Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
QUANDO O FRACASSO SEMPRE PEDE UM RECOMEÇO
Viver no fracasso não é cair uma vez. É acordar todos os dias dentro dele. É abrir os olhos sabendo que os desafios continuam ali, intactos, esperando. É recomeçar sem plateia, sem garantias, sem a certeza de que desta vez será diferente. E ainda assim, você levanta. Homem ou mulher, você levanta porque está vivo e viva. E enquanto há vida, há algo que insiste. Esperança não como promessa bonita, mas como teimosia silenciosa.
Quem vive no fracasso aprende cedo que o recomeço não é um evento grandioso. Ele não vem com virada dramática nem com aplauso. Recomeçar, nesse contexto, é simplesmente não desistir naquele dia. É enfrentar o mesmo problema com o corpo cansado e a mente cheia, sabendo que ontem não funcionou e que talvez hoje também não funcione. Mesmo assim, você tenta. Isso não é ingenuidade. É sobrevivência consciente.
Há uma coragem pouco reconhecida em quem recomeça todos os dias sem mudança visível. O mundo costuma admirar apenas quem sai do fundo rápido, quem dá a volta por cima de forma limpa e vendável. Mas a maioria vive outra realidade. Vive o fracasso prolongado. Vive a espera. Vive o esforço que não gera retorno imediato. Vive a repetição.
E é nessa repetição que algo se constrói, ainda que invisível. Você aprende a lidar com a frustração sem se destruir. Aprende a ajustar expectativas. Aprende a medir o dia por pequenas vitórias que ninguém celebra. Às vezes a vitória é comer. Às vezes é não desistir de si mesmo e de si mesma. Às vezes é simplesmente não se entregar ao cinismo.
Recomeçar todos os dias não significa acreditar que tudo vai dar certo. Significa aceitar que desistir garante que tudo permaneça como está. Enquanto você vive, existe a possibilidade de mudança. Não a certeza. A possibilidade. E isso, para quem está no fundo, já é muito.
A esperança aqui não é euforia. É um fio fino, quase invisível, que impede o colapso total. Ela não grita. Ela sussurra. Diz apenas continue hoje. Amanhã você vê. Essa esperança não promete recompensa. Ela apenas lembra que a história ainda não acabou.
Viver no fracasso também ensina algo duro. Que você não controla tudo. Que o esforço nem sempre se converte em resultado. Que o mundo não é justo. Mas ensina algo igualmente importante. Que você pode controlar a decisão de continuar. Mesmo quando tudo ao redor sugere que seria mais fácil desistir.
Há dias em que o recomeço dói mais do que o fracasso em si. Porque recomeçar exige encarar novamente a possibilidade de errar. Exige abrir o peito para outra tentativa que pode falhar. Muitos desistem não por preguiça, mas por exaustão emocional. E ainda assim, você segue. Não porque é forte no sentido idealizado, mas porque algo em você se recusa a encerrar a própria existência antes do tempo.
Enquanto você vive, ainda há encontros possíveis. Ainda há aprendizados que não aconteceram. Ainda há uma versão sua que não foi testada. Viver mantém essas portas entreabertas. Morrer por dentro as fecha todas.
Recomeçar todos os dias também redefine o conceito de vitória. Vitória deixa de ser chegar lá e passa a ser não se perder completamente no caminho. Passa a ser manter alguma integridade interna em meio ao caos. Passa a ser preservar a capacidade de sentir, de pensar, de desejar algo diferente.
Há uma dignidade silenciosa em continuar mesmo quando ninguém aposta em você. Mesmo quando as circunstâncias são hostis. Mesmo quando o histórico não ajuda. Essa dignidade não aparece em discursos de sucesso, mas sustenta vidas inteiras.
Enquanto você vive, o fracasso não é definitivo. Ele é apenas o estado atual. Estados mudam. Às vezes lentamente. Às vezes de forma inesperada. Mas só mudam para quem permanece.
Viver no fracasso e recomeçar todos os dias não é romantizar a dor. É reconhecer que a esperança não nasce da facilidade, mas da insistência. Não nasce da certeza, mas da possibilidade. Não nasce do conforto, mas da recusa em se apagar.
