Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Há um romance sonâmbulo
sob os teus olhos de Lorca...


Palavras pretensiosas arremessadas,
e um arranque automático
entre algo épico
e o pesadelo lírico,
na alta madrugada.


Com o peso da alma
cheia de poesia intensa,
onde o mundo olha
para as personagens
que não podem corresponder
devido à profundidade,
à leveza e à liberdade
de ser o que sou — escolhi.


Diante da lua cigana,
num estado de êxtase,
sob os teus olhos de Lorca,
ainda talvez acordada
todavia desejo o real,
pois a essência segue intacta.


Firme vivendo o suspense
de um romance sonâmbulo:
"Ver-te que te quero ver-te",
nos teus braços que também
querem ver-me em meio ao verde.


Onde não sei como, quem dará
e qual será o passo primordial,
ao se se conseguirá alcançar o pleno final.

Que não há alma?


Existe a nossa - que é única.


Insensatos! Eu a vi: é de luz...


Nos teus olhos - inequívoca.






Com relação à minha luz:


(Assoma às tuas pupilas


quando me olhas tu.)






Quem me disse foi


o poeta Rubén Darío, e não tu!






(As "Rimas XII" são dele e minhas.)

Há uma coincidência histórica entre Egito e Argentina: o Egito também sofreu a ocupação britânica, contudo, logrou expulsar o Império Britânico, ao passo que a Argentina ainda vive as sombras dessa hegemonia.


A parcela da elite argentina que exporta a má educação em eventos esportivos — protagonizando episódios deploráveis que conhecemos bem — representa um extrato social que, de certa forma, foi quebrado. Contudo, essa elite não representa a totalidade do povo argentino; aquele 'povão' que não dispõe da oportunidade de viajar e que, muitas vezes, é o alvo primário da própria crise que essa elite ignora.


O futebol não deve ser ponte para a desumanidade, nem gatilho para a hostilidade regional. Que a paixão esportiva não sirva de pretexto para o retrocesso civilizatório.

Não existe o momento errado,
apenas o endereço errado.
No coração há o sentimento certo,
nos amamos e ainda nos amamos:
só ainda não não nos encontramos.


Escutando o canto da Jacutinga,
lentamente a aurora vespertina
beija docemente a Mata Atlântica,
o vento com leveza balança
a Juçara-de-espinho e a esperança.


Para recebê-lo, tenho preparado,
certamente a mais doce festança;
O que quero para nós é o que há
de mais raro e pleno de temperança
para viver do amor que jamais se cansa.


Do mesmo jeito dos místicos,
quebrando os arcos e flechas dos cupidos
e rasgando os manuais contemporâneos
de sedução que dizem ser estabelecidos
com o orgulho de ser os últimos românticos.

O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.


Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.

Carrego o Cinturão de Gould,
nas tuas mãos o Universo,
No nosso espaço subliminar
há muita vontade de levitar.

Não sou contra a cooperação com os EUA no combate ao crime. Cooperação com Brasil já existe há anos e pode vir a ser aprofundada.


Cooperação é diferente de intervenção, mas depois da última reunião que o Secretário da Guerra teve com o Escudo das Américas, ele pediu para que os países deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI) que sei que não é perfeito e carece de muito aperfeiçoamento.


O TPI é um tribunal que não serve só para crimes de guerra, mas também crimes de genocídio que governos podem praticar contra os próprios cidadãos.


O que o Secretário da Guerra pediu pode custar muito caro para todos os povos das Américas.


Que os EUA não queiram continuar sem entrar é uma escolha que atende aos anseios da administração deles, e penso que cada um no seu quadrado.

Não há o que se desculpar
por sentir ou querer demais.
Recebo o seu coração em paz,
e, se for do destino, sei o que
fazer conosco e muito mais.


​Não haveremos mesmo de ser
ravinas ou riachos sazonais.
Temos os mesmos gostos
compartilhados e musicais,
e daremos passos fundamentais.


​Somos unidos pelo coração,
temos algo de Flamboyant
na beirinha do Rio Wingfield;
e algo de Saint Kitts e Nevis
acompanhado a String Band.


​Presa pelo seu pensamento,
e você, preso ao encantamento,
muito longe de sermos reféns:
estamos preparando a festa
em que um para o outro já é alguém.

No céu surge a Aurora austral
quando os deuses dançam,
Há uma pulsão transcendental
que nossos corações cantam
no mesmo ritmo e idioma:
As urgências não amainam
o sonho na imensidão universal.


[Não é apenas querer, é sem igual.]

A paralaxe estelar
nunca irá alcançar
o que o coração
consegue enxergar:


Não há como negar
De muito amor
inteiro tu és feito.


[Venero o teu jeito.]

Um círculo parasita
pousou neste lugar,
Nunca teve história
e nem convívio,
Há mais de um iludido
capaz do próprio futuro
nas mãos dele confiar.

A vida de quem mora
em Rodeio também
acontece em Timbó,
Há muita gratidão
envolvida para com
esta cidade vizinha
sempre hospitaleira
e por nós tão querida.


No início de setembro,
eu vi ipês amarelos
poéticos florescendo
na querida Timbó
que encheram o peito
de amor tremendo;
Até parecia que
Lindolf Bell estava
escrevendo um poema
naquele momento.


É sobre a vida acontecendo...

Há plantas rompendo o concreto pra florir.
Como assim você vai desistir?

Tudo é uma questão de gosto,
Há quem atravesse o deserto para mergulhar no mar,
Há quem não saia do lugar e prefira mergulhar numa poça.

Tenho grande semelhança com o mar,
Há quem prefira lamear-se numa poça.

Há codinomes que só as paredes ouvem, e isso é entre nós.

Há um abismo entre conhecimento, inteligência e sabedoria, assim como entre ter as ferramentas, saber usá-las e o que se construirá com elas.

Há coisas que pedem silêncio, não explicações. Outras, pedem entrega, não controle. E quando o coração já não sabe o que fazer, talvez seja hora de confiar: Deus sabe exatamente onde tocar, cuidar e transformar.

Há personagens que até encantam,
Mas,
Não contam a verdade.

Há pessoas preocupadas comigo,
E eu nem lembro delas.
A culpa disso,
não foi minha.