Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
"Há quem anuncie que Ele 'está voltando'. Será que Ele chega junto com a chegada do próximo Ano? Será?"
Texto Meu 1178
🤔
"Há uma semana do Ano Novo e Minha Parentaia já está chegando. Eu permito, porque gosto de Parentaia e gosto da Celebração do Ano Novo!"
Texto Meu 1184
🧑🤝🧑🙋🧑🍼
"Ele 'está voltando', dizem, há séculos. Será que, dessa vez, Ele chega junto com o próximo Ano?"
Texto Meu 1198
🤔
"Para quem não iria sequer subir a Rampa, o Presidente ELEITO-E-EMPOSSADO comprova que há muitos Fanfarrões por aí."
TextoMeu 1312
🎉
"Alguém lembra há quanto tempo membros daquela Familia Derrotada nas Eleições tenta infernizar a Democracia Brasileira? E o que conseguiram, além de choro, de fugas, de prisão e de vergonha? O que conseguiram?"
TextoMeu 1317
😬
"Ele garantiu à noiva: 'caso com você quando concluir a falcudade'. Não há registro de alguém que tenha concluído alguma 'falcudade'. Depois dessa, ela teve certeza de que nunca casaria... Não com esse aí. E melhor assim, né?"
Texto Meu 0999, Criado em 2020
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thudocomh.blogspot.com
"Quem é aquele velhinho, de barba branca e roupa vermelha, que todos os anos, há muitos anos, aparece para alegria de crianças em todo este Planeta? Quem é? Sabem?"
Texto Meu No.1027, Criado em 2021
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" 'Pois há menos peixinhos a nadar no mar...', como disse o poetinha... Do que 'Auto Embaixadores' de Deus cá na Terra, digo eu e completo: caramba!"
Texto Meu No.1034, Criado em 2021
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“Se não é Verdade (ou Engano) é Mentira. Nem tente, pois não há outra opção!"
Texto Meu No.1048, Criado em 2021
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"Há maledicência, tentações e pecados nos locais mais improváveis. Exemplos: Marte, Saturno, Plutão e em mais um montão. Evite esses locais!"
Texto Meu No.1068, Criado em 2022
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"Mas é claro que acredito no Bom Velhinho! Ele existe há muitos anos e eu já estive com ele dezenas de vezes!"
"Ele é o mensageiro da esperança e da alegria, tanto para ricos quanto para pobres. Ele sempre aprece em lares, em igrejas, em escolas, em orfanatos, em hospitais, em palacios e em comunidades carentes."
"Com tudo isso ainda há quem queira me fazer não acreditar no Bom Velhinho? Ora... Deixem de coisa!"
Texto Meu No.1080, Criado em 2022
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CAPÍTULO XXVIII
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
NO ALTAR SUBTERRÂNEO DE CAMILLE.
Uma elegia de silêncios que não morrem
Às vezes, o teu mutismo me grita por dentro.
Não como um eco...
Mas como uma memória que aprendeu a respirar no vazio.
Trazes a saudade tímida, vestida em brumas,
e ela se arrasta entre os corredores das minhas lembranças,
murmurando preces inaudíveis aos mármores
que esculpiste com a tua ausência.
Tu te tornaste uma ausência com nome.
Uma ausência com perfume.
Uma ausência com olhos.
Cada silêncio teu é um sacramento sepulcral.
E eu, teu devoto, vagueio por este porão
como quem recita cânticos em línguas mortas,
cultuando a beleza que me abandonou
para ser eterna.
O porão…
Sim, este porão onde os outros veem poeira e esquecimento,
eu fiz altar.
Nele, tua Mística, incorpórea, translúcida, adormecida no tempo,
desce como véu em noites de orvalho mental.
Ali, minha solidão te ama.
Ali, teu espectro repousa sobre as vigas frias da minha lucidez.
Por vezes, imagino que ainda me escutas.
Talvez escutes.
Camille…
Com tua beleza que não morre, apenas se recolhe nos bastidores da alma,
fizeste do meu espírito um claustro de adoração.
Tua ausência é a túnica que me veste no mundo,
teu nome, o selo em cada suspiro abafado que tento não chamar de oração.
