Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas,
mas, como eu não era comunista, eu me calei.

Quando vieram atrás dos sindicalistas,
como eu não era sindicalista, eu me calei.

Quando prenderam os social-democratas, eu me calei;
eu não era social-democrata.

Quando prenderam os judeus,
eu me calei; eu não era judeu.

Quando vieram atrás de mim,
não havia mais ninguém para protestar.

Martin Niemöller

Nota: Trecho de sermão do pastor alemão que posteriormente inspirou o texto atribuído a Bertolt Brecht.

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Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo.

Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.

Frida Kahlo
O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

Não deve haver limites para o esforço humano. Somos todos diferentes.

(Stephen Hawking)

A Teoria de Tudo

Nota: frase do filme "A Teoria de Tudo"

Eles não são você!
Ignore-os para que eles vejam que você não é atingido por eles.

Quanta mudança alcança o nosso ser. Posso ser assim, daqui a pouco não. Posso ser assim daqui a pouco? Se agregar não é segregar. Se agora for, foi-se a hora. Dispensar não é não pensar. Se saciou, foi-se embora. Quanta mudança, daqui a pouco... Se lembrar não é celebrar. Dura-lhe a dor, quando aflora. Esquecer não é perdoar. Se consagrou, sangra agora. Tempo de dar colo, tempo de decolar. O que há é o que é e o que será, nascerá. Nasss... será? Reciclar a palavra, o telhado e o porão. Reinventar tantas outras notas musicais. Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão. Ser essência, muito mais. Ser essência muito mais. A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais. Se lembrar de celebrar muito mais. A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência. Não acomodar com o que incomoda. Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade, vou me embreagar de tristeza. Bendizendo ela vira beleza. Gentileza gera gentileza.

Meu coração tem sempre tantos questionamentos, porém meus olhos não perguntam nada.Por isso de vez em quando, “fecho os olhos pra não ver passar o tempo”.
Nasci com três vidas. Uma longa para os meus amores, outra média para a minha imaginação e uma, a mais breve, para mim.Apesar do desespero que é amar, o amor é sensacional.Embora a imaginação nem sempre possa se materializar, imaginar é extraordinário.E ainda que a vida tenha um fim, viver vale a pena por causa do mistério do sim.
Lá parece sempre melhor do que aqui.Mas quando vou lá quero estar aqui e quando estou aqui quero voltar para lá.Sonho que um dia o lá se torne para sempre o meu aqui...

Não me alimento de quases. Não me contento com a metade. Não serei sua meio amiga e nem te darei meu quase amor. É tudo ou nada, não existe meio termo.

(...) saudade daquilo que fui e, sei, não sou mais e nunca mais voltarei a ser. Mais logo afasto essas coisas da cabeça. Só trazem tristeza, reavivam coisas que eu não queria mais sentir. Essas lembranças passam pela cabeça sem se deter. São humildes, parecem esperar um aceno para caírem sobre mim. Quase nunca faço esse aceno; ela desaparecem, deixando um gosto e um cheiro muito leves de poeira, armário aberto depois de muito tempo, lençol limpo, café preto com broa de milho.

O tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003

Nota: Adaptação de trecho da crônica "O Centro das Atenções", originalmente publicada na coluna de Martha Medeiros, no website Almas Gêmeas, a 23 de abril de 2001, e posteriormente incorporada no livro "Montanha Russa". O pensamento pertence originalmente a Ludwig Marcuse.

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Eu vou deixar pra lá, fingir que esqueci, agir como se não importasse. O que é verdadeiro volta. E quem tem que ficar, fica.

Os tempos não se tornaram mais violentos. Apenas se tornaram mais televisivos.

No mundo, se você não se colocar lá em cima, os outros passam por cima sem dó nem piedade. Quem espera valorização dos outros, fica sempre por baixo. É você que tem de se valorizar.

Zíbia Gasparetto

Nota: Livro Se Abrindo para a Vida

No momento, eu sei que não valho a pena
Se me der um tempo, eu consigo melhorar
Me dê um tempo enquanto eu melhoro
Está perdendo a paciência, garota, e eu não te culpo
A Terra está em rotação, você está me esperando

A paixão e o amor não exigem a humilhação, exigem respeito e cumplicidade.

Não me procure pelo mundo, procurará em vão.
Nem me procure no corpo de outras mulheres.
Nem tão pouco na multidão sem vida ao seu redor.
Nem no silêncio das madrugadas.
Nem no milagre do amanhecer.
Não me procure.
Pois estou dentro de você, em sua alma, em seu ser.
Sou essência, sou como o pulsar de seu coração.
Constante...rítmico...eterna enquanto você viver...
E aí estarei até seu último dia.
Porque eu me perdi em você e você se perdeu dentro de mim.

O caminho que eu escolhi é o do amor,
Não importam as dores, nem as angústias.
Nem as decepções que vou ter que encarar,
Escolhi ser verdadeira.
No meu caminho, o abraço é apertado.
O aperto de mão é sincero,
Não estranhe a minha maneira de sorrir.
De te desejar o bem!
Não estranhe se eu me emocionar
com a sua história!
Se eu chorar junto com você!
Afinal de contas, sou um ser humano,
Que fez a opção pelo bem!
É assim que eu enxergo a vida!
É só assim que eu acredito,
que vale a pena viver.
Viver com emoção!
Com verdade!
Viver com amor!
Viver com o coração!

Paulo Roberto Gaefke

Nota: Trecho adaptado de um poema do autor.

Você está tão ocupada sendo você mesma que não faz ideia de quão absolutamente sem igual você é.

John Green
GREEN, J. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012

A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que, no íntimo da alma, sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.

Talvez a gente goste da dor... Talvez sejamos feitos assim... Porque sem ela, sei lá... talvez não a gente não se sentisse real... Como é aquele ditado? "Por que eu continuo a me bater com um martelo?" É porque me sinto bem quando eu paro.