Ha como eu Queria q ela Soubesse
Seja por insegurança
pública ou política
aqui na América Latina
há tempos que nenhum
de nós dorme mais,
tenho escrito versos
latino-americanos
com ambição de obter
a reconciliação e a paz.
O General está preso
há mais de três anos,
acusado de instigação
a rebelião injustamente,
não consigo entender
como tem gente que
se mantém indiferente.
Nesta América Latina,
da liberdade do General
ninguém ouviu falar mais,
para todos os pedidos
de liberdade merecida
não há sequer resposta,
e isso tem atormentado
a todos e sem pausa.
O General injustiçado
que há mais de três anos,
continua sem acesso
ao devido processo legal,
deixou como mensagem
o encontro, o perdão
e a reconciliação nacional.
Da tal Nova Era Judicial
não há uma só pessoa
que não esteja a espera,
e como quem deseja ver
o florescimento da cattleya,
peço a liberdade com toda a poética.
A nossa América do Sul cedo ou tarde
há de ressurgir plurinacional,
Passado o Dia
da Dignidade Nacional,
Ainda não se sabe a data,
a hora e quando
Virá a liberdade da tropa
e do General;
Padece enfermo
o Capitão-de-Navio,
Permanecem os mesmos erros,
(e tudo está do mesmo jeito).
Dizem que há um aceno
para a reconciliação nacional
na Pátria que não é a minha,
Espero que ela ocorra
com toda a justiça e poesia.
Dizem que o Capitão-de-Navio
e o Coronel pai dos cachorros
estão num estado muito mal,
Todos os dias sempre
lembro da tropa e do General.
O General está preso
injustamente há pouco mais
de três anos sem acesso
ao devido processo legal,
Ele está sofrendo como
povo e preso como povo,
numa situação infernal.
Não há como dizer
que tudo isso é normal,
tem gente que não
consegue conviver
com quem pensa diferente,
A cada dia que passa andam
deixando mais preso o General:
evidenciando claramente
que não conseguem conviver
com quem pensa diferente.
(Para saber disso não precisa ser vidente).
Faltam pouco mais
de dois meses,
para completar três
anos de injustiça
contra o General,
há um arrepiante
silêncio sepulcral,
e tudo parece igual.
No Reino da Indiferença,
também passou o Natal
e não há nenhuma notícia
de liberdade para o General.
No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
compaixão, poesia e paciência.
No Reino da Indiferença,
a Mãe deve estar chorando
e ninguém escuta,
ainda tenho a dúvida se ela
tem notícia dos sargentos.
No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
esperança, a reconciliação e boa convivência.
No Reino da Indiferença,
não dão nem tempo para pensar
a voltar a se humanizar para não mais assim ser.
No Reino da Indiferença foi descoberto
mais uma conspiração contra a vida, ordem,
a paz e a Assembleia Nacional,
infligindo contra o povo um terror sem igual.
No Reino da Indiferença o tempo vai passando
sem tempo para parar e pensar;
de boicote em boicote o fluxo do cotidiano
acaba por atrasar a vida de quem já sofre tanto:
E lá quando tudo para eu paro junto,
porque a justiça está atrasada
para dar liberdade ao General e para muitos
que como ele ainda seguem presos injustamente.
No Reino da Indiferença ainda se prendem sindicalistas,
se mantém preso o velho tupamaro,
nada se sabe do Capitão-de-Navio e da tropa,
e se têm deixado o autoproclamado da responsabilidade escapar.
(Sem querer ofender à ninguém,
peticiono ao Reino da Indiferença
para que seque as lágrimas de quem não para de chorar).
Não há enigma
a ser decifrado,
Não veja chifre
em cabeça de cavalo,
(Apenas uma poetisa
injetando versos
nas veias abertas
da América Latina),
Para talvez tentar
a sorte e a calma
galeana por qualquer
lugar que precisar,...
