Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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O crédito é uma aposta institucional no comportamento humano.

Lembranças da Infância 🌺 Hibisco-Colibri 🌺


Houve um tempo
em que entre uma brincadeira e outra,
pegávamos uma florzinha fechada
de hibisco
para sugar o mel dela.


Era um tempo
onde o mundo escondia doçuras
e a natureza era companheira generosa
nas descobertas.


Éramos pequenos colibris
aprendendo o sabor da vida
direto da flor, sem pressa,
sem medo e sem saber que aquilo
também era felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Critica-se a Lei Rouanet em nome de uma suposta “indignação ética”, sem sequer compreender que ela não é esmola,
não é “dinheiro dado a artistas”,
mas um mecanismo de renúncia fiscal , dinheiro que já sairia do bolso público e que passa a ser direcionado, com regras, para cultura, educação simbólica, memória e pensamento crítico.


Os mesmos que se arvoram como “cidadãos do bem”:


receberam auxílio emergencial indevidamente,
vivem de benefícios estatais históricos,
defendem privilégios corporativos (militares e suas viúvas e filhas eternamente pensionistas),


e jamais questionam isenções fiscais bilionárias concedidas a bancos, igrejas e grandes empresas.


A indignação, portanto, não é moral , é seletiva.


Ela escolhe alvos simbólicos fáceis: artistas, intelectuais, escritores e produtores culturais vários.


Porque cultura incomoda, questiona, expõe contradições, desorganiza certezas e encenam a história que tentam apagar.


Não se trata de repúdio ao uso do dinheiro público.
Trata-se de repúdio àquilo que pensa, cria e revela.


Em resumo:
Não odeiam o Estado beneficiador,
odeiam o Estado quando ele não os beneficia diretamente; e odeiam ainda mais quando ele financia ideias, sensibilidade e pensamento crítico que são contrários às próprias ideologias politicas, religiosas e culturais.
✍©️@MiriamDaCosta

Encontrar o sentido da existência
é como encontrar
uma pérola rara e preciosa
dentro da concha do viver.
✍©️@MiriamDaCosta

*26 de janeiro - Dia Mundial da Educação Ambiental*


Como proporcionar uma Educação Ambiental
num mundo que carece de Educação Humana?


Essa pergunta não é apenas pedagógica,
é civilizatória.


Vivemos em uma era
que ensina a explorar,
mas não a respeitar;
a consumir,
mas não a cuidar;
a competir,
mas não a coexistir.


Fala-se em sustentabilidade
sem tocar na insustentabilidade
das relações humanas.


Discute-se o futuro do planeta
enquanto se negligencia o presente
da dignidade, da empatia,
do pertencimento.


A crise ambiental não nasce
no solo devastado,
nas florestas queimadas
ou nos oceanos adoecidos.
Ela nasce antes,
no empobrecimento
da sensibilidade humana,
na ruptura do vínculo
entre o homem e a vida.


Educar para o meio ambiente exige,
primeiro, educar para o cuidado,
para a responsabilidade,
para o reconhecimento do outro
(humano ou não)
como parte do mesmo sistema vital.


Não se preserva aquilo
que se enxerga como recurso.
Preserva-se aquilo
que se reconhece como relação.


Enquanto a Educação Humana for substituída
pela lógica da indiferença,
da pressa, do lucro acima da vida,
qualquer Educação Ambiental será apenas retórica bem-intencionada.


Cuidar da Terra implica,
inevitavelmente,
reaprender a ser humano.


Porque só quem compreende
a própria humanidade
é capaz de compreender
que destruir a natureza
é, em última instância,
destruir a si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu e o Mar... uma simbiose ancestral.


Antes mesmo do meu olhar
ter visualizado o Mar
pela primeira vez...
a visão Dele
já havia me capturado.


Eu até posso distanciar-me
de suas ondas 🌊🌊🌊
mas... antes mesmo de eu nascer...
a minh'alma
fora batizada por sua maresia.


✍©️@MiriamDaCosta

A vida
é uma escola.


O livre-arbítrio,
o professor.


A religião,
às vezes
uma cúmplice,
outras vezes
um véu.


A espiritualidade,
a aliada
que sopra sentido
onde a fé cega
não se institucionalizou.


A ciência,
um semáforo
(ora verde,
ora amarelo,
ora vermelho)
lembrando que avançar
também exige pausa,
freio.


A ética,
o pedal
(se não há impulso consciente,
não há movimento digno).


A escritura,
o universo aberto,


a interpretação,
um planeta
que orbita conforme
a gravidade de quem lê.


E no fim,
somos estudantes
assinando a própria prova
sem poder colar do destino.
✍©️@MiriamDaCosta

Depois de tudo,
ela mantinha o olhar
como se fosse uma varanda
com vista para a vida.
✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...


de excessos,
de ruídos,
de mentiras mal recicladas...


um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre...


Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência...


O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência...


