Ha como eu Queria q ela Soubesse

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"Há uma força silenciosa dentro de você, sustentada por Deus, que te faz resistir, recomeçar e acreditar mesmo quando tudo parece dizer que não está ao teu favor.
Há uma frase que diz: (Não há pessoa mais forte que aquela que em sua solidão buscou a Deus enquanto estava em guerra com sua própria mente.) Eu digo...
Fugir de Deus em tempo de guerra é sofrer mais do necessário. Aproveite. Este deserto não vem só para tristeza. Vem pra te moldar, forjar carater, fortalecer e o melhor estar a sós com o único que te pode tirar deste deserto. Não prolongues a dor aproveite a presença dEle. Você não sairá dai da mesma forma como entrou.


—By Coelhinha

Há níveis de consciência: alguns apenas existem, outros repetem o que aprendem, poucos questionam e raríssimos despertam.

Há silêncios que sustentam felicidades que ninguém ousa explicar.

Há equilíbrios que só existem porque alguém ficou em desequilíbrio.

Todo dia, no mínimo,
há um novo escândalo,
um golpe,
uma fraude,
um feminicídio,
um infanticídio,
um homicídio,
uma crueldade,
uma barbárie,
uma injustiça
e tantas outras atrocidades
que já parecem parte do expediente diário...


Assusta perceber que nos “acostumamos” a essa rotina de horrores,
como se o sangue fosse apenas mais um detalhe do noticiário...


E essa capacidade de adaptação,
esse anestesiamento moral,
é, talvez, mais preocupante
do que os próprios crimes
que nos assombram dia após dia...


✍©️@MiriamDaCosta

Entre as palavras e o mundo
que as recebe
há sempre um abismo...


Um rio escuro, fundo, largo,
onde poucos ousam entrar,
e menos ainda conseguem nadar
sem se afogar nas próprias sombras...


Interpretar virou um esforço raro,
um músculo atrofiado
num tempo em que tudo
precisa ser rápido, raso e imediato...


Separar fato de opinião
tornou-se um labirinto estranho,
onde muitos tropeçam,
confundindo seus medos e traumas
com verdades
e suas certezas frágeis
com argumentos...


Há gatilhos emocionais pendurados
como armadilhas invisíveis
em cada palavra que se lê ou escuta...
Eles disparam antes do entendimento,
empurrando a razão para fora do caminho...


A polarização cavou trincheiras profundas,
pontos cegos viraram muralhas,
e qualquer nuance é assassinada
antes mesmo de nascer...


O TDAH coletivo,
fabricado pelo excesso de telas,
transformou mentes em páginas
que vivem sendo atualizadas
e nunca realmente lidas...


O viés narcisista ampliou seu império,
ou seja:
se não reflete o meu mundo,
se não confirma meu umbigo,
não serve, não presta, não existe...


A lógica perdeu espaço,
o pensamento analítico
virou peça de museu,
onde poucos o visitam...


E assim,
falar e escrever,
esse direito tão humano
e tão legítimo,
não garante mais compreensão...


Porque entre a boca e o ouvido,
entre a mão e os olhos,
há um rio imenso e profundo...
E nem todos sabem nadar.


Entre a fala e a escritura
há a audição e a leitura...
E nem todos sabem ouvir e ler.


✍©️ @MiriamDaCosta

Não há criminoso
que durma sonos tranquilos.
A consciência, essa faca afiada,
sempre encontra
o ponto exato
onde cutucar.
Deita, mas não descansa.
Fecha os olhos,
mas o escuro conhece seu nome.
E no silêncio da madrugada,
o próprio sangue
cobra o preço
das sombras que escolheu.
@MiriamDaCosta

Nos terrenos áridos
desse mundo,
entre rochas,
cascalhos
e intempéries,
há flores que resistem...


✍©️@MiriamDaCosta

Prosear com pessoas profundas
é profundamente gratificante...


Tem um imenso valor
e não há preço...


Para o resto ...
tem o Perde Tempo Card
passando na maquininha
da futilidade...
✍©️@MiriamDaCosta

Se há na terra, e entre todas as nulidades, algo a ser adorado, se há algo de sagrado, puro, sublime, algo que deva sustentar esse imenso desejo pelo infinito e vago que chamamos de alma, esse algo é a arte.

Gustave Flaubert
Memoirs of a Madman (1838).

Há pessoas
que fazem tudo o que podem
para serem ridículas,
enquanto outras são ridículas
sem o menor esforço.
✍©️@MiriamDaCosta

Tenho uma profunda sintonia
com a praia assim:
nublada, deserta,
serena e silenciosa.


Há algo nela de sublime
que toca as veias
da minha inspiração.


Sinto uma simbiose visceral
com a paisagem
cinérea, solitária,
entregue ao próprio silêncio
e à própria paz.


Há uma serenidade antiga
que não pede sol
nem testemunhas.
Algo nela é sagrado:
o céu contido,
as pedras em vigília,
o mar que sussurra versos.


