Ha como eu Queria q ela Soubesse
RECICLO
Há muito que não complico
E vou fechando meu bico
Pras coisas que não explico
Na atitude meu grito
Pra transcender o meu ciclo.
SEM NEXO
Há algo de muito complexo
E nunca pergunte o sentido
Daquilo que a alma sente
Pois tudo padece sem nexo
Assim parecendo perdido
Um turbilhão incandecente.
E entre o côncavo e o convexo
Há ecos de grito escondido
Fase de socorro premente
Num gesto quase genuflexo
Arrasta um coração ardido
Pruma evolução mais à frente!
SUA"VIZINHO"
Que o mar é lindo bem se sabe
Com guarda-sol que não se abre
Há uma sombra que se arde
Campos verdes, rara beleza
Mas não se pode ter certeza
Lentes nubladas na avareza
Com qual medida que se mede?
Gramado alheio sempre "vede"?
Que algum milagre te sossegue!
VENTENA
Lá pras bandas da verdade
Há uma luz que sempre arde
Crença que há outra metade
Rebuscada vai vaidade
Charmosa simplicidade
Se num lado escuridão
Noutro existe um clarão
Num: ternura e emoção
Lá frieza da razão
Partes de um mesmo sistema
Pra fazer valer à pena
Há que ser meio ventena
Esporeando a vida plena!
APREÇO
Há algo muito funesto
Chega a ser desonesto
Zombar do outro o sucesso
Emulação é o que peço
Exemplo que não tem preço
Na vibração enterneço
E ao Patrão agradeço
Somente o que eu mereço.
PRATO QUEBRADO
Há que cuidar o que se semeia
Terra dourada, lindos trigrais
A despertar a cobiça alheia
Que escuta a ira demais
O que antes era mesa cheia
Deixou virar o prato da paz.
SOBRE O ENTULHO
Enquanto há gritos e desespero
Bombas e explosões
Orações prum globo mais sereno
Longe da escuridão
Que os escombros sejam amenos
Força e reconstrução
Naqueles exemplos Nazarenos
Luz e Evolução!
"SEVERINIDADE"
E o que havia de ser?
Severina é Severino!
Morte e vida há de crer
Tão comum em seu destino
Era o filho de Maria
Igualdade em homonímia
Que de nada adiantaria
Carecia outra insígnia
Solução em Zacarias?
Mas em outra vez são tantos!
Não se quer mais zombaria
Só respeito entretanto!
PRUDÊNCIA
Quando carente tudo atropela
Não pensa e nem vê a sua indecência
E nem um remendo há de servir
Na explosão sempre há falta dela
Na reflexão matiz de prudência
Pintando a sabedoria de agir.
DERRETENDO
Não há o que escrever no fim da noite
Todas as ideias estão sob açoite
E nem mesmo com a chuva a cair
Não irá irrigar um novo sentir
Então por isso há que ser muito breve
Urso polar tão branco quanto a neve
E na escura geleira da consciência
Brecha de luz aquecendo transparência!
CATACUMBA
Há uma dor tão profunda
Que a escuridão inunda
Mais baixo mais afunda
Vai dobrando a corcunda
A má fase retumba
Na esperança fecunda
Saia da catacumba!
BONANÇA
Muito antes da bonança
Há que tarar a balança
Equilibrar a esperança
Verificar as andanças
E os caminhos da mudança
Boa dose temperança
Creditar que a vida avança!
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