Você continua porque ainda respira. Porque ainda pensa. Porque ainda sente. E isso, por mais simples que pareça, é a base de qualquer transformação futura. Enquanto há vida, o capítulo seguinte ainda pode ser escrito. Mesmo que hoje ele seja curto. Mesmo que hoje ele doa.
Enquanto você vive, ainda há esperança. Não porque alguém prometeu, mas porque você ainda está aqui. E estar aqui, todos os dias, apesar de tudo, já é um ato profundo de resistência.
A criatividade não pode ser simplesmente homogênea. Não pode ter apenas uma cor, apenas uma nota musical ou ser apenas uma linha. Esta alma criativa que você pode acessar está em um limite tão magnificamente próximo de você que basta você fechar os olhos e senti-la pulsando no seu interior.
As madrugadas conversando com você eram incríveis… uma pena que não duraram muito, mas é a vida: tudo que é bom um dia acaba.
Sobre o céu que cobre a minha cabeça estará sempre a luz que me conduz, uma luz cujo tempo não apaga, mais que se transforma todos os dias da minha vida, sobre a força que me inspira e me leva a continuar a marcha pelo mundo tenho Deus como meu baluarte seguro.
De tempos em tempos lembramos que temos uma alma, num abrir e fechar de olhos, descobrimos que não passamos de um sopro, cuja vida nos deu a possibilidade de suspirar o ar que nunca nos pertenceu.
A sinceridade não anda estampado no rosto, é uma virtude que existe em nós e que poucos a desenvolvem.
O FRACASSO CONDICIONADO QUE AFASTA PESSOAS
Existe um abandono que não acontece de uma vez. Ele vai se espalhando conforme você não conquista o que o mundo chama de sucesso. Quando não há posses, status ou resultados visíveis, as pessoas se afastam com uma naturalidade fria. Não é sempre hostilidade aberta. Muitas vezes é silêncio, distância, ausência. Convites que param. Conversas que não continuam. Você, homem ou mulher, passa a existir menos nos olhos alheios.
A pobreza e o fracasso funcionam como filtros sociais cruéis. Eles revelam o quanto a maioria das relações é condicional. Enquanto você tem algo a oferecer, presença é garantida. Quando não tem, o espaço se fecha. Isso dói porque confirma uma suspeita antiga. O valor que te atribuem não está em quem você é, mas no que você representa.
Esse afastamento costuma ser interpretado como prova de inadequação pessoal. Você pensa que há algo errado com você. Que não é interessante, útil, digno. Mas o que está acontecendo é outra coisa. As pessoas se afastam porque o fracasso as incomoda. Ele lembra que a estabilidade é frágil. Que o sucesso pode não durar. Que o sistema não protege a todos. É mais fácil se afastar do que encarar essa verdade.
Há uma solidão específica em não conquistar nada segundo os parâmetros externos. Você não é procurado ou procurada para conselhos, oportunidades, trocas. Você se torna invisível. E a invisibilidade machuca porque você ainda é o mesmo por dentro. Seus pensamentos, sua sensibilidade, sua lucidez continuam ali, sem plateia.
Mas existe um lado que poucos têm coragem de admitir. Esse afastamento também limpa o terreno. Sem posses, sem prestígio, sem resultados para exibir, não há interesseiros. Não há bajulação estratégica. Não há relações baseadas em conveniência disfarçada de amizade. Quem fica, fica por algo mais raro.
Essa fase mostra quem se importa com você e quem se importa com o que você pode fornecer. Mostra quem enxerga sua humanidade e quem só enxerga utilidade. É um aprendizado duro, mas extremamente esclarecedor. Porque você para de confundir presença com lealdade.
Quando você está no fundo, não há performance possível. Não há como impressionar. Não há como negociar valor social. O que sobra são vínculos desarmados ou nenhum vínculo. E embora isso doa, também devolve verdade. A verdade de que muitas relações eram sustentadas por expectativa, não por afeto ou respeito real.
Se um dia você vencer na vida, e isso pode significar muitas coisas além de dinheiro, você saberá com quem pode contar. Não porque essas pessoas estarão ao seu lado no topo, mas porque estiveram quando não havia nada a ganhar. Essa memória se torna um critério interno poderoso. Você não se ilude com facilidade depois disso.