É ali, nesse quase-nada,
que minha inspiração
encontra o tudo,
nas veias abertas,
e pulsa
sem pressa
sem expectadores.
✍©️@MiriamDaCosta

Enquanto isso, aquilo
e mais alguma coisa...
atrás das telas e teclados
há muitos heróis
e benfeitores…
mas por dentro,
um mundo de criminosos
e monstros.


Enquanto isso, aquilo
e mais alguma coisa...
o espetáculo nebuloso segue,
atrás das telas e teclados
proliferam heróis de plástico,
benfeitores de vitrine
e justiceiros de Wi-Fi...
digitam virtudes
com dedos sujos de ego,
e dentro, no subterrâneo
que não posta selfies,
um mundo de criminosos,
monstros bem penteados
e consciências
que não suportam
o próprio reflexo...


✍©️@MiriamDaCosta

Indenização ao Bom Senso

Há dias em que abrir as redes sociais equivale a atravessar um mercado onde todos gritam ao mesmo tempo, mas poucos têm algo a dizer.

A sensação não é apenas de cansaço, é também de agressão sutil.
Como se a nossa cognição fosse diariamente submetida a um teste de resistência.

Diante das parvoíces que se multiplicam
com a velocidade da fibra ótica... surge a pergunta quase irônica:
Deveria existir uma lei de indenização ao bom senso?!...

Um mecanismo jurídico que compensasse os danos morais causados por opiniões rasas, desinformação reiterada e certezas infladas pela ignorância performática?!...

A proposta pode soar autoritária à primeira vista... e talvez seja....
afinal, em uma democracia, a liberdade de expressão é cláusula essencial.

A Constituição Federal de 1988 protege o direito de manifestar pensamentos, inclusive os equivocados, os imprecisos, os tolos e até os absurdos.

O Estado não pode ( e nem deve!) tornar-se árbitro do que é inteligente e do que é absurdamente tolo.

E viva essa liberdade que nos abre ao conhecimento geral e ao mesmo tempo nos
algema à suportação da parvoíce generalizada...

No entanto, há uma diferença entre liberdade de expressão e liberdade de alcance irrestrito. As redes sociais não são praças públicas neutras, na verdade são empresas privadas com algoritmos desenhados para maximizar engajamento, isso não é novidade!

Plataformas digitais como a "Meta Platforms" e o "X" operam segundo uma lógica econômica óbvia, ou seja, quanto maior a reação e o engajamento....maior o lucro.
E poucas coisas geram mais reação do que o absurdo e a mediocridade da fofoca ...

O problema não é a existência da opinião frágil,
mas sim, a sua amplificação desproporcional. A arquitetura digital privilegia o escândalo, a indignação instantânea e a polarização simplista.
O pensamento crítico e complexo, por exigir pausa e reflexão, perde espaço para a frase de efeito e o meme inflamado.

Falar em “indenização à inteligência” é, portanto, menos um projeto legislativo e mais uma metáfora ética.
Trata-se do reconhecimento de que há um desgaste cognitivo coletivo em curso.
A saturação de ruído compromete o debate público, esvazia a capacidade crítica e banaliza o erro. Fazendo o errado parecer certo... O injusto passar por justo...

Talvez a verdadeira reparação não esteja na criação de novas leis, mas no cultivo de novas posturas.
A inteligência não precisa de proteção estatal, precisa de responsabilidade individual.

Cada compartilhamento é um ato político.
Cada curtida é uma validação simbólica.
Cada silêncio também é uma escolha.

A maturidade digital exige discernimento: saber quando curtir, quando argumentar, quando ignorar e quando se retirar em silêncio... reagir com consciência a cada provocação nas redes sociais é um gesto de força, não de fraqueza.

Em tempos de campanhas pré-eleitorais devemos redobrar nossa atenção na obtenção dessa maturidade digital, né?!

O algoritmo se alimenta de indignação
e o bom senso se fortalece na contenção.

No fim, não precisamos de um tribunal para julgar a estupidez que parece reinar... Precisamos de cidadãos capazes de reconhecer que liberdade implica responsabilidade, inclusive a responsabilidade de não transformar o espaço público em palco de vaidades desinformadas.

Se houver uma indenização possível, que seja a de preservar a própria lucidez em meio ao ruído do caos.

Em tempos de excesso de voz, pensar com rigor é resistência.

Que a nossa cognição seja "indenizada" pelo nosso bom senso no almejar uma certa maturidade nessas redes sociais...
✍©️@MiriamDaCosta

Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...


Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...


Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...


E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...


Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...


As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...


O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.


O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.


Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.


O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.


Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.


Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.


É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .


Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.


O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.


Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.


Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....


E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta

Há diálogos que não florescem,
porque uma das partes
já plantou certeza em solo raso.


Como falar de horizontes
a quem se prende
a um único ponto de vista
e nele finca, irrevogável,
o seu veredito?
✍©️@MiriamDaCosta

"Há os que escolhem a liberdade de estar só.
Há os que desejam a escravidão do amor."

"Pastores evangélicos, visando seus interesses pessoais, vem há anos, comercializando e manipulando a democracia no Brasil, de dentro do Congresso Nacional."

⁠"Há solitários melhor amparados que muitos cercados de família."

"Há quem dê ouvidos ao mal e se faça surdo ao bem; a vida é uma questão de escolha."