Ha como eu Queria q ela Soubesse
Paira o
ar pesado,
e não há
comunicado
sobre
o General e a
tropa.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
Não
vejo
a luz
das estrelas,
nos ombros
do outro General
elas estão
presas em
cinco letras.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
Espero
pela alvorada
quando
terei notícias
da prisão
do General findada.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
Os teus
olhos como
o Orinoco
estão
em turbilhão,
e sobre o General
e a tropa não
há consolo.
🌺🌺🌺🌺🌺🌺🌺
É metade
da semana
do General
e da tropa não
sei de nada,
A sigla ainda
me espanta.
Há famílias
inteiras
sem notícias,
Não há comida
o suficiente,
E não há
quem permita
que a leve.
Não há luz
e sobra dor,
O ombro
do General
não se curou
e o físico
se abateu,
Não há mais ar
e tem quem
disso morreu.
Faltam janelas
e sobra
crueldade,
Não há mais
notícias,
E isso está
acabando
com todos;
Não há nada
e vocês sabem
melhor que
eu isso,
Não há
mais visita,
e nem houve justiça;
Há superlotação,
Extrapolam
testemunhos falsos.
Posso até ser proibida
de entrar
em vosso território,
Deixo o quê penso
como registro histórico,
com alma lavada
e meus pés descalços.
Sou o verbo
que denuncia
abertamente
na boca do
jovem tenente.
Nesta Pátria
há quem
nela durma
e que se
desencontra
na esquina
do destino
indiferente
ou conivente.
Não me importo
nadar contra
a corrente,
vou escrevendo
nas páginas
da vida
que estou
descontente
porque estão
arruinando
o General,
e acho que
nem sei mais
o quê é poesia.
Anseio libertar
a tropa mesmo
sem ter a ideia
de como fazer,
só sei que não
há mais tempo
a perder,
o maltrato
rompeu todo
o limite humano.
Nem um só
instante
nós dois não
esquecemos,
e não há um
dia em que
não paramos
de pensar
nos presos de
consciência,
e todos os dias
rogamos à Deus
que lhes dê
a resiliência
para o peso
que eles e
os deles têm
de suportar.
Falta tudo
e o pouco:
o perdão
e a reconciliação
para espantar
a escuridão
do coração.
Falta o quê
essencial
aos olhos,
ao peito
e tudo
aquilo
que está
impedindo
de trazer
a vida
de volta
para o
seu lugar
para
reconstruir
a Nação
de Bolívar.
Há muita história
para contar além
de cada poema,
No ar respiro
o aroma da cattleya,
e sigo contando
a história de honra,
luta e a glória
que hão de ser
recuperadas por
toda Venezuela.
Canto porque sinto
que vitória está
a caminho porque
há quem se encontra
buscando e não
desiste de seguir
na vida sonhando.
Os sete bravos
viraram estrelas
do crepúsculo
sem fronteiras,
e assim eles
escreveram
pémones as
suas bravuras
no livro da vida.
Canto porque sinto
com a reverência
do General
na despedida,
ele se encontra
preso por causa
de uma absurda
e grave mentira,
e é de justiça
que a inocência
que o pertence
seja por todos
reconhecida.
Ainda há
o quê
celebrar:
o seu
espírito
de luta
que resiste
orante
nessa ilha
de concreto
que dizem
que está
dia e noite
havendo
tratamento
cruel e tortura.
Dizem que
mesmo
preso
o temem,
não duvido,
pois está
evidente:
foi muito
feio o quê
fizeram
contigo,
mas a sua
filosofia
é explícita
que não nasceu
para se vingar.
Não há
o quê
celebrar
porque
o mal
feito contra
você que
eles fizeram
não foi
corrigido,
e mantê-lo
na prisão
ainda estão
insistindo,
não estão
agindo como
homens dignos.
Quando você pensa
Que não há mais saída,
Você é muito maior
Do que você imagina.
Do passo do imigrante
És o caminho de volta,
Do coração do povo
És a fé de virar o jogo.
Do grito do preso
És o eco que contagia,
Da canção noturna
És a doce melodia.
Da resistência és
A força que não se dobra,
És a caneta e o papel
Porque és capaz
De escrever a boa nova.
Há uma diferença
abismal entre nós:
os meus poemas
são encadeados,
és feito de todos
os mil cadeados.
Você disse que
não me quer mal,
já sabia que era
ironia helicoidal,
por isso na trama
do poema passado
disse que nada
tens a me querer,
porque li que não
havia como crer.
Mais de trezentas
prisões sem sentido,
e no meio do caminho
perdi o romantismo,
reclamar por todos
jamais será sacrifício.
Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.
Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.
No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.
As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.
Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.
Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.
Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.
As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.
Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.
O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.
Não consigo
tergiversar,
Quando há
autoritarismo,
É recorrente
a lembrança
Do que corre
nas veias,
não vou virar
este capítulo.
Da semente
da rosa nômade:
Eis-me o espinho!
Falo de flores
no calabouço,
Tropas diluídas
e do sequestro
De um povo.
Como letra
do deserto,
Não calo
o verso
da estepe,
Sou poesia
florestal,
Não oferto
vida fácil
para quem
não merece.
Não há nada que obriga
estes quatro versos
a rimar nessa instância
que tem doído no peito.
O silêncio só faz crescer
a indignação monumental,
a vizinhança já conhece
a ignorância constitucional.
Por nada nesse mundo
jamais irei parar de falar,
o sol há de voltar a brilhar
e trazer a justiça para o lugar.
A dança dos astros
está em movimento pleno,
A Terra tem o seu eixo,
o destino fará o alinhamento.
Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.
Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.
No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.
Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.
Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.
Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.
O irmão do General
manifestou o apelo
por ele pedindo
o digno respeito,
e há um único
defensor no caso;
a injustiça segue há
mais de sete meses
atormentando a gente.
Não vou parar
de reclamar,
Tiraram a joia
da espada de Bolívar,
Da onde nunca
deveriam tirar,
Passaram da hora
de o libertar.
Parece até que
querem criar o quê
não houve porque
sabem que o tempo
corrói a memória,
os meus versos não
permitirão derreterem
a verdade e a história
que todos sabem que
Miguel é inocente.
Durante
a espera
convicta
destes
trinta dias,
Não há
quem
não pare,
De querer
de você
notícias,
Não há
quem não
se perca
no tempo,
Porque muito
é o silêncio,
Um preso
de consciência
pertence a todos,
Por Humanidade
até a Família dele
já nos pertence,
O humanitarismo
que nos reune
em lealdade,
Nos faz uma
grande Família
pela liberdade.
Existe
tipificação
para prisão
sem qualquer
satisfação,
Para o quê
é certo há rima
que não se deixa
capturar,
Quem está
calado,
saiba que
não vou
parar de falar;
Porque são
quatro semanas,
muitos versos
e muitas horas
sem sentido
fazendo fronteira
e mexendo comigo,
E por causa disso
não me permito
neste assunto
não mais tocar.
Sem ver a luz solar
por nove meses,
Sem saber quando tudo
isso irá terminar
E não há jeito de saber
aonde está o Baduel,
E da mesma forma
quando sairá o Miguel,
mesmo não tendo a grandeza
do livro vinho tinto,
Eis poemas soltos
que como livros
São registros de mil
histórias para contar,
Po(ética) feita para
O ostracismo se incomodar.
Quando há justiça
E razão demais,
Há coração de menos
E desânimo pela paz.
Entre a justiça
E a razão,
Opto pelo coração.
Não por obediência,
Porque nesse mundo
Repleto de justiça
Não tem mais se
Permitido a clemência.
Assim denuncio,
Me indigno e suplico
Talvez ao vazio.
Neste mundo onde
Todos estão cheios
De razão e nenhum
Esforço em prol
Da solução o melhor
É optar pelo coração.
Em busca po(ética),
Clamor nômade
Em letras de libertação.
Não há beleza hipócrita que
caiba em falsos perdões,
Da mesma forma que não
Se aceita ver a alma
amada nos braços de outro,
É bem dessa forma que
se encontra a liberdade
Nas mãos de quem nada vale,
não calo, não deixo calar
E não sossego nenhum pouco.
Seguem presos pelo menos
dois cirurgiões e nessa altura
Pode haver até bem mais
até sob tortura e eu nem sei,
Só sei que não vou parar
de falar enquanto não
Restabelecerem a paz,
que só a liberdade pode trazer.
Nesse instante atravesso
sem notícia e isso é
Como ficar sem saber
o quê fazer e sem a luz solar;
Estou presa inocente,
sem provas e sem julgamentos,
Porque não vejo a hora
Dessa história acabar.
A consciência tem dado
Voltas em círculos,
Porque levantar
Não tem conseguido,
Há um povo coagido,
A Justiça em exílio,
Quem pensa tem sido
Preso ou perseguido.
A Ditadura ganhou
Um jogo por ela perdido
Feito de falsa promessa;
As flores do calabouço
Devem ter desaparecido,
Nem os generais mais
Antigos escaparam
Do brutal autoritarismo.
A firmeza das ruas vazias
Tem feito a sua cabeça
Com a melodia, eco e refrão,
O mundo vê a agonia
Da Estrella pedindo justiça
Em nome do amor no coração.
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