Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
"Todos temos o bem e o mal dentro de si, mas o que realmente importa não são as semelhanças e sim as diferenças."
Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração todinho. Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé.
Mente suicida.
E a menina chora, chora e chora e seu travesseiro já não suporta mais. Ela aperta a coberta na boca para que seus gritos fiquem abafados. As lágrimas queimam, não o seu rosto mas sim seu coração. Tudo parece pegar fogo dentro dela, enquanto a sua imagem jogada ao chão quase sem vida não sai da sua cabeça. Ela solta o edredon e com força aperta as unhas em suas pernas, até não conseguir mais. E depois de lutar muito contra sua mente suicída, ela dorme. A menina faz isso todos os dias, na esperança de um dia, poder dormir para sempre. Na esperança dos machucados sumirem. Na esperança da paz.
O que importa não é o que acontece, mas como você reage.
Nas garras ferozes das circunstâncias não me encolhi nem fiz alarde do meu pranto. Golpeado pelo acaso, minha cabeça sangra, mas não se curva. Longe deste lugar de ira e lágrimas só assombra, o Horror da sombra. Ainda assim, a ameaça dos anos me encontra, e me encontrará sempre, destemido. Não importa quão estreira seja a porta, quão profusa em punições seja a lista. Sou mestre do meu destino. Sou capitão da minha alma.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um.
Nota: Trecho da crônica Sugestões para atravessar agosto, publicada originalmente no jornal "O Estado de S. Paulo", em 6 de agosto de 1999.
...Mais"Não quero ser a introdução ou a conclusão do livro de sua vida,
ficaria feliz em ser apenas um capítulo inesquecivel e perfeito do
qual você leu e jamais esqueceu..."
Mas o único que ele não conseguiu matar... foi o irmão. Um homem que chorou lágrimas de sangue, que teve que jogar fora as emoções para matar todos os seus parentes e amigos... Não teve coragem de te matar. Você entende o que isso significa?
Eu nunca te pedi pra mudar, não por mim. Se um dia tivesse que mudar, teria que ser por você, acima de qualquer coisa. Eu queria apenas um pouco mais de atenção, e quem sabe, um pouco mais de carinho. Eu sei é o teu jeito. Mas saiba que me irrita, quem se esconde atrás dessa fala. Dizem que quando se gosta de algo ou alguém, a gente cuida, protege, quer estar perto, fazer parte da vida. Mas esse não foi o nosso caso. Eu aqui, trocando prioridades, te dando atenção e carinho, a ponto de fazer com que meus amigos sentissem ciúmes de ti. E você aí, no seu mundo. Dizendo que esse é o teu jeito. Dizendo que cuida e gosta da sua maneira.
Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória! Seja o vosso trabalho uma luta! Seja vossa paz uma vitória!
POEMA DA DESPEDIDA
Não saberei nunca
dizer adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo.
Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio
que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno.
Despedida (II)
Ao dizer, te amo
não estarei mentindo,
mas partindo,
pois, quanto mais te quero,
mais longe eu me sinto.
E, creia que não minto
te amo.
Estarei te amando
quando dizer
adeus.
E meus olhos
molhados
te dirão – querida.
Saberás então
que tentei cruzar
o abismo, mas caí.
Caí no vazio
da solidão,
desse passado,
dessa angustia
de saber que somos dois
e jamais seremos um.
Adeus amor,
ilusões,
felicidade.
Corra para o vento
de sua idade,
seu mundo.
Viva a vida plena,
sem preconceitos,
sem a não compreensão
de outras épocas
que represento.
Seja você
e não eu
Adeus….te amo!
(1971)
