onde vai o tempo?" — silêncio.
No teatro da existência,
ele é o ator sem texto, sem lenço.

Não é herói, nem mártir, nem vilão.
É só alguém que não dorme,
porque vê demais, sente demais
e já perdeu a fome.

Mas ainda canta, às vezes,
não por alegria ou fé.
Canta porque o som da própria voz
é tudo o que lhe resta em pé.

Inserida por EvandoCarmo

Fragmento de Alguém

Não há começo.
Há restos.
O que ficou depois que a vida passou
e os olhos ficaram presos à janela.

Não é nome o que se carrega,
mas marcas —
de amores que queimaram antes de aquecer,
de palavras ditas tarde demais,
de silêncios que falaram por nós.

Já se imaginou inteiro,
quando a juventude ainda ardia
e alguém dizia que o tempo era um engano
e amar, uma vertigem sem rede.

Depois, aprendeu a ternura dos gestos mínimos.
O chá servido com mãos que tremem,
a música baixa que cobre a ausência,
o toque que não exige, mas ampara.

Não se busca memória.
Busca-se não sumir.

Não se deseja contar,
mas apenas soprar os cacos
de quem ainda respira entre ruínas.

Não se sabe terminar.
Nem os versos.
Nem os dias.
Nem a si.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Sobre crescer e sobreviver

Se desejamos crescer, é preciso romper barreiras.
Não há como florescer na inércia.
Não se cresce abraçado ao vitimismo, nem ancorado na conformidade.
E, sobretudo, não se cresce com medo.
Medo de desagradar, de falhar, de ser mal interpretado —
o medo de não caber na expectativa alheia é uma prisão disfarçada de prudência.

Li, certa vez, que especialistas recomendam um exercício simples, mas profundo:
escrever o que se pensa.
Colocar no papel a imagem de quem queremos nos tornar.
Construir-se em tempo real, com palavras como tijolos e sangue como argamassa.
Eu fiz isso. A vida inteira.

Construi um império de sonho.
Mais de 40 livros.
Cada um deles foi uma escada plantada no escuro.
Sem eles, talvez eu fosse um anônimo completo —
um homem comum, apagado por dentro.

Mas é importante dizer: isso, por si só, não significa sucesso.
Não falo de vitórias públicas.
Falo de sobrevivência.

Escrever foi meu modo de não desaparecer.
Foi minha maneira de resistir ao apagamento interior que ameaça todos os que sentem demais.
Transformei em palavra aquilo que o mundo tentava silenciar em mim.
E isso, por mais que não me tenha dado aplausos ou riqueza, me deu algo ainda mais raro:
consistência.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A colheita vem sempre após o plantio; sempre nessa ordem e não há como ser diferente.

Inserida por Eraldocunha

Não é necessário ficar muito à mostra para ser visto ou lembrado. Há muitas coisas que podemos fazer que jamais seremos esquecidos.

Inserida por Eraldocunha

A gente, às vezes, não se desenvolve porque há muitas pessoas que fazem elogios apenas por conveniência.

Inserida por Eraldocunha

Há muitos psicólogos e psiquiatras na terra e eles não conseguem mudar as pessoas como profissionais, porque não estão conectados com o único Cabeça do universo e Médico das almas -- Jesus.

Inserida por HelgirGirodo

Há pessoas não salvas que possuem muito prestígio social, dinheiro em abundância e vastos amigos, porém não são felizes, visto que sua riqueza não é a espiritual.

Inserida por HelgirGirodo

Não há temor diante de Deus, quando o homem começa
a elevar suas próprias histórias acima do Seu propósito.

Inserida por HelgirGirodo

Há pessoas que dão opiniões em tudo, quando elas mesmas não conseguem trancar a boca para aprender com o silêncio das outras.

Inserida por HelgirGirodo

Não há limite para escrever livros, porque a Bíblia é a fonte inesgotável de bênçãos e da excelente autoestima para viver uma vida bem-sucedida.

Inserida por HelgirGirodo

Quando Deus se une a um rei não há povo que suporte sua perseguição ou disciplina.

Inserida por HelgirGirodo

Não há aluno sem professor, pois a educação vem de berço.

Inserida por HelgirGirodo

Não há soluções espirituais para as famílias dos ricos, porque a riqueza e o dinheiro delas são deuses que só acrescentam males, separações, tristezas e desavenças constantes.

Inserida por HelgirGirodo

Não há riqueza na terra que pague pela redenção da minha alma, porque um só foi o mais pobre e o mais rico do universo, Jesus.

Inserida por HelgirGirodo

O único que garante sua felicidade, perfeição e eternidade para os Céus, é Jesus e não há outro.

Inserida por HelgirGirodo