Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Ser sociável é uma coisa arriscada. Fatal até, pois significa estar em contato com pessoas. E a maioria delas é idiota, perversa e ignorante, e está com você apenas porque não conseguem aguentar a própria companhia.

⁠Se quer que as pessoas gostem de você, e não te odeiem, tem que ser boa. Uma pessoa boa. Tem que colocar os interesses dos outros acima dos seus.

Procure lugares bons, energias boas, pessoas legais.

Muitas vezes não fazemos enfim o que há dentro de nós mesmo que conheço como essência, porque vivemos de acordo com o que a própria sociedade nos dita o que devemos ou não fazer, e muitas das vezes nos pegamos envolvidos com essa ideia e lentamente sem perceber criamos uma barreira dentro de nós mesmos, dificultando a volta a nossa origem. Bom tudo isso, quer dizer, que a vida é nossa, e assim sendo nossa, temos todo direito de fazermos dela o que quisermos, deixar que nos ditem estaremos sendo traidores com nossa própria vida, pois a vida se denomina num ciclo, só você sabe o que faz dela, só você sente o que quer de fato realmente fazer, os problemas passam a acontecer, quando nos rotulamos, quando deixamos de ouvir o interior para ouvir o exterior.
Libere seu sentimento.
Ele sabe exatamente o que você quer.
Se arrisque de vez em quando.
Faça teste com você mesmo, e no final percebera que se arriscar é se permitir ser feliz, é permitir sentir emoções inexplicáveis.
Tudo esta dentro de você.
Para se encontrar é preciso se perder.

⁠Há dois tipo de pessoas neste mundo: as pessoas que pegam e as que perdem. Predadores e presas. Leões e cordeiros.

Não importa se você vence ou perde, não há sentido na guerra.

Não há palavra que descreva com exatidão o sentimento de perder um ente querido na morte.

⁠Não há o bom. Não há o mau. Apenas o fraco e o forte.

Querido, me abrace forte até eu explodir
Pare de pensar, o que há de tão difícil nisso?
Me beije como se fosse uma mentira
Como se eu fosse seu último amor

Mulher bela...
(Nilo Ribeiro)

Há belezas que não se descrevem,
são somente contempladas,
os poetas não se atrevem,
pois lhes faltam as palavras

mulher mais bela,
por Deus foi criada,
tem o perfume da primavera,
o frescor da alvorada

quando a vejo caminhando
sou todo admiração,
do poema que estou versando,
é você a inspiração

meneio de nobreza
que me deixa extático,
seus olhos de tanta beleza
se parecem mágicos

sorriso mais lindo que vi,
do mais singelo esplendor,
nem o grande Dali
retratá-lo-ia com tanto primor

mãe com desvelo,
mulher afetuosa,
como mulher é modelo,
como mãe é preciosa

mulher em essência,
fala com elegância,
eu em plena consciência
me mantenho à distância

mulher de exuberância,
legado de seus pais,
concordia é a sua substância,
é a mais nobre dos mortais

reverbera o amor,
refuta a injustiça,
solidária na dor,
declina a cobiça

fica a admiração
por uma pessoa do bem,
não preciso de inspiração
para ir mais além

afirmo com franqueza,
e isto se faz mister,
Deus te deu toda beleza
e o dom de ser mulher

uma coisa eu confesso,
"aqui não cabe mentira",
não é exaltação o que verso,
é a verdade da minha lira

mulher, mãe e filha querida,
peço a Deus que abençoe a tua vida...

Há momentos, em que o melhor a fazer...
É retirar-se, ausentar-se um pouco,
isolando-se em si mesmo(a)...
Para refletir,
repensar,
renovar-se,
E só então regressar,
com a esperança recomposta
com a alma disposta,
sentindo-se bem e forte
pra recomeçar.

"Que Deus me proteja sempre dos lobos com vestimentas de cordeiros, e que eu jamais perca a minha fé e a minha esperança, mesmo que pessoas dissimuladas tentem usar de artimanhas para derrubar-me. Eu creio em Deus e fielmente na lei do retorno. - Senhor, quando meu corpo esmorece é a ti que recorro. Que a justiça dos justos seja feita!"

Quando vi você pela primeira vez, senti algo diferente, estranho percorrendo o meu ser, jamais poderia imaginar que fosse amor, não consigo tirar você do meu pensamento...

'O que tem de ser tem muita força'. É tipo não poder afirmar, categoricamente, dessa água jamais beberei porque por mais que nossos atos sejam determinantes há sempre algo que nos escapa, foge do nosso controle. Você pode fazer planos de viajar por outros ares e no percurso, ou antes, de concretizar a idéia, haver uma mudança brusca que te leve a outro lugar e lhe apresente ‘o chamado: inesperado'

POEMA

A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.

Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.

O Engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.

A um rio sempre espera
um mais vasto e ancho mar.
Para a agente que desce
é que nem sempre existe esse mar,
pois eles não encontram
na cidade que imaginavam mar
senão outro deserto
de pântanos perto do mar.
Por entre esta cidade
ainda mais lenta é minha pisada;
retardo enquanto posso
os últimos dias da jornada.
Não há talhas que ver,
muito menos o que tombar:
há apenas esta gente
e minha simpatia calada.