Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Amor à primeira vista, mistério súbito,
Que surge sem aviso, como um sopro,
E, de repente, tudo é novo e mágico,
Mas, ah!, quando só um sente, há um hiato.

No encontro breve, o coração se abre,
Um fio invisível que não se explica,
Mas às vezes só um ama, e o silêncio invade,
Do outro é um vazio que tudo avisa.

Ó amor, que nasce num único olhar,
E nos deixa, às vezes, perdidos no ar,
Na doce e dolorosa ilusão de um solitário desejo.

A calúnia é como uma moeda falsa: muitos que não gostariam de a ter emitido, fazem-na circular sem escrúpulos.

Corremos sem preocupação para um precipício, após termos posto uma venda para o não poder ver.

O modo de se vestir é uma preocupação ridícula. Mas é muito ridículo para um homem não estar bem vestido.

É uma grande tolice o «conhece-te a ti mesmo» da filosofia grega. Não conheceremos nunca nem a nós nem aos outros. Mas não se trata disso. Criar o mundo é menos impossível do que explicá-lo.

Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.

Na arte só uma coisa importa: aquilo que não se pode explicar.

O indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma necessidade interna.

A beleza não passa de uma maravilha que a natureza arma à razão.

Cada ser humano é único; é uma palavra de Deus que não mais se repete.

O que é absurdo, e que não é, pode ser apenas uma questão de perspectiva.

Excelência e humildade verdadeiras não são incompatíveis uma com a outra, ao contrário, elas são irmãs gêmeas.

Cospe-se num bandido menor, mas não se pode recusar uma espécie de consideração a um grande criminoso.

Na verdade um livro que não merece ser lido duas vezes não é digno de ser lido nem uma vez.

O que sou não passa de uma preparação do que serei.

O mundo não poderá tomar um novo caminho se não conseguir uma união íntima da técnica e da moral.

Não importa o que tenhamos a dizer, existe apenas uma palavra para exprimi-lo, um único verbo para animá-lo e um único adjetivo para qualificá-lo.

Guy Maupassant
Pierre e Jean (1888).

Uma das maiores burlas dos nossos tempos terá sido o prestígio da imprensa. Atrás do jornal, não vemos os escritores, compondo a sós o seu artigo. Vemos as massas que o vão ler e que, por compartilhar dessa ilusão, o repetirão como se fosse o seu próprio oráculo.

A arte não é um estudo da realidade positiva; é uma busca da verdade ideal.

Uma boa causa não teme nenhum juiz.