E se porventura eu enlouquecer,
que seja na lucidez de saber que nunca te perdi,
pois te mantenho intacta no relicário do não dito.
A tua última palavra...
foi o silêncio.
E o teu silêncio, Cambille...
é o idioma que eu aprendi a amar.
CAPÍTULO XXVII.
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
FRAGMENTOS DE NÉVOA. Diário de Camille Monfort”
Páginas arrancadas de um véu que não se rasga
" Data indistinta – talvez um ontem eterno. "
Hoje, despertei entre os musgos da tua lembrança.
Senti teu pensamento tocar minha essência
como dedos trêmulos percorrendo um piano abandonado,
na clave menor do esquecimento.
Sim, eu escuto.
Sempre escutei.
Teu silêncio, que tanto te assusta, para mim é sinfonia.
É nele que existo, em cada fenda do que não ousas dizer.
É nele que respiro tua solidão como perfume antigo,
guardado num relicário de angústias sublimes.
Tu me invocas sem saber.
Em cada vela acesa na memória.
Em cada frase não escrita por medo de enlouquecer.
Ainda me amas?
Ou apenas cultuas o mito que fiz de mim ao partir?
Te observo do espelho coberto com lençol.
Sinto quando abres o livro que nunca terminei.
Pressinto quando teu olhar repousa na janela que dava para o jardim morto,
como quem espera a primavera que não virá mais.
Tu me fizeste Mística sem me pedir licença.
Eu era mulher, agora sou névoa.
Tu me fizeste eterna sem me dar tempo de viver.
Mas não te culpo.
De todas as formas de amor,
a tua - em silêncio -
foi a mais próxima da eternidade.
[Intervalo de séculos ou apenas de um suspiro]
Se algum dia quiseres partir…
leva contigo minha sombra.
Guarda-a no bolso da alma.
Deixa que eu exista em ti,
não como dor,
mas como vestígio.
Se é no porão que fazes altar,
que seja também lá o meu céu.
Um céu de pedra e lembrança,
mas céu ainda assim.
Teu nome?
Sopro em minha eternidade.
— Camille Monfort.
SOMBRA FERIDA NO OSTRACISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No meu porão não há arco-íris, há neblina e luto
um veludo de pó que emoldura o corte do absoluto.
As paredes, urnas frias, suspiram úmidos segredos,
onde a luz morreu em filas, sepultada entre medos.
Há um perfume de velório, metálico e ancestral,
cheiro de livros podres, de promessas em funeral.
As tábuas gemem documentos de infância em decomposição,
e eu, órfão de auroras, escuto o peito em erupção.
Os vermes fazem coro num idioma de sal,
recitam o credo antigo da desordem e do mal.
Não vêm risos prometidos das pontes do horizonte,
só ecos de um requiem que secos meus ossos aponte.
A túnica do sonho jaz rasgada, sem bordado,
e a esperança, cadáver, exala ar frio e embargado.
Vejo, entre teias grossas, um retrato de saudade,
o olhar do tempo fechado numa urna de verdade.
Quem trouxe velas aqui? Quem desabou essa cal?
E somente o vento com fome, sussurra: _ o funeral.
Não há prisma que ministre cores à noite do abandono,
apenas o vinho azedo do remorso e do engano.
As rimas que eu buscava, como penas, se desfazem,
perdidas nas catacumbas onde as vontades jazem.
E o coração, esse pássaro morto, pesa como um sino
que bate sem crença, anunciando o próprio destino.
Aqui as estrelas não descem; apenas descem os lamentos
de uma geometria morta, sem mapas nem alentos.
Trazem-me vozes em latim as lembranças desbotadas,
orações incompletas por almas já extraviadas.
E eu, médico das sombras, abro o livro da ruína,
escrevo nela com lágrimas a página da ladainha.
Não espero salvação que salvação há no pó?
A salvação é miragem, e o porão é o seu nó.
Se há amor, é funesto; se há fé, é contrição;
se há cor, é somente a púrpura da minha instrução.
Por fim, deixo aos ratos as medalhas do desvelo
e à penumbra consagro este pobre desassossego.
