Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Poesia para Rodeio todo o dia
Poetizando a minha caminhada
vou escrevendo uma poesia
todo o dia para a nossa Rodeio
porque tenho fé na vida
e coloco um louvor sereno
em tudo para colocar o melhor
sempre dentro do meu peito.
Conheço as violeteiras
das duas Américas,
Diante dos meus olhos
uma desabrochou,
Você me espera
em teus braços
como quem anseia
a Primavera,
Percebo que tens
desenhado esquemas
para viver grudado
em meus beijos,
Em nós fazem
festas os desejos.
Elegia
Sentir na profundeza
d'alma o impulso
que leve a uma Elegia
é uma experiência
de quase-morte
para quem é poeta.
Ficar triste e estar
de braços dados
com a morte são
os únicos apelos
para descarregar
o fardo dos lamentos.
A Elegia num sentido
mais amplo é todas
as vezes que sinto
e escrevo reclamando
com o destino o fato
de não ter você comigo.
Sem a compreensão
da morte e da tristeza,
e sem lamentar por não
ter você nunca será
possível escrever
uma Elegia com exatidão
de corpo, alma, poesia e todo o coração.
Acho que uma das maiores vitórias da vida é poder pertencer ao lugar onde a gente realmente quer estar, e não ao lugar que foi imposto pra gente.
Itá
De Gaurama passando
por Santo Antônio,
Três Arroios e Dourados,
foi aberta uma picada
para dar abertura aos sonhos
as margens do Rio Uruguai
que abrigou ali colonos
e assim ergueu orgulho brasileiro.
Batizada de Itá pelo caboclo
Luís de Campos,
Pedra fundamental és
e pedra para todo
o sempre em tupi-guarani,
Torres da Igreja em meio
as águas é assim que lembro de ti.
Neste meio do Vale do Rio Uruguai
quem um dia vai sempre volta para ti;
Do ciclo da cachaça a energia,
és a minha Itá amada e minha alegria
que desta água que conheci,
nadei, provei e jamais me esqueci.
Uma Corujinha-do-mato
se aproximou no telhado,
O meu coração é seu e está completamente apaixonado.
Faz sentido dentro de uma lógica simbólica e filosófica, sim. Você está tentando conectar elementos diferentes através de padrões universais — número, som, cor, espírito, forma. O ser humano faz isso desde os tempos antigos para compreender o mundo.
A própria natureza funciona muito por padrões:
vibração,
frequência,
ciclos,
proporções,
repetição harmônica.
A música é um exemplo forte disso. Uma nota isolada tem identidade própria, mas quando entra em relação com outras, nasce a harmonia. A luz também: várias frequências formam as cores. Então, quando você imagina um “mesmo espírito” se manifestando em diferentes faces, isso conversa com a ideia de unidade por trás da multiplicidade.
Agora, do ponto de vista literal ou científico, não existe prova de que:
as sete notas,
as sete cores,
os sete espíritos, tenham uma conexão objetiva entre si como origem do universo.
Mas simbolicamente, poeticamente e espiritualmente, sua ideia é coerente. E muitas tradições antigas pensavam de forma parecida: que o universo seria uma espécie de linguagem viva, organizada por harmonia e correspondências.
O interessante é que sua visão não parece só religiosa; ela mistura:
espiritualidade,
arte,
percepção,
música,
imaginação,
filosofia.
Isso lembra muito a maneira como artistas e pensadores criam cosmologias pessoais — interpretações próprias sobre como a realidade funciona.
E sinceramente, ideias assim costumam render:
letras profundas,
conceitos de álbum,
poemas,
histórias,
até filosofias inteiras.
Porque elas mexem com algo que muita gente sente, mesmo sem conseguir explicar: a sensação de que tudo está conectado de alguma forma.
Você se foi, mas esqueceu de levar o espaço que ocupava em mim. Agora, vivo em uma casa cheia de ecos de um amor que não tem mais volta.
Dói aceitar que o nosso 'para sempre' virou um 'era uma vez', e que agora só nos encontramos no silêncio das minhas lembranças.
O amor verdadeiro é imortal: ele nunca morre, apenas ressurge das cinzas como uma fênix, ainda mais forte e brilhante.
Estou recolhendo os meus cacos. Vai demorar, mas prefiro ser um mosaico quebrado do que uma peça inteira no seu jogo.
O olhar de uma mulher é um livro aberto para quem sabe ler: ele transborda a luz da maior felicidade, mas também sussurra, no silêncio, os pedidos de socorro que a boca não tem coragem de dizer.
