Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
*Apenas em sonhos*
Se te sonho, a culpa é toda tua
Que fez casa no meu pensamento
E agora odeio a manhã que assalta
E me arranca de ti, violento
O dia chega devagar só pra castigar
Quem queria ficar mais um pouco lá
Onde você ainda me pertence
Nem que seja só no sonhar.
(Saul Beleza)
*Olhos que Merece*
Não vou te olhar com ódio e nem com ternura
Vou te olhar com os olhos que merece
Olhos de quem entendeu a lição
De quem aprendeu a se escolher na mesa
Não é vingança, não é carinho
É limite, é nome, é ponto final
É fechar a porta sem bater
E seguir em paz, sem fazer mal
Porque quem ama de verdade não machuca
E quem machuca nunca soube amar
Então te devolvo pro teu destino
Com os olhos que você me ensinou a usar.
(Saul Beleza)
*Pela Fresta*
Teu disfarce e o meu não querer
Vai trazendo a curiosidade de te espiar
Mesmo que de soslaio
A porta range baixa, eu seguro o fôlego
o teu passo de gato ecoa no corredor
E eu juro que não espiei.
Mas guardei tua sombra na memória
Meu caminhar suave, não vai despertar o que dorme dentro de ti
Quem sabe o estrondo do silêncio desperta teu sorriso
E desperta. Um canto de boca, rápido
Tipo segredo que a fresta não segura
Aí a gente volta a fingir,
Enquanto o poema escreve a gente
Mesmo te espiando, finjo não te ver me espiando.
(Saul Beleza)
Não precisamos machucar a alma, não precisamos entender muita coisa. Mas seria bom sentir um carinho, um abraço, ver um sorriso, sentir o acelerar do coração. Pensamentos vão além. Aí um amor começa, e por
um descuido nos apaixonamos.
(Saul Beleza)
*Corte seco*
Amor próprio é trincheira, não ponte
Se aproxima, mas não me toma a fonte
Dou pele, dou riso, dou noite e tormenta
Mas minha alma... essa ninguém assenta.
Me guardo inteira mesmo te querendo
Porque quem se perde amando, termina sofrendo.
(Saul Beleza)
*Atraso Bendito*
Sempre nos atrasamos por alguma razão ou por alguém,
O ônibus que não veio, a chuva na janela,
O copo de café que caiu sem querer.
Eu reclamava do tempo perdido,
Das horas que escorriam entre os dedos,
Sem saber que o relógio conspirava a meu favor.
Foi num atraso desses, sem pressa e sem mapa,
Que meu caminho tropeçou no teu.
E no meio da correria que eu não tive,
Encontrei o que a vida inteira almejei:
(Saul Beleza)
*Teu sorriso.*
Aquele que desmonta a pressa,
Que explica todos os semáforos fechados,
Que justifica cada porta que não abriu antes.
Porque se eu tivesse chegado cedo,
Talvez não te visse.
Se eu não tivesse me perdido,
Talvez não te achasse.
Então que venham os atrasos,
Se no fim deles me espera o teu riso.
Porque nenhum relógio pesa mais
Do que o tempo que ganhei em você.
(Saul Beleza)
Assim é ela:
Hilária, divertida, moleca, alegre, maçã com limão, mãe, irmã, amiga, avó, tia, sogra, cunhada, brigona, original, Skol, chopp, quibe, chá, café, café, café sem açúcar, patrola, dorminhoca, fogosa, bandida, descarada, sincera, honesta, meia boca inteira, e eu fico maravilhado com ela.
(Saul Beleza)
Me disseram que sou medíocre ao fazer minhas postagens e escrever meus versos, gostei de saber disso, mas te falo com toda minha mediocridade, não escrevo para te agradar, escrevo por ter vida.
(Saul Beleza)
*Não existe milagre tipo transformar água em vinho, existem sorrisos, pessoas gentis, crianças correndo pelas praças, amantes se entregando na madrugada, amores nascendo de um encontro, mães chorando de alegria no parto e pais entendendo a partida do filho.*
(Saul Beleza)
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.
