Ha como eu Queria q ela Soubesse
Mude seu cabelo
Mude suas unhas
Mude suas roupas e quartos,
Pois quando vc muda, há movimento alegre dentro de si
POEMA
O preço da noite
Verso 1
Não há desculpas para o mal que fiz,
Só a verdade nua no meu coração infeliz.
Mas creio em tua graça,que pode transformar,
Este teu filho que se humilha, e quer recomeçar.
Verso 2
Jesus eu caí, sou um pecador sem chão,
Com a cruz do meu erro, em cada oração.
Roubei uma vida, feri o que era meu,
Agora em teus braços, arrependo me sou réu.
Limpa a minha alma, com o teu puro perdão,
Dá me a chance de amar, na tua redenção.
Verso 3
A cada batida, ecoa o teu nome,
Um grito mudo de alma, que me consome.
A lembrança do brilho, que eu apaguei,
E a sombra do vazio, onde antes eu amei.
Verso 4
As noites são tão longas, o sono fugiu me,
As imagens não desaparecem, o fardo oprimiu me.
A voz que me acusa, vem do meu próprio ser,
Como posso seguir em frente? Como posso mais viver?
Eu sei que o teu amor é grande, bem maior que o meu pesar,
Mas a culpa aperta me, é difícil respirar!
Verso 5
Em cada batida, ecoa o teu nome,
como um grito de alma mudo,
Que me consome.
A lembrança do brilho, que eu mesma apaguei,
Fica a sombra do vazio, onde antes, eu amei.
Verso 6
As estrelas são testemunhas e a lua com o seu véu,
Parece que vejo o amor em teus olhos, mas só o ódio ascendeu,
Apenas num segundo de fúria, a escuridão reinou,
E o que eu tinha de mais precioso, o pecado me roubou.
As minhas mãos, antes limpas,
Agora, manchadas estão,
Com o sangue de Jesus, o redentor,
Que comprou o meu coração!
Diante das tribulações, é preciso que a fé seja o alicerce da alma — ou o mundo, aos poucos, há de perder suas cores.
Te amei em silêncio há vários anos. Retive o sentir, afoguei o desejo. Concluí que o tempo apagaria tudo… mas o tempo só escondeu, não me levou.
No meio de risadas e brincadeiras, o carinho voltou — maior, melhor. Brinquei com você, mas me perdi de mim. Agora não finjo mais: é real, é verdade.
Teus olhos ainda não veem. Que o tempo seja então... Porque o que neguei para esquecer, hoje eu vivo mais do que nunca.
Não há nada neste mundo mais precioso que o tempo.
E não existe nada tão valioso
que seja capaz de comprá-lo.
O tempo não se guarda,
não se repete,
não se vende.
Apenas se vive — ou se desperdiça.
Há mais sombras em mim
para uma estadia eterna no inferno,
do que luz suficiente
para uma simples visita ao céu.
Mas ainda assim, clamo por misericórdia,
pois sei que a graça é maior que minhas falhas.
O Mar das Ilusões
Dizem que existe um lugar além do tempo, onde não há terra firme nem horizonte. Um lugar que não se encontra em mapas, mas na essência da alma. Chamam-no carinhosamente de Mar das Ilusões.
É nesse mar que muitos despertam após o último sopro de vida. Não há barulho de ondas, não há vento forte, apenas um fluxo suave que conduz cada ser sem pressa, como se o próprio mar guardasse um segredo que ninguém ousa revelar.
O despertar
Você se encontra ali, deitado sobre a água, incapaz de mover-se. Não há esforço que faça sentido, não há direção a seguir. Apenas o flutuar... e o silêncio.
Ao redor, dezenas — talvez centenas — de pessoas também deslizam, algumas serenas, outras inquietas, mas todas com o mesmo olhar perdido: “O que estou fazendo aqui?”
A primeira coisa que descobre é simples, mas pesada:
a cada lembrança amarga de sua vida, você afunda um pouco.
Não há juízes, nem vozes condenando. Apenas sua própria memória, sussurrando o que foi deixado para trás.
O mergulho
E então, você começa a descer. O azul da superfície torna-se turvo, depois escuro, e o escuro transforma-se em silêncio profundo. Cada erro, cada palavra dura, cada arrependimento não resolvido... tudo pesa. O mar não castiga — apenas devolve.
Mas, ainda que o fundo o chame, seus olhos insistem em olhar para cima.
E lá, entre a claridade distante, algo se move: pássaros.
Eles sobrevoam o mar, pairando com asas que não se cansam, levando consigo alguns daqueles que conseguiram permanecer na superfície. Ninguém sabe para onde vão. Ninguém jamais voltou para contar.
A revelação
Uma voz suave, não de fora, mas de dentro, ecoa na sua consciência:
"Você gostaria de ir com os pássaros? Então não afunde."
Mas como não afundar, se o peso já o arrasta? A resposta não vem de fora.
Logo, você percebe: o mar não é feito apenas de água, mas de sua própria consciência. Ele não o engole; ele apenas reflete quem você foi.
Não lhe falta tempo. Ali, o tempo é eterno, elástico, feito para que percorra os corredores de sua mente quantas vezes forem necessárias. Pode subir, pode descer, pode revisitar cada lembrança, como se andasse em uma casa sem portas.
E então, a verdade se revela com clareza:
se sobe ou desce, já não é escolha sua.
São apenas as consequências da vida que levou.
O destino
No Mar das Ilusões, não há punição, nem recompensa. Há apenas reflexo.
A aceitação torna-se, portanto, o último aprendizado.
Você respira fundo, mesmo debaixo da água, e finalmente entende:
o que prende não é o mar, mas as correntes invisíveis que você mesmo construiu em vida.
E, quando esse pensamento se instala, você percebe algo diferente.
O peso começa a diminuir.
A luz acima torna-se mais próxima.
E, pela primeira vez, você sente que talvez... só talvez... as asas dos pássaros também possam vir buscá-lo.
Porque, no fim, o Mar das Ilusões não é uma condenação, mas um espelho.
E quem aprende a se olhar de frente, descobre o caminho da leveza.
Respire fundo e caminhe com firmeza, pois a estrada pode ser longa, mas há luz em cada passo.
As promessas de dias melhores são sementes plantadas no agora.
Alimente-as com otimismo, fé e aquela confiança que nasce do Poder Divino.
Em meio ao que ainda não se cumpriu, floresce a esperança – discreta, mas viva.
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