Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
“Há forças que poucos entendem,
mas eu aprendi a respeitar o que
não se explica. Alguns têm corpo
de gente, mas alma vazia.”
“Monólogo do Inescolhido”
Há um cansaço que não se explica.
Não é físico, nem moral, é um cansaço que nasce no meio do peito. Um peso que o tempo não alivia.
Eu o carrego como quem carrega um corpo morto dentro de si e finjo que ainda é um coração.
Estou cansado.
Cansado de existir para os outros apenas nas horas em que falta alguém.
Cansado de ser o consolo fácil, o “você é incrível” dito com pena, o número esquecido em agendas que só tocam em dias de vazio.
Cansado de ser o quase.
De estar sempre à beira de ser amado, mas nunca atravessar a fronteira do afeto.
De oferecer abrigo a quem só veio se esconder da chuva e depois me deixar encharcado na porta da própria casa.
Eu sei o nome da solidão.
Ela me chama todas as noites, me fala baixinho e lembra que ninguém vem.
E eu obedeço, acendo a luz fraca, arrumo a cama e deixo espaço ao lado.
Ela deita comigo, fria e paciente, logo sussurra: “é só você e eu, outra vez.”
E eu rio... Um riso rouco, cansado, meio incrédulo, porque sei que ela tem razão.
O mundo gira em volta de amores, de laços, de mãos dadas… E eu sigo solto, orbitando fora de todos os abraços.
Há dias em que penso que não fui feito para o amor.
Talvez tenha sido moldado para ser abrigo de ausências, refúgio de despedidas.
Talvez exista só para que outros entendam o que é não ficar.
Mas o que mais me destrói é essa esperança que não morre.
Essa centelha absurda que insiste em acreditar que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Um olhar que não desvie, uma presença que não se dissolva.
Até lá, sigo cansado.
Tragicamente, vivo esperando o impossível com a teimosia dos que já perderam tudo, mas ainda pedem mais uma chance.
“Monólogo do Inescolhido - Ato III”
Cheguei ao ponto em que não peço mais.
Não há súplica, não há oração, não há sequer o gesto de estender a mão.
Eu entendi, ninguém vem.
E essa ausência não é acidente, é destino.
Há algo de terrivelmente claro nisso, o amor é um banquete e eu nunca tive assento à mesa.
Passei a vida à porta, ouvindo risos, sentindo o cheiro do pão quente, mas sem jamais ser chamado a entrar.
No começo, eu batia.
Depois, esperei.
Agora, apenas caminho em círculos, acostumado ao frio que sempre coube a mim.
E não é que a solidão seja inimiga, não mais.
Ela se fez carne da minha carne, me moldou os ossos, me ensinou a calar.
Eu sou feito dela e ela de mim.
Não nos suportamos, mas não nos largamos.
O amor?
Talvez exista, mas não para todos.
Talvez seja como a luz do sol, que aquece o mundo, mas deixa algumas frestas eternamente na sombra.
Eu sou uma dessas frestas.
E não há tragédia nisso, apenas constatação.
Estou cansado, sim.
Mas já não é o cansaço da espera.
É o cansaço de quem aprendeu a andar descalço sobre pedras e já não sente dor nos pés.
A dor virou hábito, a falta virou pele.
Se algum dia alguém me escolher, não saberei mais o que fazer.
Meu corpo, acostumado ao vazio, talvez não reconheça o toque. Talvez até recuse.
E assim termino... Não como quem implora, mas como quem aceita sua condição.
Não sou escolhido.
Nunca fui, nunca serei.
E isso, por mais cruel que seja, é também a minha forma de existir.
Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.
A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.
Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.
A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.
Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.
Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.
Sem congregação
Há vantagens em não pertencer a uma igreja local! Sim em não pertencer a uma religião! As vantagens são: Não estar ligado a nenhuma verdade humana; só receber o evangelho puro da bíblia; Não ter conflitos com pastores; viver directamente dependente do Espírito Santo; Não ter conflitos com pastores sobre Batismo no Espírito Santo, nem sobre Dons do espírito Santo e mesmo ministérios de Jesus Cristo.
Enfim viver somente lendo a bíblia, sem conflitos Sobre escolas escatológicas: Pre - Tribulacionismo, Meso-Tribulacionismo, Pós -Tibulacionismo. Ou ainda: Pré - Milenismo, Amilenismo, Pós-Milenismo. Ou mesmo escolas: Futurista, Preterista, Historica e idealista. Enfim vivendo em comunhão com o Senhor até que ele Venha!
Há coisas que só o tempo é capaz de colocar no lugar.
Nem o grito resolve,
nem o silêncio cura.
O tempo, esse velho artista invisível, molda, alinha, apaga, ensina.
Há dores que só o tempo traduz.
E há respostas que só ele revela,
sem pressa, mas com precisão.
Confia.
O tempo é lento,
mas justo.
Há o tempo de sorrir,
há o tempo e chorar.
Hoje podemos sentir,
amanhã poderemos sonhar..
Há também o tempo de agradecer, há
o tempo de chorar!
Mas,hoje, vamos refletir para viver esse dia e.se alegrar!
Marieci
1
Ali tão pertinho, onde não podemos ver, há um segundo de distancia, está ele, o futuro.
O futuro que você tanto esperou e sonhou, o futuro onde só voce sabe como se imaginava, acredite você está vivendo o futuro sonhado por você um dia, agora.
Neste exato momento.
Aproveite!
Seja Feliz!
Há lábios que oferecem melodia e harmonia; há lábios que oferecem veneno e morte. A audição deve saber distinguir.
Algumas pessoas se preocupam tanto com seu lado exterior
que esquecem que não há maquiagem que dê jeito no estrago emocional.
Acordei e contemplei o que construí.
Há pouco tempo, vejo-me ainda colocando tijolos à frente, um após o outro, sem pressa, mas sem pausa.
Às vezes retorno, observo o caminho, mas mesmo assim coloco mais um.
E quando olho o que já ergui, percebo: Estou bem.
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