Ha como eu Queria q ela Soubesse
Não consigo entender porque a opção da intelectualidade política com as guerras, se com a paz ela nos une gerando mais inteligência e conhecimento..
"Para você que acredita que a beleza é fundamental"
Sim, ela é fundamental, afinal, quem quer sair com uma pessoa de estatura baixa, fora do peso, pele manchada, dentes tortos, cabelos crespos?
A beleza é fundamental para aquele que apenas espera isso de um ser humano, altura, olhos, peso, cabelos... Infelizmente se você é essa pessoa que procura no próximo, o exterior... Parabéns! - "O Oscar de idiota do ano, sem duvida vai para você". - E aposto que você tem um lugar especifico para coloca-lo.
A beleza é tão fundamental quanto a inteligencia artificial, do que vale a eficiência sem a emoção?
Sinto em informar à você mas daqui há alguns anos, você não mais será atraente, não mais será o centro das atenções a não ser que você crie uma fórmula de congelamento e acorde Cinquenta anos depois: "Divina ou Divino".
A beleza é tão fundamental que dura uma vida inteira para aqueles que verdadeiramente a enxergam, e se encontra abaixo de sua pele, subtitulada em um órgão descrito pela anatomia popularesca "coração".
O medo de perder sempre falará mais alto que a esperança, isso serve para te fazer sofrer.
Deixa ela morrer não!
Não conta para ninguém o que fez com ela na cama, conta só para ela, ela vai gostar de saber que a intimidade dela está segura, deixa de ser mais um idiota convencional.
Não adianta, a pessoa pode ser ruim o que for… se você tem sentimento por ela, você vai desejá-la mais forte do que quando desistiu de tê-la em sua vida
A arte tem por ela mesma, propriedades curativas, exercícios de recurso terapêutico, que oferecem um playground enorme para o cérebro.
CAMILLE MONFORT — A LIBÉLULA QUE NASCEU DO BRILHO DE UM ÚNICO MUTISMO EM AFASIA.
Ela desceu como quem não pisa mas evapora em segredos em desígnios.
E, no instante em que o porão respirou para recebê-la, eu senti que não era uma mulher que se aproximava…
era um estado da alma.
Camille Monfort surgia sempre assim:
na fronteira onde o silêncio se torna obra,
onde o indizível se condensa em forma,
onde o olhar ainda não sabe que está olhando.
Era uma libélula.
Não dessas que tremulam ao sol, finas e triviais,
mas uma libélula surgida da própria sombra,
uma criatura que aprendeu a voar
do brilho de um único mutismo em afasia.
Porque Camille nunca precisou de palavras.
Ela carregava dentro de si um silêncio que não era ausência,
era presença demais.
E quando entrou no porão,
a escuridão, que até então parecia imóvel,
ergueu-se num sopro quase tímido,
como se reconhecesse nela
a única capaz de decifrá-la.
Ela caminhou até mim.
Não tocou nada.
Mas tudo ao redor se ofereceu como se fosse tocado.
Os objetos antigos, as sombras que eu temia,
aquela dor encostada no canto,
todos se voltaram na direção dela, como se aguardassem que fosse Camille a lhes conceder destino.
E então ela falou.
Mas não com voz.
Falou com o vazio entre seus lábios, com aquele intervalo que precede toda linguagem, com a pureza de uma afasia que não é falha, mas transbordamento.
Era como se dissesse:
"Tu não tens que temer o que é teu.
Toda dor que escondeste esperava por mim.
Vim para devolver-te ao que foste antes do medo."
Eu a vi se inclinar para o chão,
como quem escuta a memória de uma pedra.
E suas asas, ah, essas asas que não existem,
mas que todos sentem, se abriram na penumbra com a serenidade de um ser que conhece sua própria eternidade.
Camille não era mulher.
Era um sopro antigo,
uma lembrança viva de que o espírito tem profundidades que o corpo não alcança.
E ainda assim, ali, tão perto,
ela parecia feita de matéria sensível: pele alva, olhar de penumbra, murmúrio de eternidade no contorno da boca.
“Além da dor”, murmurou o silêncio dela,
“há sempre um lugar onde tu voltas a nascer.”
E nesse instante,
eu soube que Camille Monfort não tinha vindo me visitar.
Não. Ela tinha vindo me devolver.
Devolver-me à minha essência,
às minhas ruínas, à minha claridade esquecida, àquela parte de mim que só aparece quando uma libélula de luz pousa no subterrâneo da alma.
Camille,
a etérea,
a inaudível que tudo diz,
a que paira sobre o não dito,
a que veste a noite e abre a aurora, olhou-me pela última vez antes de falar aquilo que jamais ousarei esquecer:
"Eu sou a tua luz quando não acreditas mais na luz.
Sou a voz que nasce quando tu emudeces.
Sou o que resta quando tudo em ti se partiu."
E então…
ela se dissolveu devagar,
como quem regressa ao próprio mistério, deixando no ar
um pólen de eternidade
que ainda hoje respiro, triste,pesado e sem ar complexos.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
“A realidade moral de uma época revela-se menos pelo que ela proclama e mais pelo que ela normaliza.”
“Se não houver coragem em vós, ela seguirá o seu próprio curso e se entregará àqueles que sabem sustentá-la.”
NO INTERIOR DA FERIDA.
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
Não peço que a dor se retire. Ela já não é estrangeira. Habita-me como uma presença inevitável, tão íntima que sua ausência seria mutilação. Acostumamo-nos um ao outro nesta estrada do mundo, onde o amor é escasso não por impossibilidade, mas por temor. Poucos ousam sustentar o peso da liberdade que amar exige.
Estou ajoelhado nela, e ela ajoelha-se em mim. Não há hierarquia nesse pacto. Há cumplicidade. A dor não me domina, tampouco eu a domino. Existimos no mesmo espaço, como duas consciências que se reconhecem no silêncio. Dói, mas é minha. E justamente por ser minha, não a repudio. Seria negar a própria textura do que sou.
O horizonte tornou-se cinza. Não o cinza da neutralidade, mas o da revelação. A alegria que ainda subsiste vem úmida, dissolvida nas lágrimas que não pedem testemunhas. Há uma lucidez amarga na compreensão de que a felicidade fácil é distração. O que permanece é a densidade da experiência.
Deixa tudo como está. Não por resignação, mas por fidelidade à busca. Ainda procuro a verdade, e essa procura não admite adornos. A diferença, que antes feria como julgamento, perdeu importância. Diante do absoluto, as comparações são ruído. Cada ser está ligado à própria travessia.
Se poucos amam, é porque amar implica assumir o risco da própria exposição. Amar assim é aceitar que não há garantias. É lançar-se ao outro sem a promessa de retorno. E, ainda assim, continuar.
Permaneço na linha fina do meu horizonte. Não por esperança ingênua, mas por decisão consciente. A dor não me define, mas me revela aos poucos a mim mesmo. E enquanto a verdade não se deixa capturar, sigo caminhando, mesmo que o caminho seja feito de sombra e silêncio. É pura lição e essência absoluta do absoluto. Gratidão.
"Quando uma mulher descobre o seu valor e compreende o quanto é amada por Deus, ela não aceita migalhas, rejeição, traições nem mentiras. Quem conhece a sua identidade em Deus protege a própria dignidade e não permite que ninguém a destrua."
É impossível conquistar paz interna buscando atividades externas, pois ela se inicia dentro de nós e pela abdicação.
O que o homem tem em menor quantidade é a lágrima, por isso ela só é derramada nos momentos mais amargos da sua existência.
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