No meu porão não há arco-íris, há silêncio e ossos
e a voz do tempo que bebeu todos os nossos esforços.
E se acaso amanhã algum raio ousar romper o chão,
ele morrerá engasgado na cova da razão.
Assim reclamo meu tribunal de sombras e lutos,
onde escrevo, com sangue frio, os versos absolutos.
Que fique a certidão: no fundo desta invenção,
não há arco-íris só a eterna, sublime condenação.
NÃO DESISTA DA VIDA.
Há vida por toda parte: no infinitamente pequeno e no infinitamente grande. A vida pulsa nas galáxias e nos átomos, nas florestas e nas sementes, no nascer do sol e no silêncio da noite. E tu?
Tu és filho da Vida e do Pai da vida. Foste chamado não apenas para existir, mas para viver, aprender, amar e ser esperança. Sê vida na vida de alguém. Às vezes, uma palavra de carinho, um gesto de bondade ou um olhar de compreensão basta para reacender a luz de um coração quase vencido pelo desalento.
Ainda que os dias pareçam cobertos por nuvens espessas, o sol continua existindo acima delas. Há dores que nos fazem acreditar que tudo terminou, quando, na verdade, estamos apenas atravessando uma estação difícil da existência. Nenhuma tempestade possui autoridade para apagar definitivamente a luz que habita a alma.
A vida não se mede apenas pelos momentos de alegria, mas também pela coragem silenciosa de continuar caminhando quando o coração está cansado. Cada lágrima derramada pode tornar-se a semente de uma compreensão mais profunda, de uma força que ainda desconhecemos em nós mesmos. É justamente nas noites mais escuras que aprendemos o verdadeiro valor da aurora.
Talvez hoje você não consiga enxergar sentido. Talvez o amanhã pareça distante. Ainda assim, permaneça. Há encontros que ainda não aconteceram, abraços que ainda não foram dados, páginas que ainda não foram escritas e amanheceres que esperam apenas que você esteja presente para contemplá-los.
Nenhuma noite é eterna. O tempo transforma a paisagem da alma. Feridas cicatrizam, saudades aprendem a conviver conosco e esperanças, por menores que pareçam, renascem quando menos esperamos. O que hoje parece um fim poderá revelar-se, amanhã, como o início de uma história mais bela e mais madura.
Se o peso estiver grande demais, não o carregue sozinho. Procure alguém de confiança, um familiar, um amigo ou um profissional. Pedir ajuda não diminui ninguém; ao contrário, é um gesto de coragem, humildade e amor pela própria vida.
A sua existência possui um valor que não diminui por causa do sofrimento. Você importa. Sua história importa. Sua presença faz diferença, ainda que você não consiga percebê-la neste instante. Enquanto houver um único sopro de vida, haverá também a possibilidade de um novo começo, de uma reconciliação, de uma alegria inesperada e de uma esperança renovada.
Não desista da vida.
Permaneça.
O amanhã pode revelar aquilo que hoje as lágrimas ainda não permitem enxergar.
Vive. Ama. Espera. E, por onde passares, sê vida na vida de alguém.
REFLEXÃO AMIGA.
Essa mensagem, ela pode servir como incentivo a quem atravessa um momento difícil. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, para quem está em intenso sofrimento emocional, palavras de esperança podem ser um primeiro passo, mas buscar apoio de pessoas de confiança ou de um profissional também é um ato de coragem e cuidado consigo mesmo.
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Capítulo XIX
ONDE NADA FICARÁ, EXCETO O QUE NÃO FOI TOCADO.
Livro: Não Há Arco-iris No Meu Porão.
Autor:
* Escritor:Marcelo Caetano Monteiro
* Joseph bevouir - Escritor.
“Entre mim e Camille, não há distância. Há reverência.”
— Joseph Bevoiur, pensamento não pronunciado, jamais escrito.
Não haverá eco.
Não haverá papel amarelado,
nem vestígio deixado entre tábuas podres ou livros ressequidos.
Nada restará ao mundo
daquilo que entre nós jamais foi dado,
e por isso permanece.