Testemunha sensitiva
das prisões políticas
no afã de cada uma
delas pela liberdade
serem socorridas,
Pois até lá na Bolívia
que caiu a Ditadura,
evoltou a democracia:
Ainda não libertaram
Orestes e Alejandra,
e outros tantos mil,...
Contando estas e outras
tantas cruéis histórias,
ainda sobra espaço
para insistir em querer
saber do General
injustamente preso
que ninguém sabe,
e ninguém nunca mais viu.
América do Sul, Pátria minha,
peço que não me deixem órfã como filha
e cada um dos teus amados filhos,
nas tuas mãos estão entregues os nossos destinos.
Sempre haverá um
condor acompanhando
cada passo meu,
neste peito devoção
há pelo continente,
não sei qual será
o destino da nossa gente.
Talvez a segunda onda
virá ainda mais forte,
será usada como álibi
para a injustiça culposa
do vício daqueles tais
que têm poder evidente.
Sempre haverá um
condor acompanhando
cada verso meu,
que insiste rogar
pela liberdade do General
que está preso inocente,
e por uma tropa igualmente.
Talvez a segunda onda
virá ainda mais atroz,
o Peru amanheceu mais
uma vez sem presidente,
apareceu mais de um algoz,
e não há grupo interferente.
Pela primeira vez nunca
tivemos tão distantes
de alcançar a luz do final do túnel
de cada rincão e dos instantes,
não arrisco a previsão
que virá daqui para frente.
Só sei que a vida por aqui
está a cada dia mais indecente,
e o povo sendo condenado à indigente,
que cada poema me custe o sangue,
tenho orgulho da minha insônia
serena de quem não vive indiferente
neste mundo onde nem as araucárias vivem livres.
O General está preso injustamente,
Não há nenhuma notícia de medida humanitária,
O General está isolado simplesmente.
O General está isolado, sem comunicação
e permanece em injusta prisão:
(((há uma tropa em igual situação))).
O General por ter exercido
a livre expressão
onde há muito tempo
já não mais se podia,
e ainda não pode;
ele segue há quase
três anos na prisão
e a opressão contra muitos
em igual situação
permanece estendida.
Só sei que se ali eu estivesse
com toda essa poesia
também reclamaria.
O General é um símbolo
de honra e dedicação,
com a Pátria dele
e isso é e sempre
foi uma continental constatação
onde falta oxigênio e justiça,
desconfio que neste momento
devem de novo ter
proibido de receber visita,
se indignar e falar ali sempre
tem virado caso de polícia.
Só sei que se ali eu estivesse
com toda essa poesia
também estaria apreendida.
Só sei que se ali eu estivesse
com toda essa poesia
pela reconciliação insistiria.
O General está preso há mais
de dois anos e meio,
e de novo não deixaram vê-lo.
O General está enfermo,
e de novo não deixaram vê-lo.
As filhas pediram a liberdade
do dedicado Pai,
e de novo não deixaram vê-lo.
O General é inocente,
e de novo não deixaram vê-lo.
O General está preso
injustamente,
e de novo não deixaram vê-lo.
Tudo acontece neste continente,
e de novo não deixaram vê-lo:
Acabou Constituição de Pinochet,
as cotidianas tiranias estão vivas
e de novo não deixaram vê-lo.
Para o auxiliar do autoproclamado
houve escape diante de todos,
e para a inocência do General não
tem havido nenhuma misericórdia.
A única prova que existe é que
não há provas contra o General,
e de novo não deixaram vê-lo:
Para quem não se dedica
há glória e oxigênio de sobra,
e para o General e uma tropa
a injustiça oligarca transborda.
A única prova que existe é que
não há justiça a favor do a General,
e de novo não deixaram vê-lo.
Em tempos de tribunais
há mais de cento e oitenta
dias todos fechados,
olharia no profundo
dos olhos de azabache
do General e de tantos
outros para dizer que
não existe meia verdade.
