Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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⁠A matéria inanimada obedece à lei divina pela força, mas um ser humano só pode obedecer a Deus com sua vontade, visto que obediência relutante não seria realmente obediência. Não pode haver tal coisa como amor relutante, confiança relutante, ou santidade relutante. A voluntariedade entra na essência de um ato moral. Portanto, tendo assim formado o homem, o Senhor não se esquece desse fato, mas sempre trata o homem como um livre agente. As compulsões divinas de sua graça só são congruentes com a criatura disposta e indisposta.

Charles Spurgeon
Illustrations and Meditations, or Flowers From a Puritan´s Garden (1883).

Todo artista pode ser designer, mas nem todo designer consegue ser artista.

⁠"Quando as pessoas de bem resolverem ser mais ousadas que os canalhas, inevitavelmente elas mudarão o mundo."

O fato de ninguém ser obrigado a fazer companhia para ninguém não é licença poética para abandonar na solidão quem estava na solitude.

Há uma diferença deveras silenciosa, mas profunda, entre estar só e sentir-se sozinho.

A solitude é uma escolha, um espaço de encontro consigo mesmo, onde o silêncio não pesa e a ausência de vozes não se transforma em vazio.

A solidão, por outro lado, muitas vezes surge quando aquilo que era abrigo se torna isolamento, quando a liberdade de estar consigo cede lugar à sensação de ter sido deixado para trás.

É verdade que ninguém tem o dever de permanecer onde não deseja estar.

Relações não podem ser sustentadas por obrigação, e afeto não floresce sob imposição.

Mas reconhecer essa liberdade não significa ignorar o impacto que nossas ausências produzem na vida de quem caminhava ao nosso lado.

A maturidade das relações não está apenas no direito de partir, mas também na responsabilidade de compreender o que a partida representa.

Muitas vezes, a pessoa que parecia bastar-se não era alguém que dispensava vínculos; apenas havia aprendido a conviver bem consigo mesma.

Confundimos independência com invulnerabilidade e acabamos acreditando que quem aprecia a própria companhia não sente a falta da companhia alheia.

Sentir falta, entretanto, é parte inerente da experiência humana.

Nem mesmo os mais autossuficientes são imunes ao afeto, ao pertencimento ou à dor das rupturas.

Existe uma delicadeza que deveria acompanhar os encontros e desencontros da vida: a consciência de que passamos pela história dos outros deixando marcas.

Algumas são lembranças leves; outras, cicatrizes profundas.

Não se trata de permanecer por pena, nem de carregar responsabilidades que não nos cabem.

Trata-se de agir com humanidade suficiente para não transformar nossa liberdade em descuido e nossa escolha em negligência emocional.

Porque, no fim das contas, a verdadeira consideração não está em nunca partir.

Está em não esquecer que, enquanto estivemos presentes, ocupamos um espaço real na vida de alguém.

E que a forma como saímos desse espaço pode determinar se aquela pessoa continuará habitando sua própria solitude ou será empurrada para uma solidão que nunca escolheu.

"Ser admirado é tocar a superfície do mundo. Ser amado é penetrar-lhe o âmago."

" Porque a plenitude de qualquer ser não está em brilhar diante de muitos, mas em ser abrigo na alma de alguém. "

" As lágrimas secretas são a linguagem do que não pode ser plenamente traduzido em palavras. São um diálogo íntimo entre a consciência e o absoluto. Quem aprende a compreendê-las não se torna mais fraco. Torna-se mais profundo. "

" O ser humano, ao atravessar a experiência da frustração, é convidado a deslocar o eixo de sua felicidade das circunstâncias externas para os fundamentos mais íntimos da consciência. É nesse instante que se pode divisar a real liberdade. "

" Quem não aceita as diferenças é obrigado a ser igual, esse é o grande mal que o orgulho cria. "

"Ser gentil é compreender que o outro carrega batalhas invisíveis e, ainda assim, escolhe não ser mais um peso sobre seus ombros."

A TRÍADE DO SER E A EVOLUÇÃO DA ALMA.