A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)
Um coração confuso, uma mente alucinada
E eu querendo a ti cada vez mais e mais.
Chamo a ti, e nem assim me espia.
E a solidão se torna minha companhia.
A noite cai, a escuridão me envolve,
e a tua ausência me judia.
Tento esquecer, mas não consigo deixar de pensar em ti.
Me perco em sonhos, me encontro em teus olhos, mas ao acordar, a realidade me golpeia
e a dor da saudade me açoita,
A espera é longa, o tempo não para,
e a esperança se esvai, como areia na mão.
Mas mesmo assim, eu te quero, eu te espero,
e a tua falta é um vazio que não some, não enche.
(Saul Beleza)
Quando a distância é longa, a saudade é cada vez mais curta
E no coração, um nó que não desata.
A mente viaja, a alma se acalma.
E no silêncio, um nome se multiplica.
A cada dia, um pouco mais perto
do momento em que vou tentar te esquecer.
A ansiedade aperta, o tempo acelera os dias.
E a saudade, um fogo que arde e não sacia.
Mas na memória, um sorriso.
E a esperança de um flerte se avança.
E mesmo sufocado, um brilho se acende.
É a certeza de que o amor não se rende.
(Saul Beleza)
As palavras fluem, como águas do corrego Campo Alegre, que deságua no rio São Tomaz, e assim segue teu curso, puro, repleto de emoções, que transborda em versos, até chegar ao mar.
O poesia é um canal, o poeta um condutor de alma
Que transforma dor em beleza, e tristeza em canção
Um alquimista das expressões, que cria e recria o mundo ao seu redor, com a força do pensamento
A poesia é um dom, uma dádiva do céu,
um sussurro do divino, que ecoa nos ouvidos.
Um sopro à vida, um convite à paixão.
Um poeta é um amante, da alma, do amor e das tentações.
(Saul Beleza)
Hoje foi um dia de muita chuva
Muitas lembranças, muito querer
Algumas miradas, apenas um sorriso
E o coração ficou aqui, perdido no tempo
A chuva lava as ruas, mas as lembranças...
Ah, essas ficam grudadas no peito e são uma enxurrada de pensamentos.
(Saul Beleza)
Nem imagina o estrondo que saudade faz
Ecoa no peito, sem parar
Eu aqui com meus madorno, sonhos repentinos
Vendo tua imagem, sem te encontrar
A distância é um abismo, que não se cruza
Só resta a memória, e a vontade de voltar
Mas por agora, só resta sonhar
Com o reencontro, e o abraço que vai durar.
(Saul Beleza)
Quando a felicidade vacila e some,
E a tristeza invade, trazendo dores, fazendo um estrago nos meus dias, no peito um nó,
mas mesmo na sombra, uma luz pode brilhar,
Quando a escuridão aperta o cerco
E o silêncio é o único som.
Lento, o tempo passa, e a dor não cessa
contudo no fundo, uma faísca resiste, um pulsar.
E essa faísca, pequena e frágil é a chama da esperança, que não quer morrer.
Ela lateja, lateja, e aos poucos cresce e ilumina o caminho, e a dor começa a ceder.
(Saul Beleza)
Eu não acredito no que vejo,
Nem no que os olhos mostram, nem no que o mundo diz.
Eu creio no que me faz feliz,
E assim te aceito, distante, mas perto no meu riso.
Te aceito assim, longe, mas presente
Naquilo que me faz sorrir, no que me faz viver.
A distância é um espaço, mas o coração não tem fronteiras
E no que me faz feliz, você é o que eu quero ter.
(Saul Beleza)
Mesmo sendo discreto, tentei esconder
O amor que sentia, quis manter em segredo
Mas não consegui te amar secretamente
E agora o que resta é esse amor, tão exposto e verdadeiro.
(Saul Beleza)
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