E eu,
catadora de sentidos,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de Humanidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Sou poetisa do tudo
e pensadora do nada
neste mundo de excessos
de uma humanidade em carências.
✍©️@MiriamDaCosta

Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.


Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.


Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu tenho uma espécie de simbiose
com a profundidade.
E tenho um certo quê de radical
e de extremos.


Almejo elevar-me e amo as alturas,
seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes.


Mas nem por isso
deixo de amar e respeitar
as minhas quedas e os meus abissais,
pois, afinal, eles foram e são
parte da estrutura
na construção de quem sou.


A minha escritura,
ora intensa e visceral,
ora mais leve e racional,
convive em si
com o meu paraíso
e o meu inferno.


Meu lirismo poético
me fornece um olfato capaz
de inalar essências
que muitas vezes
passam despercebidas.


Assim como, em outras vezes,
vai desfolhando o meu âmago
até a fratura exposta do meu ser.


Não sei viver sem escrever,
assim como
não sobreviveria sem poesia.


A escritura me salva
e a poesia me descreve
nos meandros extremos do meu ser.


Dito isso,
assumo o compromisso
de respeito e lealdade
com as palavras.


Palavras são seres sagrados
no altar do meu viver.


Então não venham me dizer
o que posso ou devo escrever.


Apreciar ou não
é algo subjetivo.


Concordar ou não
é indicativo.


Respeitar
é imperativo.
✍©️@MiriamDaCosta

O ser humano
está tão animalizado,
que resgatar um mínimo
de humanização,
torna-se uma tarefa
imensa,
senão
uma utopia.
✍©️@MiriamDaCosta

A semana dita "santa"


Chamam de santa
uma semana
onde a memória sangra.


Dizem sagrado
o que foi feito de cordas,
de açoites,
de carne rasgada
e silêncio forçado.


Eu olho,
e não vejo santidade.


Vejo mãos humanas
erguendo a própria crueldade
como espetáculo.


Vejo a multidão
(os mesmos que hoje rezam)
gritando ontem
pela condenação.


Vejo o peso da madeira
não como símbolo,
mas como instrumento.
frio, concreto,
real.


E me pergunto,
em que instante
a dor foi coroada de divina?


Em que momento
a atrocidade
ganhou nome de redenção?


Chamam de santa,
talvez porque precisem
que seja.


Talvez porque encarar
o abismo humano
sem adorno,
sem promessa,
sem justificativa,
seja insuportável.


Mas eu não consigo.


Não chamo de santo
o que nasceu da violência,
nem beijo
o que foi instrumento
de tortura e de morte.


Se há algo sagrado ali,
não está no ato,
nem nas mãos que feriram.


Talvez esteja
no que sobreviveu...
apesar de tudo.


Ou talvez…
na recusa de olhar na cara
a atualidade
das mesmas atrocidades
(e até piores)
que a humanidade
é capaz.
©️ @MiriamDaCosta

A diferença entre pensar e refletir


Todos, de uma forma ou outra,
têm a capacidade de pensar.
Mas poucos são capazes de refletir.


Pensar é um fluxo,
natural, rápido, incessante.
Quase sempre automático,
por vezes raso,
muitas vezes apenas ruído.


Refletir, não.


Refletir é pausa.
É escolha.
É mergulho.


É o ato consciente
de atravessar um pensamento
e olhá-lo por dentro,
por ângulos diversos,
até que ele revele
mais do que aparenta.


Pensar acontece.
Refletir exige.


Pensar passa.
Refletir permanece.


E é nesse intervalo,
entre o que surge
e o que se compreende,
que nasce
a possibilidade da sabedoria.


✍©️ @MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...
um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre.


Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência.


O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência.


E eu,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de moralidade e de humanidade.


O mundo é um enorme lixão
que transborda sujeira e fedor
por todos os lados,
até no espaço extraterrestre!
✍@MiriamDaCosta

Mudar exige uma ruptura que nem sempre é visível para os outros, mas é muito clara para você.

O Silêncio É Uma Forma Dolorosa De Dizer, Eu Desisti De Você!!!
⁠Desistir Também É Uma Opção. Às Vezes, Nos Encontramos Em Situações Em Que Persistir Parece Impossível. Sentimos Que Estamos Lutando Contra Uma Correnteza Forte, Que Nos Puxa Cada Vez Mais Pra Baixo. Nessas Horas, É Importante Lembrar Que Desistir Também É Uma Escolha Válida, Desistir Não Significa Fraqueza, Mas Sim Reconhecer Nossos Limites E Prioridades. Às Vezes, Precisamos Abrir Mão De Algo Pra Preservar Nossa Saúde Mental, Física Ou Emocional. É Preciso Coragem Pra Admitir Que Não Podemos Fazer Tudo E Que É Melhor Seguir Por Um Caminho Diferente, Desistir Também Pode Ser Uma Oportunidade De Se Reencontrar!!

Antes De Eu Andar Como Um Playboy,
A Minha Filha Vai Andar E Viver Como Uma Verdadeira Patricinha!!!