Não é mistério para ninguém
que a reconciliação
foi de fato pela metade
e que para quem merece
é liberdade ou liberdade.
O General que está preso
injustamente desde
o trágico dia 13 março
há mais de dois anos
ainda não foi nem
preliminarmente julgado,
e segue vítima de uma
conspiração covarde:
notícias dele ninguém sabe.
Há uma imensa tropa
passando por igual sufoco,
dizer que ocorreu total
reconciliação não é verdade;
não adianta ninguém esconder
o quê o mundo inteiro sabe.
Em terra que dizem
que há mais generais
do que aviões,
Só me resta lamentar
o quê vejo nas
páginas dos jornais.
Só se sabe é que
a fada da pandemia
foi bailar até no quartel.
A grande realidade
é que ainda estão
fechados os tribunais,
Do General preso
injustamente e da tropa
ninguém sabe mais.
Só se sabe é sobre
os pensionados
que foram maltratados.
Não há ninguém que
não se queixe que
está desde março
sem notícia alguma,
Ecoou pela fresta
que um militar que
era pastor foi
achado enforcado
e que há silêncio inalterado.
Do mais distante sótão
e de quem preso como
o General está em Fuerte Tiuna
até agora não há
resposta de vida alguma,
E lendo sobre mortes estranhas:
(o contexto total preocupa).
Só se sabe mesmo é que
há um pedaço do continente
que anda mal-assombrado
e por um pesadelo embalado.
Não há justiça nem notícia
pro General, a tropa e aos civis:
malditos sejam os apegados à política.
Sobrevoa o condor
o nosso continente,
a cada dia há
mais gente doente,
O Mar é da Bolívia,
a cada dia por
aqui tudo tem
virado caso de polícia:
sem contabilizar
o silêncio chileno
por cada prisão política,
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
dos refugiados
a instabilidade política
tem sido a madrinha,
e tem trazido injustiça
para o líder veterano
dos tupamaros;
E estes versos
estão presente entre
os desamparados
da América Latina
e recordam que as Malvinas
são e sempre serão argentinas,
E não posso deixar de lembrar
que o General preso injustamente
ganhou a medida cautelar,
e pela tropa também sigo a gritar,
quero ver o sol da justiça raiar
e a liberdade sul-americana celebrar.
Passaram mais de dois anos,
Não há nenhuma notícia de justa liberdade,
O General está preso injustiçado.
O General está preso injustamente
há mais de dois anos num calvário,
A justiça está vendada: infelizmente.
Uma história de injustiça brutal:
Até agora não há notícias do General,
Ele está em isolamento total.
Venho fazendo uso
há mais de dois
anos poeticamente
do nome de um
General preso
injustificadamente,
Não tenho feito isso
indevidamente,
não me comporto
como um papagaio
da TV mentiu sobre
ele grosseiramente:
Apenas me queixo
infinitamente
por ele e pelo continente,
Pois colocaram o General
em ISOLAMENTO TOTAL,
E assim queixo igual
por tantos outros
presos de consciência
como o General
que se encontram
encerrados por
quem vive friamente.
Não posso apenas
ser uma observadora
da cena e me calar simplesmente,
Não há dia mais brando
para Mães com filhos presos
em condições injustas,
e mesmo para aquelas que
os filhos procuraram o caminho desviado,
Mãe é Mãe acima de qualquer autoridade
ou até mesmo
de qualquer pecado,
(Discordar não é
e nunca foi pecado),
O General foi
preso no fatídico
dia 13 de março no meio
de uma reunião (pacífica)
que nada teve de conspirativa,
e sim de natureza (contestativa)
de uma trágica realidade
que ninguém pode falar que é fantasia.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Poemas sobre a família mostrando que ela é o nosso alicerce
- Quem sou eu: textos prontos para refletir sobre a sua essência
- Eu sou assim: frases que definem a minha essência