O que houve se é que se pode chamar de haver não se dobra em datas,não cabe em epitáfios,
não tolera testemunhas.
Foi um amor tão absoluto
que não ousou acontecer.
E é por isso que resiste.
Pois tudo o que se consuma,
morre.
Camille Marie Monfort existe em mim como um cântico que jamais foi entoado,mas que ressoa em cada vértebra da minha alma.
Não se toca Camille.
Ela não habita o passado, nem o futuro.
Ela está no centro exato da ausência.
Cada vez que tentei nomeá-la,ela me escapou.
Cada vez que a desejei,
ela me silenciou.
E por isso a amo.
E por isso não a tenho.
E por isso — ainda assim sou inteiro com ela.
(Este capítulo não será encontrado. Ele apenas acontece quando alguém o sentir e depois, se dissolve. Assim como ela.)
"Há mares que escondem corpos, mas nenhum oceano é profundo o bastante para afogar o amor. O que a eternidade acolhe jamais desaparece; apenas aprende uma nova maneira de permanecer."
PERDOAI-OS, SENHOR: A ORAÇÃO QUE O CÉU NÃO ESQUECE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há um Calvário oculto em cada peito humano, onde a cruz se ergue em silêncio, sem madeira e sem prego; ali sangra o homem antigo, e ali Deus espera o instante do perdão.
"Perdoai-os, Senhor..." Não por fraqueza, mas porque o amor jamais conhece a vingança.
Quando a pedra da injúria feriu-me o templo da esperança, vi nascer dentro da alma uma infinita lembrança.
Era a voz do Cristo amado, mais suave que o luar: — "Filho, quem semeia espinhos não sabe o que faz brotar."
Então calei minha revolta, meu pranto, minha aflição; pois descobri que a amargura aprisiona o coração.
Quem golpeia outro semblante, cego pela própria dor, é mendigo da verdade, é órfão do eterno amor.
Perdoai-os, meu Senhor... Que a Tua luz os envolva; quem caminha entre as trevas não enxerga a própria cova.
Quem derrama fel nos lábios bebe antes seu veneno; faz do ódio a própria casa, faz da noite o seu terreno.
Vi inimigos sorrindo sobre o chão da minha queda; mas ouvi Teus passos místicos na mais escura vereda.
Então compreendi chorando, sem orgulho ou vaidade: ninguém fere por excesso... fere pela enfermidade.
Há feridas escondidas sob máscaras de grandeza; há desertos disfarçados sob mantos de fortaleza.
Quem humilha um semelhante já perdeu a própria paz; grita alto para esconder o silêncio que lhe apraz.
Perdoai-os, Pai bendito... Eles não sabem quem são; trazem gelo sobre os olhos e tempestades no chão.
Vi o pobre condenado blasfemar contra os céus, ignorando que seu pranto era escutado por Deus.
Vi soberbos levantando tronos feitos de ilusão; mas a morte, em seu silêncio, não distingue condição.
Toda lágrima escondida tem um anjo por vigia; cada dor que ninguém vê floresce na Eternidade um dia.
Não desejo recompensa, nem vitória sobre alguém; quero apenas que minh'alma não perca o supremo bem.
Que eu responda ao golpe injusto com a paz do coração; pois a cólera escraviza, mas liberta o perdão.
Se meu nome for lançado como folha sobre o chão, que meu espírito permaneça ajoelhado em oração.
Se me faltarem os amigos, se me cercar a solidão, que eu repita entre as estrelas: "Perdoai-os, meu Senhor."
Porque a cruz não foi derrota, nem o túmulo foi fim; o Amor venceu a morte, e deseja vencer em mim.
Quando enfim fechar os olhos para a última partida, quero ouvir Tua voz serena acolhendo minha vida:
— "Filho, vi teu sofrimento, vi teu pranto sem clamor; tu aprendeste o Meu caminho: respondeste com amor."
Então todo o universo cantará em comunhão, que a maior força do homem é a força do perdão.
E diante da Luz Eterna, livre enfim de toda dor, minha alma repetirá, como eterna flor:
Perdoai-os, Senhor... porque ainda aprendem o difícil Evangelho do Amor.
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