Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
"Há certas coisas que não devem ser ditas, e quando são ditas, o preço que se paga é muito mais alto que se pagariam estando em silêncio."
“Princípios não se negociam. É melhor morrer com honra do que viver como um covarde. Não há mérito nem orgulho em viver uma vida que não lhe pertence.”
Há amores que não se anunciam, mas se reconhecem no olhar que se encontra. O meu não pediu licença, apenas se fez presente, como a certeza que não precisa de provas. Em você, descobri que o infinito não é uma distância, mas um instante compartilhado. E é nessa simplicidade, no ato cotidiano de escolher você de novo a cada manhã, que mora a mais profunda das declarações. Não prometo eternidades, prometo presença. E que a nossa história seja escrita na calmaria de um sentimento que não precisa de testemunhas para ser verdadeiro.
Não há vitória no confronto com quem um dia foi seu abrigo; a única vitória real é a paz da distância.
A viúva não tinha filhos. Sua fidelidade parecia moldada em ferro. Sem o marido há dez anos, trazia a bíblia gasta como única herança. O dízimo era sua prioridade absoluta. Apertava o orçamento da pensão mínima. Pulava refeições cotidianas. Mesmo assim, a igrejinha do bairro recebia suas notas amassadas pontualmente. Todo início de mês era igual.
Até que o corpo cansou. Uma pneumonia severa a acamou. Roubou-lhe as forças e a voz. Sem conseguir andar, a idosa olhou ao redor. Só encontrou o deserto absoluto. Nenhuma mulher do círculo de oração bateu à porta.
O único que estendeu a mão foi o vizinho ao lado. O jovem usava roupas coloridas. Tinha trejeitos que o líder usava como exemplo de erro no altar. Era alvo de sussurros maldosos na calçada do templo.
Nas primeiras semanas de cama, a senhora preocupou-se com a obrigação religiosa. Apontou com o dedo trêmulo para a caixinha de madeira. Ali guardava o dinheiro suado. Sem julgar, o rapaz pegou o envelope. Sabia da escassez da idosa. Tirou do próprio bolso o triplo daquele valor. Colocou tudo dentro do papel.
Ele foi até a igreja. Suportou os olhares de nojo da liderança no fundo do salão. Entregou a contribuição dela e saiu. Fez isso três vezes seguidas.
No quarto mês, o estado de saúde agravou-se. A mulher já não falava. Comunicava-se apenas pelo brilho marejado dos olhos. O rapaz percebeu a realidade. Notou que o sagrado não morava no gazofilácio daquele templo. Parou de enviar as notas.
Usou cada centavo para comprar os remédios caros. Comprou fraldas geriátricas e sopas batidas. O jovem limpava o suor da testa da senhora. Trocava seus lençóis com paciência. Segurava sua mão nas noites de febre alta.
Enquanto isso, o banco dela na igreja permanecia vazio. O silêncio da liderança era ensurdecedor. Nenhum clamor aconteceu. Nenhuma visita foi feita. Nenhum telefonema ocorreu. A ausência do envelope cancelara a existência daquela ovelha.
Meses depois, a viúva estava em lenta recuperação. O rapaz cruzou com o líder em uma avenida movimentada. O homem caminhava em seu terno bem cortado. Carregava uma pasta de couro luxuosa. Ao avistar o jovem, o religioso tentou desviar o caminho. O rapaz postou-se à sua frente.
O homem engoliu em seco. Tentou manter a pose formal. Disparou o jargão conhecido:
— A paz, rapaz. Como vai a nossa irmã? Estamos orando por ela. Ela sumiu. Até a tesouraria sentiu a falta dela.
O jovem não gritou. O tom de voz foi baixo e cortante. Parou o tempo ao redor:
— O senhor sentiu falta da contribuição. Nunca da mulher que a entregava. Há meses ela perdeu a voz. Há meses o prato dela é garantido por quem o senhor condena no altar. Enquanto o senhor preparava sermões sobre o amor, eu limpava a urina dela.
Ele respirou fundo e continuou:
— Enquanto suas ovelhas puras se afastavam com medo da doença, o rejeitado aqui alimentou a viúva que sua teologia descartou. O dízimo dela não foi cortado. Ele só mudou de endereço. Deus cansou de financiar o seu teto de gesso. Ele desceu para comprar remédios. Passe bem.
O homem permaneceu estático na calçada. Ficou com a boca semiaberta. Foi engolido pelo peso da própria insignificância. O rapaz deu as costas. Voltou para a casa simples. Ali o verdadeiro culto acontecia. No silêncio de um quarto que cheirava a desinfetante e amor puro.
"Há dias em que acordamos muito motivados, e outros não. Dias em que queremos ver a luz do sol e a beleza da vida; outros em que preferimos ficar mais a sós, calados e pensativos. Não sei como está sendo o seu dia hoje, mas confie: vai dar tudo certo. Coisas boas acontecem para aqueles que não desistem de lutar."
Não encontro razão alguma para não comparar a política ao que há de mais ignóbil, pois nela mesma já transborda a imundície que a define. (Furucuto, 2025)
"Há amores que não precisam vencer a distância para provar a sua força; basta-lhes transformar a saudade na mais fiel companhia do coração."
(FURUCUTO, P. D., 2026).
Enxergue a sua própria companhia como um privilégio, e não como um sofrimento. Não há lugar em que se pode ficar mais a vontade do que consigo mesmo.
Há situações que iremos enfrentar em que não adianta apenas jejuar ou orar para que elas não aconteçam — elas fazem parte do propósito de Deus. José foi parar na prisão acusado injustamente, e Daniel foi lançado na cova dos leões justamente por orar. Mas em cada uma dessas situações, Deus foi glorificado, pois “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28)
Se você foi boa companhia e conselhos enquanto recebeu apenas injuria, não há por que se magoar ou vingar, apenas se afastar e deixar sucumbir na própria ignorância deve ser mais que o suficientepois, é típico dos tolos considerar a voz do bom conselheiro como algo que lhes priva da liberdade.
Por que questionamos os porquês da vida se, quando ela nos responde, é porque não há necessidade de perguntar por quê?
"Onde Cristo habita, não há espaço para o rancor ou o ódio. Sua presença é manifesta por meio do amor, da paz e da alegria."
"Para quem não me compreende: 'Não há dinheiro que valha a minha privacidade, o meu sossego, a minha paz!"
"Há pessoas que não querem enxergar nem ouvir as verdades na vida. No entanto, quando alguém ousa alertá-las sobre o que está errado, elas lhe puxam a faca, com medo de encarar a realidade."
Muitas vezes, afastar-se não significa romper o afeto, mas mudar o laço de lugar. Há separações que acontecem apenas na geografia dos dias, onde cada um segue para cuidar das suas escolhas, da sua sobrevivência e da sua própria colheita. A afinidade diária pode até silenciar, mas o respeito e a amizade verdadeira permanecem intactos, guardados em um altar sagrado na memória. Entender que o outro mudou de rumo sem mudar o que fomos um para o outro nos permite torcer de longe, sem cobranças ou melancolia. A vida nos distancia nos passos, mas o amor maduro sabe que algumas almas continuam unidas pelo fio invisível da gratidão, não importa quão longe estejam.
Sou inteira
não há fronteira
entre a vida pessoal e o trabalho.
O tempo me pede cuidado:
distinguir o urgente
do importante.
Pergunto a mim mesma:
até onde quero ir
ao custo do esgotamento?
De que vale consumir mais,
se o preço
é a saúde ou a sanidade?
Antes que a natureza imponha sua resposta,
preciso aprender
a impor a minha.