A pobreza e o fracasso ensinam algo que o sucesso raramente ensina. Ensina a ler pessoas. Ensina a perceber silêncios, ausências, prioridades. Ensina que algumas despedidas não são perdas. São revelações.
Isso não torna a solidão fácil. Não romantiza o abandono. Mas retira a culpa que você costuma carregar. O afastamento dos outros não é prova de que você não vale. É prova de que muitos vínculos eram frágeis demais para atravessar a escassez.
Você aprende também a se tornar companhia de si mesmo e de si mesma. Não por escolha idealizada, mas por necessidade. E dessa convivência forçada nasce uma autonomia que não depende tanto de aprovação externa. Você passa a se ouvir mais, a se observar mais, a se fortalecer internamente.
Quando o mundo se afasta, você descobre que ainda existe você. E isso muda a relação consigo. Você começa a construir valor interno sem aplauso. E isso, paradoxalmente, prepara você para não se perder quando o aplauso eventualmente vier.
Se a vitória chegar, você não estará ingênuo ou ingênua. Saberá que nem toda aproximação é afeto. Que nem todo elogio é respeito. E terá critérios mais firmes para escolher quem entra e quem fica.
Até lá, essa fase de vazio relacional não é uma punição. É um período de depuração. Dói porque revela, mas também protege. Protege você de se cercar de pessoas que só caminham ao seu lado enquanto há algo a extrair.
Você não perdeu todo mundo porque fracassou. Você apenas perdeu quem não suportaria caminhar com você sem garantias. E isso, embora machuque agora, pode ser um dos aprendizados mais valiosos da sua vida.
Quando você entende isso, a solidão deixa de ser humilhação e passa a ser um intervalo de lucidez. Um tempo difícil, sim, mas honesto. E honestidade, no fim, vale mais do que companhia interesseira.
O intuito da evolução ou processo,
não é tornarmos um ser humano
perfeito, não é tornar uma versão
inquebrável de nós.
O verdadeiro intuito da resignificação
da expansão psíquica,é sermos
menos danificados, de tornar a vida
mais fácil, criar pra gente um mundo
melhor.
Eu sou um grande acúmulo de
promessas não comprimidas...
-ainda me sinto como uma criança
aguardando ansiosamente
Pela volta no mercado
"Aprendizado"
“Uma ajuda pode não ser nada para quem ajuda, mas para quem precisa pode fazer toda a diferença.”
@Suédnaa-Santos.
"A liberdade não é um estado de graça, é uma convalescença. As cicatrizes são a única parte real de quem somos; o resto é maquiagem e marketing". (Odilon Carlos)
"A depressão é uma hóspede indesejada, mas extremamente fiel. Ela não pede licença, apenas ocupa o sofá e escurece a luz da sala."(Odilon Carlos)
"Nos olhamos no espelho todos os dias, esperando encontrar uma imagem diferente quando não fazemos nada pra mudá-la."
-Aline Lopes
"É hora de cobrar de nós mesmos atitudes que promovam mudanças. Não se contente com uma vida morna."
-Aline Lopes
E de longe veio a sorrir, de uma forma meiga, difícil não retribuir;
Lá, com uma alegria contagiante, uma vontade invejável;
Ao provocar inusitadamente, um olhar, e que penetrante era esse olhar...
Após tempos de procura, o ás chegou ao destaque principal;
Não pude deixar de sorrir, ela me trouxe o sonhar;
Antes mesmo de eu pedir, já havia encontrado ali;
Logo após meu sofrimento, uma nova esperança foi-me surgir
Agora não sei mais como descrever, cada sensação a me corroer;
Uma amizade que veio me libertar, me fez voltar acreditar;
Real ou irreal, minha mente não para de pensar, só não deixarei passar;
Ao menos posso voltar a me permitir sonhar, imaginar, desejar e quem sabe depois de tanto tempo, eu volte finalmente à [...]
"Propósito de vida"
Não veja o “não” de Deus como uma resposta negativa.
O “não” de Deus é a resposta mais segura que você pode ter.
Porque o “não” de Deus não é sobre negar o que você quer, mas sobre te oferecer o melhor que você precisa."
@Suédnaa-Santos
