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Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Recoloca no contador um desejo: abre-o; em seu lugar, encontrarás uma desilusão.

Os homens animados por uma fé comum nada têm feito mais depressa senão exterminar aqueles que pensam de modo diferente, sobretudo quando a diferença é muito pequena.

Uma boa recordação talvez seja cá na Terra mais autêntica do que a felicidade.

A ação é uma loucura passageira.

A vida parece uma doença porque avança por crises e deterioração progressiva e tem melhoras e agravamentos quotidianos. Porém, ao contrário das outras doenças, a vida é sempre mortal. Não admite tratamento.

É um argumento dos aristocratas, esse dos crimes que uma revolução implica. Eles esquecem-se sempre dos que se cometiam em silêncio antes da revolução.

O que menos importa a uma mulher é que o seu vestido agrade aos homens; ela veste-o para outras mulheres, e a inveja destas é a aprovação que mais lhe agrada.

Faça de tudo uma vez... E o que mais gostar, faça duas, três...

Todos os homens fecundos da natureza se desenvolvem de uma maneira egoísta; o altruísmo humano, que não é egoísta, é estéril.

Talvez ninguém possa ser poeta, ou mesmo apreciar a poesia, sem uma certa perversão da mente.

O amor é a única paixão que se paga com uma moeda que ela mesmo fabrica.

Rosto no vidro
uma criança eterna
olha o vazio

O mundo muda constantemente, e, na Natureza, / ser constante seria uma inconstância.

A honestidade é uma cor delicada, que teme o ar.

Uma circunstância imaginária que nós gostamos de acrescentar às nossas aflições é acreditar que seremos inconsoláveis.

A poesia é uma doença cerebral.

cada haikai
uma nova peça
num quebra-cabeça sem fim

Uma obra de arte é um canto da criação visto através de um temperamento.

A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina.

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.