SEGUNDO O Livro dos Espíritos E Allan Kardec
O trecho apresentado, compreendido entre as questões 134 e 146.a, constitui uma das mais densas e estruturais elucidações da ontologia espírita. Aqui não se trata de mera especulação metafísica, mas de uma arquitetura racional do ser, onde a alma deixa de ser abstração vaga para tornar-se princípio inteligível, funcional e integrado ao mecanismo da existência.
A resposta inaugural, na questão 134, é de uma precisão lapidar. A alma não é uma entidade distinta no sentido absoluto, mas o próprio Espírito quando encarnado. Esta definição elimina dualismos artificiais e dissolve antigas confusões teológicas. Antes da encarnação, é Espírito. Durante a encarnação, é alma. Após a morte, retorna à condição de Espírito. Não há ruptura ontológica, apenas mudança de estado.
O comentário subsequente introduz a clássica tríade constitutiva do homem, que se tornou pilar da antropologia espírita. Corpo, alma e perispírito. O corpo é o instrumento material, regido pelas leis biológicas. A alma é o ser pensante, princípio inteligente e moral. O perispírito, por sua vez, é o elo semimaterial que permite a interação entre ambos. Sem esse elemento intermediário, a comunicação entre o imaterial e o material seria impossível, dado o abismo de natureza entre ambos.
Essa concepção resolve, com elegância filosófica, o problema da interação mente-corpo que atormentou correntes materialistas e espiritualistas ao longo dos séculos. O perispírito funciona como um mediador vibratório, permitindo que o Espírito atue sobre a matéria sem violar as leis naturais.
Na questão 136, estabelece-se uma distinção crucial entre alma e princípio vital. O corpo pode possuir vida orgânica sem a presença da alma, mas jamais poderá haver alma encarnada em um corpo morto. Aqui se delineia a diferença entre vida biológica e vida consciente. Um organismo pode funcionar como máquina vital, mas sem inteligência, sem consciência de si, sem moralidade, não é homem, é apenas matéria animada.
Outro ponto de rigor doutrinário surge na questão 137. O Espírito é indivisível. Não pode ocupar simultaneamente dois corpos. Essa afirmação refuta teorias antigas e modernas que sugerem fragmentação da consciência ou multiplicidade simultânea de encarnações. A individualidade espiritual é una, contínua e intransferível.
Já na questão 139, surge uma nuance linguística de grande importância. A palavra alma é polissêmica. Pode designar o princípio vital, o ser moral ou o Espírito encarnado. As divergências filosóficas muitas vezes não nascem de contradições reais, mas da imprecisão da linguagem. Kardec, com notável rigor metodológico, insiste na necessidade de definição conceitual antes de qualquer debate. Trata-se de uma exigência epistemológica.
A questão 141 amplia a compreensão espacial da alma. Ela não está confinada ao corpo como um prisioneiro, mas irradia-se, manifesta-se além dos limites físicos. Essa ideia antecipa, em termos filosóficos, concepções modernas de campo e influência, sugerindo que o ser espiritual transcende a localização puramente anatômica.
Quando se aborda a criança na questão 142, desmonta-se a ideia de formação progressiva da alma. O Espírito é completo desde o início. O que evolui são os instrumentos de manifestação, ou seja, o corpo e seus sistemas. A limitação não está no ser, mas na expressão.
A diversidade de definições entre Espíritos, tratada na questão 143, revela uma hierarquia de compreensão no plano espiritual. Nem todos possuem o mesmo grau de lucidez. Isso introduz um critério crítico fundamental ao estudo mediúnico. Nem toda comunicação espiritual é, por si, portadora de verdade elevada. É necessário discernimento, análise comparativa e coerência doutrinária.
Na questão 144, a chamada alma do mundo é apresentada como princípio universal da vida e da inteligência. Não se trata de uma entidade individualizada, mas de uma fonte comum da qual derivam as individualidades conscientes. Aqui percebe-se um eco de antigas tradições filosóficas, reinterpretadas sob uma ótica racional e desprovida de misticismo obscuro.
Por fim, nas questões 146 e 146.a, resolve-se a antiga discussão sobre a sede da alma. Ela não possui localização fixa, mas manifesta-se com maior intensidade nos centros funcionais do organismo. No cérebro, para as operações intelectuais. No coração, para as emoções e sentimentos. Trata-se de uma predominância funcional, não de confinamento espacial.
Em síntese, este conjunto de questões estabelece uma metafísica da alma que é simultaneamente racional, experimental e moral. O homem deixa de ser um enigma insolúvel para tornar-se um sistema inteligível, onde cada elemento possui função definida e coerência estrutural.
E assim, ao compreender-se como Espírito encarnado, o ser humano deixa de buscar-se na matéria perecível e passa a reconhecer-se como consciência em trânsito, responsável por sua própria elevação, caminhando, não ao acaso, mas sob a égide de leis que se harmonizam com a justiça e com a razão.
Marcelo Caetano Monteiro

⁠"O mau não deixa de ser mal, porque é feliz fazendo maldades."

⁠"Não é a escola que deixa o ser inteligente, a escola ensina a usar o interesse pelo conhecimento, quem não tem interesse e sabedoria, sempre estuda e nunca aprende."

⁠"O maior peso da vida é: ser obrigado a carregar a tristeza dos outros, enquanto eles carregam a felicidade."

⁠“Todas as pedras podem ser lapidadas, mas nem todas se tornam preciosas.”

"O livre-arbítrio não lhe impede de ser um ignorante."

"O mundo não deixará de ser redondo só porque você pensa que ele é quadrado, ou o mundo não deixará de ser quadrado só porque você pensa que ele é redondo; ou você se adapta, ou passa a vida sem se encaixar em nenhum lugar."

"O ladrão acha certo roubar, mas acha errado ser roubado. Quem não analisa o próprio comportamento, corre o risco de roubar o espaço, a paz e o direito do outro."

“O mundo deveria ser um parque de diversão e os ingressos gratuitos.”

O Consolador prometido por Jesus cumpre o seu mais alto desígnio — o de restaurar no ser humano a consciência da imortalidade e da fraternidade universal.


Porque, afinal, o mundo não se transformará por novas teorias, mas por almas evangelizadas que vivem o bem silenciosamente.
Quando o Espiritismo sai de nós, o Cristo volta a caminhar entre os homens — não nos templos de pedra, mas nos santuários da consciência, onde a caridade se faz verbo e o amor se faz lei.


Reflexão:


“Sede, pois, o Evangelho que o mundo pode ler, a lição que não se pronuncia, mas que se sente.”