Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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O amor pode até ser cego, mas a rejeição é bem clara e os sinais são bem visíveis; insistir é ferir a própria dignidade, retirar-se é a melhor escolha.

Podemos comandar a mente para fazer as nossas ações, ou ser comandado por ela, e procrastinar o que precisa ser feito.

"O tempo não espera você melhorar — ele revela quem você decidiu ser."

"Quem se controla, não precisa ser controlado."

Ser cristão não tem a ver com ser perfeito, mas com não se contentar com a imperfeição.

A verdade deve ser permanentemente interrogada, e não simplesmente consumida.

✍🏻A luta pela sobrevivência de uma vida digna parece ser uma busca incessante pela posse daquilo que não levamos, e às vezes, nem usufruímos.
🌎🚺🚹♾️💜🤍💖

✍🏻O dinheiro tira o ser humano da pobreza material, mas só a Educação e o Auto Conhecimento tira a pobreza de dentro do ser humano.
😊😉♾️🪬📿

Ser feliz não tem preço; é um prazer que sentimos no cotidiano, entre cada batida do coração...

⁠⁠Ter defeitos é do ser humano todavia a perfeição nesta vida é uma utopia. Sentiu que falhou se arrependa e siga a vida.

⁠Só eu sei as dores e as delícias de ser quem eu sou.

“Ser aplaudido por uma mentira é mais triste do que ser rejeitado pela verdade.”

“O desapego dos bens materiais não está necessariamente em não possuir, mas em não ser possuído por eles — e é isso que a conversão verdadeira começa a operar.”

O Estado de ser e os problemas do Ser


Agilson Cerqueira


Inebriar-se ou embriagar-se não é fugir — é um método.
Um experimento contra a tirania da inconsciência.
Pois existir, quando plenamente percebido, não é um dado — é um privilégio.
A lucidez não ilumina: ela expõe.
E o que ela expõe não é o mundo, mas a impossibilidade de habitá-lo sem fissuras.
Há, portanto, uma tensão irreconciliável:
entre o esquecimento, que dissolve o ser, e a consciência, que o torna insuportavelmente nítido.
Não se trata de escolher entre dois estados, mas de reconhecer que ambos falham.
O esquecimento falha porque não sustenta.
A lucidez falha porque sustenta demais.
O sujeito, então, não é algo estável —
é um movimento de oscilação.
Um pêndulo sem centro.
Aquilo que se chama “eu” não passa de um intervalo entre percepções, uma tentativa precária de continuidade num fluxo que não admite permanência.
Conhecer-se torna-se impossível,
não por falta de profundidade,
mas por excesso de instabilidade.
O ser não é oculto — é inconsistente.
E talvez por isso o outro se torne intolerável: não por diferença, mas por revelar que também ele sustenta, com igual fragilidade,
a ficção de existir.
Recusar-se a ser o outro
é, no fundo, recusar a evidência
de que não há saída fora dessa condição.
Ser é estar preso numa estrutura sem fundamento, onde o instante é tudo o que há — e, ainda assim, não se sustenta.
O agora não é presença: é ruptura contínua.
Assim, as palavras “loucura e lucidez”
perdem o sentido.
Porque ambas partem do mesmo erro:
acreditar que há um estado correto do ser.
Não há.
O que existe é apenas a consciência
tentando justificar o fato bruto de estar aqui.
Sem motivo.
Sem centro.
Sem garantia.
E talvez o pensamento mais radical
não seja compreender isso
— mas continuar, mesmo assim.

O peso de um erro só pode ser entendido quando a partir dele se avança.

Agarrado ao passado, passa sem a leveza daquilo que queria ser.

A verdade não precisa ser explicada, adornada nem decifrada; ou é ela, ou não é a verdade.

Ser aceito pelos outros não basta; sem autoaceitação, continuamos distantes de nós mesmos.

A grande inquietação do homem nasce da fricção interior entre o ser absoluto e o nada eterno.

Torna-se digno de ser ouvido o homem que, depois de anos vivendo o que pensa, fala com a autoridade das próprias ações.